‘A madeira é licenciada, mas houve um erro operacional’, diz Cooprunã sobre apreensão de madeira pela PRF

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Carga de madeira apreendida em Santarém — Foto: PRF Santarém/Divulgação

A Cooperativa responsável pela madeira é formada essencialmente por moradores das comunidades de Nova Canaã e Porto Rico, na Resex Tapajós-Arapiuns.

A Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Inambú (Cooprunã), que trabalha com manejo florestal sustentável comunitário de uso múltiplo esclarece que houve apenas um erro operacional na forma de preenchimento referente ao transporte, que levou à apreensão de uma carga de madeira em toras pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no sábado (11), na BR-163, em Santarém, no oeste do Pará.

A Cooperativa é formada essencialmente por moradores das comunidades de Nova Canaã e Porto Rico na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

De acordo com o engenheiro florestal Kácio Morais, a madeira é devidamente licenciada por meio do projeto de manejo da cooperativa. E quando os agentes da PRF solicitaram as notas fiscais, elas foram devidamente entregues, mas o caminhão que transportava a carga estava com sua placa descrita nos documentos obrigatórios exigidos, através de registro a caneta nos espaços específicos para o preenchimento. Porém, a forma de preenchimento manual foi entendida como errada pela equipe policial.
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Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Inambú, em Santarém — Foto: Cooprunã/Divulgação

“O erro operacional encontrado corresponde a falta da finalização do preenchimento da mesma informação que estava a caneta via sistema de controle, onde já constava o registro do caminhão que transportou a carga no trecho entre a floresta e o embarque da madeira em balsas no porto, devidamente autorizado, na Resex Tapajós-Arapiuns”, destacou.

Ainda conforme o engenheiro, a cooperativa entendia que o preenchimento à caneta já cumpria todos os requisitos legais para dar continuidade aos transportes, e que agora este procedimento de conclusão no sistema passa a fazer parte das ações de rotina que envolvem as atividades do empreendimento no projeto.

“Depois que o carregamento chega aos portos para desembarque da madeira em tora em Santarém, outros caminhões são carregados para dar continuidade ao transporte da madeira até seu destino final: os pátios das indústrias de transformação. Quando se completa uma carga para um caminhão, sua placa é preenchida à caneta no documento oficial que veio da área do projeto, e deveria ter a mesma informação lançada no sistema de controle”, explicou.

O engenheiro esclareceu ainda, que a apreensão do caminhão com a carga de madeira em tora não configurou crime ambiental, conforme auto lavrado pelo órgão ambiental competente. Constatou-se assim uma pequena falha operacional na conclusão do preenchimento via sistema, da mesma informação observada com caneta nos documentos.

“Reiteramos que esta ocorrência não se repetirá e que a cooperativa está à disposição para esclarecer quaisquer outras dúvidas a respeito do mérito”, finalizou Kácio Morais.

Por: Kamila Andrade, G1 Santarém — Pará

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