Banco Mundial projeta crescimento de 0,5% para o Brasil

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Em 2016, país retrocede 3,4%, segundo entidade. Para América Latina, avanço será de 1,2% este ano
Foto: Andrew Harrer / Bloomberg

O novo relatório de “Perpectivas Globais Econômicas” do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira, apresentou dados positivos para o futuro da economia brasileira. No documento, a entidade projeta um avanço econômico de 0,5% para o Brasil este ano “na liberação das restrições do mercado”. Já com relação a 2016, estima-se um forte retrocesso de 3,4% para o país. Em 2019, o país crescerá 2,2%, após expansão de 1,8% em 2018, segundo a organização.

Para a América Latina, o Banco Mundial prevê uma retomada do crescimento de 1,2% em 2017, após recuo estimado de 1,4% no ano passado. O quadro seria o segundo ano consecutivo de recessão e a primeira contração plurianual em mais de 30 anos. A entidade afirma, no entanto, que “a perspectiva de melhora é em grande parte conduzida por um retorno previsto ao crescimento positivo no Brasil, a maior economia da região”.

“Restrições domésticas parecem estar amenizando em Argentina e Brasil, com os novos governos concentrados em implementar reformas para reduzir desequilíbrios fiscais e macroeconômicos”, indica o Banco Mundial, que cita reformas em andamento: “No Brasil, o Congresso Nacional aprovou recentemente uma emenda constitucional que introduz um limite no crescimento real dos gastos federais, e está também discutindo uma reforma da aposentadoria. Ambas as reformas vão melhorar as perspectivas fiscais de médio e longo prazo”.

O Banco Mundial afirma que a desvalorização do dólar frente ao real no primeiro semestre de 2016 ajudou a “reduzir drasticamente do atual déficit nas contas do país”. Apesar da melhora no cenário, o Banco Mundial destaca que as real implementação de reformas fiscais e a retomada do investimento público como desafios para concretizar tais projeções:

“Ajustes fiscais geralmente englobam cortes de investimento em áreas-chave, como infraestrutura. Enquanto esse caminho de política rapidamente reduz as pressões fiscais, não consegue resolver as deficiências estruturais que entravam a habilidade dos governos em reduzir as despesas correntes ou aumentar receitas”, aponta.

O banco alerta para níveis baixos de investimento na região da América Latina e Caribe em comparação a outras regiões de emergentes. De acordo com o relatório, a injeção de capital tem caído desde 2014:

“É crítico que os governos e o setor privado aumentem o investimento de capital para expandir o crescimento em potencial”, afirma o banco.

RETOMADA NA AMÉRICA LATINA

A estimativa de uma nova contração para a América Latina em 2016 (-1,4%), explica o Banco Mundial, se deve a efeitos da queda dos preços das commodities e desafios internos, principalmente fiscais. A organização espera, no entanto, que em 2019 a região cresça 2,6%, após avanço de 2,3% em 2018.

A entidade projeta que os preços das commodities se estabilizem e “se recuperem gradualmente”, trazendo alívio modesto aos exportadores da região a respeito de comércio e aumento de receitas fiscais e de exportação. No entanto, o cenário externo pode trazer incerteza à recuperação econômica da América Latina:

“Contratempos globais, como a incerteza de políticas nos Estados Unidos e crescimento subjugado de outros maiores parceiros comerciais, vão pesar nas economias da região, pelo menos no curto prazo”.

Uma reavaliação do ritmo do arrocho da política monetária por parte do banco central dos Estados Unidos poderia levar a variações nas taxas de juros e a flutuações do fluxo de capital, o que prejudicaria as economias vulneráveis.

Além disso, possíveis restrições comerciais ou migratórias nos EUA ou na zona do euro podem impactar na retomada do crescimento.

Mudanças de políticas nos Estados Unidos e na Zona do Euro, tais como restrição ao comércio ou à migração, poderão ter repercussões contínuas. Uma recuperação dos preços dos produtos básicos mais lenta do que a prevista prejudicaria a

CRESCIMENTO GLOBAL DE 2,7%

O crescimento econômico global deverá acelerar 2,7% em 2017 após o baixo nível pós-crise do ano passado, estimado em 2,3%. Segundo o Banco Mundial, o avanço aparece à medida que os obstáculos à atividade diminuírem entre exportadores de produtos básicos nos mercados emergentes e em economias em desenvolvimento. De acordo com o relatório, a demanda doméstica continua sólida entre os importadores de produtos básicos de mercados emergentes.

“Depois de anos de decepcionante crescimento global, estamos encorajados por ver perspectivas econômicas mais fortes no horizonte”, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em comunicado. “Agora é a hora de aproveitar esse impulso e aumentar os investimentos na infraestrutura e nas pessoas.”

O documento aponta para um crescimento nas economias avançadas de 1,8% em 2017, após alta estimada de 1,6% no ano passado. O estímulo fiscal nas economias principais – especialmente nos Estados Unidos – poderá gerar um crescimento doméstico e global mais rápido do que o projetado, embora o aumento da proteção do comércio possa ter efeitos adversos.

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“As economias avançadas continuam com dificuldades devido a um crescimento subjugado e inflação baixa em um contexto de aumento da incerteza sobre a direção das políticas econômicas, investimento morno e crescimento lento da produtividade. A atividade desacelerou nos Estados Unidos e, em menor grau, em outras grandes economias”, afirma o Banco Mundial.

Já os mercados emergentes devem avançar 4,2% este ano, ante alta de 3,4% em 2016 em meio a um modesto aumento do preço dos produtos básicos.

“O crescimento em mercados emergentes exportadores de commodities foi apoiado por certa estabilização da demanda doméstica, seguindo uma contração em 2015. O consumo privado continou a recuar no Brasil e na Rússia, mas em ritmo desacelerado enquanto a confiança aumentou. O investimento também caiu novamente em 2016, especialmente em Brasil, Colômbia e Rússia”, aponta o documento.

Fonte: O Globo
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