Bancada paraense se divide na votação do impeachment .

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Foto: Agência Brasil Senador Flexa Ribeiro PSDB-PA-Em uma sessão histórica e que durou mais de 20 horas, o Senado Federal decidiu pela abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Por 55 votos a 22, os senadores aprovaram o afastamento de Dilma pelo período máximo de 180 dias. A bancada paraense no Senado, assim como a do Amazonas, apresentou a maior divisão de votos entre os parlamentares. Cada um assumiu uma posição.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), assim como os demais dez senadores de seu partido, votou pelo afastamento de Dilma. Já Paulo Rocha, que até então era líder do PT no Senado, negou o impeachment e Jader Barbalho (PMDB-PA) não votou por estar ausente nesse momento histórico da política brasileira.

Por volta das 2 horas de ontem, em seu discurso que perdurou os 15 minutos reservados a cada um dos 70 oradores inscritos na sessão, Flexa Ribeiro destacou “o desrespeito do governo do PT para com o povo brasileiro” e citou alguns “legados nocivos” da gestão petista aos brasileiros. “Qual o legado que os 13 anos e meio de governo do PT vai deixar? Queda no PIB, dois anos seguidos de PIB negativo. Tivemos um déficit de R$ 116 bilhões, quando a lei orçamentária previa um superávit”, lembrou Flexa.

Para o senador tucano, “a face mais perversa desses 13 anos e meio do PT vem sendo sentida na pele do povo brasileiro”, que viu o desemprego atingir mais de 11 milhões de trabalhadores. Só no ano passado, mais de 8 milhões de brasileiros entraram com o pedido do seguro-desemprego.

“Os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente foram causa dos efeitos deletérios enfrentados pela economia brasileira. Dizer que o processo de impeachment é golpe é algo completamente descabido, pois teve amparo legal e jurídico na Constituição Federal. Golpe é o que a presidente e o PT deram nos milhões de brasileiros que acreditaram num projeto de governo e que, com o passar dos anos, viram a dura realidade superar a esperança depositada”, enfatizou.

O então líder do PT no Senado Federal, Paulo Rocha já admitia a derrota antes mesmo da votação. Em seu discurso, Paulo afirmou que Dilma vai pagar o preço por ser honesta com a maior pena que se pode aplicar a uma pessoa pública. Segundo Rocha, na Operação Lava-Jato “está sendo usado um processo sofisticado de alianças políticas, usando uma parte do braço judiciário do Ministério Público para criminalizar a política e quem está no poder político do país”.

Além de Jader Barbalho, estiveram ausentes na sessão os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), que foi ex-ministro de Minas e Energia, e Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), suplente do senador cassado Delcídio do Amaral, que decidiu não assumir o cargo. A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que apesar de ter sofrido um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral) no último dia 6 de maio, foi à sessão do impeachment de cadeira de rodas.
Por O Liberal
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