Novo Progresso - Pará -
 

PF só mantém os serviços essenciais

PARALISAÇÃO
Policiais federais fazem mais uma greve para exigir reajuste salarial

Todos os servidores da Polícia Federal, incluindo delegados, agentes, peritos, escrivães e papiloscopistas, cruzaram os braços, ontem, no Pará. A paralisação é por 72 horas. Os 330 policiais federais que trabalham no Estado vão continuar mantendo os plantões na sede da Superintendência da PF em Belém e nas delegacias do interior. Em Belém o serviço está sendo realizado por nove servidores, entre delegados e agentes distribuídos na sede, com três policiais responsáveis pela custódia de presos. No aeroporto, mais três agentes garantem a fiscalização na chegada e partida dos vôos internacionais, no prédio da imigração, a emissão de passaporte é feita apenas para quem já está com passagem marcada ou por determinação judicial.

'Não vai haver operação padrão, estamos mantendo todos os serviços essenciais, mas setenta por cento do trabalho está sendo prejudicado', informou o agente Roger Rezegue, presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Pará.

Além da suspensão das operações, da elaboração de inquéritos e perícias em documentos, um dos serviços bastante prejudicado é a emissão de passaportes. Até amanhã, o Serviço de Imigração da PF só estará emitindo o documento para quem comprovar que comprou passagem antes da paralisação. A triagem está sendo feita por um agente. Ontem, o Serviço de Imigração expediu 30 passaportes, informou a agente administrativa Ana Maria, que faz o trabalho com mais três servidores.

No aeroporto, no plantão da equipe de agentes, quatro vôos internacionais foram fiscalizados. O último chegou esta madrugada, às 4h, de Miami, nos Estados Unidos. No vôo da tarde de ontem da Air Caraïbes, com 51 passageiros que embarcaram com destino à Martinica os policiais decidiram realizar uma operação padrão por causa do grande número de passageiros. E no vôo de chegada a Belém da mesma empresa, com 32 passageiros entre eles 4 brasileiros deportados da Guiana Francesa, também houve fiscalização padrão. Pela manhã também chegou um vôo de Miami, mas não houve problemas. Mas os agentes estão dispostos a fazer operação padrão e greve se não houver acordo. 'A gente só quer que o governo cumpra o acordo porque não dá para ficar sem reajuste este ano', disse o agente Gilmar Dias Farias, que atua na área de imigração da Polícia Federal. '

Segundo o presidente do sindicato os servidores da PF no Pará aderiram à posição nacional de manter a paralisação até quinta-feira à tarde, quando haverá uma reunião com o Ministério do Planejamento. 'Se não houver acordo para o pagamento de metade da parcela que estava prometida para dezembro do ano passado vamos entrar em greve por tempo indeterminado', declarou Roger Rezegue.

NACIONAL

Os agentes reivindicam pagamento de um reajuste de 30%. O valor é a segunda parcela de um aumento de 60% assinado no ano passado entre os policiais e o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Nos aeroportos, os policiais fazem operação padrão, o que pode provocar filas em embarques para vôos internacionais. Durante a greve também não haverá emissão de passaportes. Parte dos profissionais que trabalha nas grandes ações da Polícia Federal, como a Operação Navalha, deve manter as atividades.

No Rio de Janeiro, a paralisação surpreendeu quem chegou cedo à sede da PF, na Praça Mauá, para dar entrada no pedido de passaporte. A fila começou a se formar às 3h30m e chegou a ter cem metros de comprimento. Pouco antes das 9h, policiais afixaram na parede uma faixa anunciando a greve. Somente serviços essenciais, como a segurança do prédio e emissão de passaportes em caráter de urgência, estão sendo mantidos. Também em São Paulo, apenas casos mais urgentes serão atendidos até a próxima sexta-feira. Nos aeroportos de Cumbica e Congonhas, a operação padrão deve ser decidida em uma reunião entre sindicalistas, ainda na manhã desta terça.

Fonte: O Liberal

 
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