Justiça manda Ministério da Saúde reabrir prazo do programa Mais Médicos

Prazo original das inscrições foi até sexta-feira passada (Foto:Reprodução/Reuters)

O Ministério da Saúde terá que reabrir, até as 18h desta quinta-feira (9), o prazo para que médicos de todo o país se habilitem ao Programa Mais Médicos e possam prestar serviços por dois anos, conforme determinação da Justiça Federal. O prazo original das inscrições foi até sexta-feira passada. Assinada pelo juiz federal da 5ª Vara, Jorge Ferraz, a decisão possibilita que o Ministério da Saúde estenda o período além de 9 de abril, considerando o feriado da sexta-feira santa e que o resultado do edital só está previsto para sair na próxima terça-feira (14).

A 5ª Vara havia negado, na semana passada, pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que todo o processo de reincorporação de profissionais ao Programa Mais Médicos fosse suspenso. O juiz entendeu que a suspensão “poderia resultar em atraso no cronograma e consequente prejuízo à saúde pública, notadamente devido à crescente demanda no sistema público de saúde, em decorrência da pandemia do vírus covid-19”.

No entanto, o juiz Jorge Ferraz reconsiderou sua decisão após a DPU ter apresentado novos documentos demonstrando que o edital do Ministério da Saúde viola direitos de muitos profissionais da área médica que, mesmo atendendo aos requisitos, não poderiam se habilitar porque não constam de uma relação de 1.894 nomes que integra o edital. Entre os impossibilitados de participar do processo de seleção aberto pelo edital, segundo a Defensoria, estão médicos cubanos.

Para o órgão, essa restrição, baseada em listagem supostamente fornecida pela Organização Pan-Americana (OPAS), seria ilegal, por extrapolar os requisitos previstos em dispositivo de uma lei em vigor desde o mês de dezembro do ano passado. Além disso, a relação também violaria os princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que não abriu a possibilidade de impugnação da lista, assim como teria violado a transparência administrativa, porque não foram expostos os critérios que basearam a indicação dos nomes que compuseram o Anexo II do edital.

A decisão da 5ª Vara ressalta que a própria OPAS negou ter qualquer participação na redação do Edital nº 09/2020 ou mesmo ter subsidiado o Ministério da Saúde para a confecção da lista. A Defensoria Pública também juntou aos autos documentos comprovando o atendimento dos requisitos de reincorporação apresentado por vários médicos, “o que indica a incorreção da lista e, por conseguinte, a legalidade da restrição efetuada pelo referido edital”.

Por:Redação Integrada

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Brasil terá pico de Covid-19 em abril e maio, e vírus deve circular até meados de setembro, afirma Mandetta e especialistas em relatório técnico

Isolamento social e uso de máscaras são medidas apontadas como formas de prevenção à doença no Brasil.

Um relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e especialistas em saúde afirma que o Brasil terá pico dos casos de Covid-19 em abril e maio e que o país continuará enfrentando a pandemia até meados de setembro. O texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical” e divulgado pela agência de notícias científicas Bori.

O texto fala sobre como o Brasil enfrenta a pandemia, traz a cronologia das ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do país, e alerta para o período de outono e inverno, em que há maior ocorrência de doenças respiratórias. O relatório também cita medidas como isolamento social e uso de máscaras como formas de conter a pandemia no Brasil.

    “Embora o Brasil esteja tentando implementar medidas para reduzir o número de casos, principalmente focados no isolamento social, um aumento nos casos de Covid-19 é esperado nos próximos meses. Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio”, diz o relatório, sem citar números.

“Assim, existem preocupações quanto à disponibilidade de unidades de terapia intensiva (UTI) e ventiladores mecânicos necessários para pacientes hospitalizados com Covid-19, bem como a disponibilidade de testes de diagnóstico específicos”, alerta o documento.

Isolamento social e uso de máscaras

O isolamento social é apontado como uma das medidas usadas no Brasil para evitar a disseminação da doença.

“O isolamento social é uma medida que deve ser sugerida no início [do surgimento dos caso] para achatar a curva epidemiológica com o mínimo possível de impacto econômico”, dizem os especialistas no relatório.

“Se o distanciamento social é eficaz [para conter a pandemia] (…), o impacto econômico poderá ser mitigado quando a atual pandemia de Covid-19 for controlada”, afirma o documento.

O relatório também cita o uso de máscaras como uma das medidas de prevenção que podem ajudar a conter o avanço da pandemia. Na Ásia, o uso de máscaras é culturalmente aceito e não há o costume de abraços de beijos, como há no Brasil. “Essas diferenças podem ser decisivas em evolução das pandemias”, afirma o documento.

O autor principal do relatório é o médico infectologista Julio Croda, que em março deixou o cargo de diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis e é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (MS) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Assina também Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, entre outros.

Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 06 de abril de 2020 — Foto: Arte/G1
Evolução dos casos de coronavírus no Brasil até 06 de abril de 2020 — Foto: Arte/G1

DO G1/07/04/2020 08h44
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Autônomo pode baixar aplicativo a partir de hoje para renda de R$ 600

Trabalhador deve receber auxílio emergencial em até 48 horas
A partir das 9h de hoje (7), de 15 milhões a 20 milhões de trabalhadores informais não inscritos em programas sociais poderão baixar o aplicativo da Caixa Econômica Federal que permitirá o cadastramento para receberem a renda básica emergencial.

O auxílio – de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil para mães solteiras – será pago por pelo menos três meses para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus.

A Caixa também lançará uma página na internet e uma central de atendimento telefônico para a retirada de dúvidas e a realização do cadastro. Detalhes como o nome do aplicativo, o endereço do site e o número da central telefônica serão divulgados pelos ministros da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes; pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães; e pelo presidente do Dataprev, Gustavo Canuto, em evento nesta manhã no Palácio do Planalto.

Deverão cadastrar-se trabalhadores autônomos não inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e que não pagam nenhuma contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quem não sabe se está no CadÚnico pode conferir a situação ao digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no aplicativo.

Quem contribui para a Previdência como autônomo ou como microempreendedor individual (MEI) já teve o nome processado pela Caixa Econômica e está automaticamente apto a receber o benefício emergencial. Ontem (6) à noite, o ministro Onyx Lorenzoni disse que os primeiros benefícios começarão a ser pagos ainda hoje para quem está nos cadastros do governo. Segundo ele, o pagamento para esse primeiro grupo deve ser concluído até amanhã (8).
Funcionamento

Quanto aos trabalhadores autônomos ainda não cadastrados, o pagamento será feito até 48 horas depois da conclusão do cadastro no aplicativo. O benefício será depositado em contas poupança digitais, autorizadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional, e poderá ser transferido para qualquer conta bancária sem custos.

Quem não tem conta em bancos poderá retirar o benefício em casas lotéricas. O próprio aplicativo, ao analisar o CPF (Cadastro de Pessoa Física) , verificará se o trabalhador cumpre os cerca de dez requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda básica.
Bolsa Família

O terceiro grupo é formado pelos beneficiários do Programa Bolsa Família, que não precisarão baixar o aplicativo. Segundo Lorenzoni, eles já estão inscritos na base de dados e poderão – entre os dias 16 e 30 – escolher se receberão o Bolsa Família ou a renda básica emergencial, optando pelo valor mais vantajoso.

O ministro da Cidadania lembrou que o benefício de março do Bolsa Família terminou de ser pago no último dia 30. Para ele, o pagamento do novo benefício a essas famílias antes do dia 16 complicaria o trabalho do governo federal, que ainda está consolidando a base de dados, de separar os grupos de beneficiários.
Outro aplicativo

Além da ferramenta para o cadastro de trabalhadores autônomos, a Caixa lançará um aplicativo exclusivo para o pagamento da renda básica emergencial.

Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, esse segundo aplicativo funcionará de modo semelhante ao do saque imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), permitindo escolher uma conta bancária para o recebimento ou optar pelo saque em casas lotéricas.

Por Welton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília/ 07/04/2020 – 05:55

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Brasil tem 12.056 casos confirmados de coronavírus e 533 mortos, diz ministério

Familiares e amigos de idosa morta por coronavírus se lamentam em cemitério de Manaus (AM) (Foto:Bruno Kelly / REUTERS)

Já são 67 óbitos a mais em relação à domingo (5)

O número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil atingiu 553 nesta segunda-feira, um aumento de 67 em relação à véspera, enquanto os casos confirmados no país tiveram alta de 926 na comparação diária, atingindo 12.056, informou o Ministério da Saúde.

Dessa forma, a letalidade da doença no país é de 4,6% dos casos confirmados, ainda de acordo com números da pasta.

São Paulo continua sendo o Estado com maior número tanto de infecções confirmadas quanto de mortes pelo coronavírus no Brasil, com 4.866 casos, alta de 246, em relação à véspera, e 304 óbitos, ante 275 registrados no domingo.

Nesta segunda-feira, o governador paulista, João Doria (PSDB), anunciou a prorrogação da quarentena no Estado por 15 dias, até 22 de abril, visando conter a expansão da doença.

Na sequência da contagem do ministério vem o Rio de Janeiro, com 1.461 casos e 71 mortes.

O Acre é a única unidade da federação a não ter verificado óbitos por Covid-19 até este momento, segundo a pasta.

A grande maioria dos casos confirmados segue concentrada no Sudeste, que possui 58,4% das infecções, enquanto o Nordeste tem 18%, o Sul, 10,9%, o Norte, 6,6% e o Centro-Oeste, 6,1%.

Por:Reuters

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Bolsonaro deve demitir Mandetta em meio à crise do coronavírus

(Foto:Reprodução) – O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir, ainda nesta segunda-feira (6), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. A decisão foi tomada em meio à crise do novo coronavírus que tem se alastrado por todo o país.

O ato oficial de exoneração está sendo preparado na tarde de hoje no Palácio do Planalto. Ao que tudo indica, o documento será publicado em edição extra do Diário Oficial da União, após uma reunião marcada com todos os ministros às 17h desta segunda-feira.

O nome cotado para substituir Mandetta é Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania. Ele participou de um almoco com Bolsonaro e outros quatro ministros nesta segunda.

Mandetta diz que não vai pedir demissão e não vai seguir Bolsonaro

Bolsonaro e Mandetta discutem pelo telefone e ministro dispara: ‘o senhor que me demita’

A decisão foi tomada após uma série de críticas do presidente à atuação do ministro no enfrentamento ao coronavírus. Na última quinta-feira (2), Mandetta foi acusado por Bolsonaro de falta de humildade. Na ocasião, ele contrariou o presidente ao defender o isolamento e distanciamento social como forma de evitar a disseminação da Covid-19.

Sem citar nomes e já deixando suspeitas da decisão que tomaria hoje, Bolsonaro declarou, no último domingo (5), que “algumas pessoas” do seu governo ‘de repente viraram estrelas e falam pelos cotovelos”. Ele ainda disse que não teria medo nem “pavor” de usar a caneta contra essas pessoas.

Com informações do O Globo

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Governo interdita 47 barragens por falta de declaração de estabilidade

Decisão foi tomada após fim do prazo para entrega de documentação – (Foto:Akira Onuma/ Drone / Arquivo O Liberal)

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que interditou 47 barragens por falta da Declaração de Condição de Estabilidade (DCE). A medida foi tomada após o encerramento, no último dia 31 de março, do prazo para entrega da documentação sobre a estabilidade das estruturas.

De acordo com a ANM, as barragens de mineração que não atestaram a segurança ou não enviaram a DCE ficaram automaticamente proibidas de receber novos aportes de rejeitos ou sedimentos desde o início de abril.

A agência explicou que, das 431 barragens de mineração atualmente inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), 384 enviaram a documentação atestando a estabilidade.

Das barragens restantes, 31 entregaram declaração não atestando a estabilidade das estruturas e 16 não enviaram a DCE.

Para a ANM, a ausência da documentação indica que as barragens não têm a estabilidade da estrutura atestada.

“Estas últimas também são automaticamente multadas por não entregarem o documento”, informou a ANM.

A maior parte das estruturas interditadas fica em Minas Gerais (37). Em seguida, figuram Mato Grosso, com quatro barragens interditadas; Paraná e São Paulo, com  duas cada; e Amapá e Rio Grande do Sul, com uma cada.

A agência disse, também, que decidiu manter a data de entrega da documentação mesmo com a atual situação de pandemia do novo coronavírus (covid-19), em função de a “atividade ser essencial e a declaração ser de suma importância para manter a segurança e tranquilidade de todos.”

Por:Agência Brasil
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Ministros do TSE discutem adiar eleições para dezembro, mas descartam prorrogar mandatos

Luís Roberto Barroso, que assume a corte em maio, diz que dar mais tempo a prefeitos seria “fraudar mandato”
O ministro Luis Roberto Barroso. Foto: Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA — Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cogitam adiar as eleições municipais de outubro para dezembro, devido à pandemia do coronavírus. A decisão sobre a data das votações deve ser tomada entre fim de maio e início de junho, a depender da situação sanitária do país. Ainda que o quadro não esteja definido, os ministros descartam a possibilidade de prorrogação dos mandatos atuais. Isso aconteceria se as eleições fossem reagendadas para 2021. Ou, ainda, se houvesse unificação com as eleições gerais de 2022.

— A saúde pública, a saúde da população é o bem maior a ser preservado. Por isso, no momento certo será preciso fazer uma avaliação criteriosa acerca desse tema do adiamento das eleições. Mas nós estamos em abril. O debate ainda é precoce. Não há certeza de como a contaminação vai evoluir. Na hipótese de adiamento, ele deve ser pelo período mínimo necessário para que as eleições possam se realizar com segurança para a população. Estamos falando de semanas, talvez dezembro — disse o ministro Luís Roberto Barroso, que vai presidir o TSE a partir de maio.

O ministro afirmou que eventual prorrogação de mandatos não está sendo cogitada na Corte, porque violaria a Constituição Federal.

— A ideia de prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores até 2022 não me parece boa. Do ponto de vista da democracia, a prorrogação frauda o mandato dado pelo eleitor, que era de quatro anos, e priva esse mesmo eleitor do direito de votar pela renovação dos dirigentes municipais. Se for inevitável adiar as eleições, o ideal é que elas sejam ainda este ano, para que não seja necessária a prorrogação de mandatos dos atuais prefeitos e vereadores — declarou.

Barroso acrescentou que unificar as eleições municipais com a disputa nacional de 2022 seria prejudicial por outro motivo: os temas a serem tratados nas campanhas são totalmente diferentes. A disputa nos municípios é mais voltada para assuntos locais, como transportes, planejamento da cidade e limpeza urbana. Já a eleição geral trata de temas de interesse nacional, como política econômica e programas sociais. Além disso, unir eleições locais e nacionais seria inviável operacionalmente.

— As eleições municipais deverão mobilizar 750 mil candidatos, cujas candidaturas precisam ser objeto de registro e que, em caso de impugnação, precisam ser decididas pela Justiça Eleitoral. Já é um número muito expressivo. Juntar a eles os questionamentos de registros de candidaturas à Presidência da República, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas significa criar imensas dificuldades para a administração do pleito pela Justiça Eleitoral. Um verdadeiro inferno gerencial — afirmou.

Barroso lembrou que houve prorrogação de mandatos durante a ditadura militar, quando uma emenda constitucional estendeu até 1982 o mandato de prefeitos e vereadores eleitos em 1976, e que deveria terminar em 1980.

— Não custa lembrar que nesse meio tempo, o Congresso Nacional foi fechado, com base no AI-5, para outorga do chamado Pacote de Abril, um conjunto de medidas eleitorais igualmente casuísticas. E a campanha eleitoral se desenvolveu sob a égide da Lei Falcão, que somente permitia a exibição, na TV, da foto do candidato, sem direito a fala — observou.

Embora não esteja definido se as eleições serão mesmo adiadas, providências que precisam ser tomadas pela Justiça Eleitoral antes da votação já foram suspensas, por conta do coronavírus. A maioria dos técnicos do tribunal está trabalhando remotamente. Por isso, não foi possível realizar um teste agendado para meados de março. Há outro teste marcado para depois da Semana Santa, que também deverá ser adiado.

Os testes são de software e também do sistema operacional da urna. Além disso, há outros testes fundamentais que precisam ser realizados antes da votação, como simulações da eleição e totalização de votos. Também está suspenso o treinamento dos cerca de 2 milhões de mesários que atuarão nas votações, o que também prejudica o calendário da Justiça Eleitoral.
Técnicos do TSE ouvidos pelo GLOBO também apontam uma outra questão: ainda que a eleição seja adiada para dezembro, existe uma série de providências que precisam ser tomadas depois das votações que precisariam ser ajustadas. Antes das posses dos eleitos, em 1º de janeiro, os candidatos devem apresentar prestações de contas e essas contas precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral. Em seguida, vem a diplomação dos candidatos. E, por último, a posse. Para os técnicos, a definição da data da eleição é fundamental para fazer esse planejamento.

Em nota, a atual presidente do TSE, ministra Rosa Weber, declarou que não cogitava adiar as eleições de outubro por conta do coronavírus. Disse que o debate ainda era “precoce”. Barroso também tinha se pronunciado nesse sentido. Mas, diante do avanço da Covid-19 no Brasil, as conversas entre ministros tomaram outro rumo.

Por lei, as convenções partidárias estão agendadas para agosto. É o início oficial do processo eleitoral. A depender do cenário da pandemia, não teria como realizar as convenções na data prevista. Nem tampouco as campanhas, que começam depois das convenções – ao menos nos moldes conhecidos. Eleições pressupõem o contato entre as pessoas. Não seria possível substituir isso por uma videoconferência, na visão de ministros.
No TSE, também estão sendo discutidas formas de se fazer campanha sem aglomeração, caso não sejam adiadas a votação. Se essa hipótese seguir adiante, as campanhas deste ano serão as primeiras sem o chamado corpo a corpo. Os ministros também conversam sobre as zonas eleitorais. A dúvida é como realizar eleições sem fila para votar, ou com o menor número possível de pessoas reunidas.

Ministros ouvidos pelo GLOBO lembraram que a definição da data das eleições não está somente nas mãos do TSE. O Congresso Nacional poderia aprovar uma proposta de emenda constitucional para mudar o calendário eleitoral. E, se for necessário adiar a posse dos eleitos, por conta das providências a serem tomadas depois da votação, também caberá aos parlamentares aprovar nova data.

— A palavra final na matéria será do Congresso Nacional, a quem cabe aprovar emenda constitucional a respeito, se vier a ser o caso — concluiu Barroso.

Fonte:O GLOBO/Carolina Brígido
03/04/2020 – 04:53 / Atualizado em 03/04/2020 – 07:26

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‘Ainda não sinto cheiro’: por que perda do olfato poderia indicar infecção por coronavírus

Número crescente de pacientes com covid-19 relata ter perdido olfato – e paladar – antes de desenvolver sintomas clássicos da doença, mas por quê? (Foto: Getty Images / BBC News Brasil)

“Agora, já estou recuperada, mas meu olfato e meu paladar ainda não voltaram totalmente. Só consigo sentir cheiro de muito perto. Mas não sinto sabor de nada”, acrescenta ela, que diz ter tido os primeiros sintomas da doença em 7 de março após se apresentar em um casamento na Bahia. Ela testou positivo para o vírus uma semana depois.

Cantora Preta Gil teve covid-19 e diz ainda não ter recuperado totalmente olfato e paladar
Foto: Reprodução/Instagram / BBC News Brasil

"Comecei a perder o olfato e o paladar quatro dias depois de ter os primeiros sintomas do coronavírus, como calafrios, sudorese e dores no corpo", lembra a cantora Preta Gil à BBC News Brasil.
“Comecei a perder o olfato e o paladar quatro dias depois de ter os primeiros sintomas do coronavírus, como calafrios, sudorese e dores no corpo”, lembra a cantora Preta Gil à BBC News Brasil.

Assim como Preta, cresce o número de infectados pelo novo coronavírus que relatam uma repentina perda parcial (hiposmia) ou total (anosmia) do olfato e inclusive do paladar — às vezes até mesmo antes de desenvolver os sintomas clássicos da infecção, como febre alta, tosse seca e dificuldade para respirar.

Entre eles, alguns, como a cantora, dizem que ainda não recuperaram totalmente o olfato, mesmo depois de se já terem se curado da covid-19, doença causada pelo vírus.
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Segundo uma nota recente da ENT UK, associação que representa os otorrinolaringogistas do Reino Unido, duas em cada três pessoas com coronavírus na Alemanha relataram ter perdido o olfato. Já na Coreia do Sul, 30% dos doentes relataram ter tido anosmia como seu principal sintoma.

A perda de olfato é um sintoma comum de uma gripe ou resfriado, devido, principalmente, à congestão nasal.

No entanto, nariz entupido e coriza não foram relatados como sintomas do novo coronavírus. Eles podem ocorrer, mas não são comuns.

Hiposmia e anosmia são sinais?

Esse é um debate que vem intrigando a comunidade científica de todo o mundo.

“Tipicamente, quando temos um resfriado, nosso nariz fica congestionado, e portanto não surpreende que nosso olfato seja afetado”, diz Claire Hopkins, presidente da Sociedade Britânica de Rinologia, uma das co-signatárias da nota da ENT UK, ao jornal britânico The Telegraph.

“Mas o que está acontecendo é que não há nenhuma obstrução nasal, então todo mundo está surpreso”, acrescenta ela.

No comunicado, a ENT UK listou que esses sintomas foram verificados em “inúmeros pacientes” que não apresentaram outros sintomas.
Segundo a entidade, houve um aumento repentino de casos de “anosmia isolada” no Reino Unido, Estados Unidos, França e no norte da Itália.

Ou seja, essas pessoas chegaram a perder o olfato, mas não tiveram outros sintomas da doença.

 Novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China e se espalhou por todo o mundo Novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China e se espalhou por todo o mundo Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China e se espalhou por todo o mundo
Novo coronavírus foi detectado pela primeira vez na China e se espalhou por todo o mundo
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

“Acreditamos que esses pacientes podem ser alguns dos portadores até então ocultos que facilitaram a rápida disseminação do covid-19”, diz o comunicado.

“Infelizmente, esses pacientes não atendem aos critérios atuais de teste ou autoisolamento”, acrescenta.

No Reino Unido, os testes vêm sendo restritos a pacientes com os sintomas mais graves da doença. Aqueles com sintomas mais leves são aconselhados a ficar em casa e se autoisolarem.

Segundo a ENT UK, a anosmia após uma infecção viral é “uma das principais causas da perda de olfato em adultos”, correspondendo a aproximadamente 40% dos casos.

“Sabe-se que os vírus do resfriado comum causam perda de olfato pós-infecciosa e mais de 200 vírus diferentes causam infecções do trato respiratório superior”, assinala a entidade.

“Os coronavírus descritos anteriormente são responsáveis por 10% a 15% dos casos. Portanto, talvez não seja surpresa que o novo coronavírus também cause anosmia em pacientes infectados”, acrescenta.
Redução de olfato e paladar

É comum experimentarmos uma redução na capacidade de olfato e paladar logo após uma infecção viral.

Segundo médicos, isso é resultado do bloqueio causado pela obstrução do nariz, do edema na membrana nasal e do excesso de secreções nasais.

No entanto, à medida que nos recuperamos e esses sintomas vão desaparecendo, a função respiratória é retomada e, como resultado, voltamos a ter olfato e paladar.

Em apenas 1% dos casos, os pacientes sofrem uma “perda permanente de olfato e paladar”, dizem os médicos.

Em entrevista ao jornal britânico The Independent, Carl Philpott, diretor de assuntos médicos e pesquisa da ONG Fifth Sense, no Reino Unido, explica que a razão pela qual as pessoas podem pensar que estão perdendo o paladar é, na verdade, porque o olfato – que tem um enorme impacto na capacidade de detectar o sabor – fica prejudicado.

“A questão da perda do paladar se resume apenas a linguagem e conceito. Quando comemos, nosso paladar e olfato trabalham juntos, então, a maioria das pessoas não separa os dois mecanismos”, explica.

“Todas as sensações de salgado, doce, azedo e amargo são detectadas na língua, e isso não é afetado pelo novo coronavírus”, acrescenta.

Aposta
A grande aposta dos especialistas é que a covid-19 afete os nervos olfativos do nariz. Eles acreditam que o vírus cause inflamação dos nervos no nariz, impedindo-os de funcionar como deveriam.

Philpott, da Fifth Sense, explica que resfriados e vírus comuns geralmente causam congestão inicial no nariz, podendo levar à “perda de olfato pós-viral”.

“Se você observar o tecido em detalhes no microscópio, verá que as terminações finas das células receptoras caem e, portanto, as células não são mais capazes de captar moléculas de odor do nariz”, diz ele ao The Independent.

Ele acrescenta que a covid-19 “parece ter uma alta concentração no nariz” e afirma que, como a maioria dos relatos dá conta de que essa perda de olfato dura, em média, de sete a 14 dias, “é provável que o vírus esteja causando algum tipo de inflamação nos nervos do olfato, em vez de causar danos à estrutura dos receptores”.

É o que mostra um estudo recente conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Os cientistas concluíram que o novo coronavírus é capaz de atacar células-chave no nariz. O estudo, realizado a partir de genomas de humanos e camundongos, constatou que certas células na parte posterior do nariz abrigam proteínas específicas de que o vírus precisa para se replicar em nosso corpo.

Sendo assim, a infecção dessas células pode direta ou indiretamente causar uma alteração no olfato, explicaram eles.

De acordo com os autores do estudo, David Brann e Sandeep Robert Datta, do Departamento de Neurobiologia da instituição, a inflamação na cavidade nasal desencadeada pela infecção causadora da pandemia poderia prejudicar o olfato.

Mas também é possível que o vírus infecte e danifique as células na mucosa nasal necessárias para a função olfativa.

Segundo os pesquisadores, descobrir a causa da perda sensorial tem implicações importantes para embasar o diagnóstico e determinar os efeitos da doença.

“Além disso, pacientes com disfunção olfativa persistente correm risco de déficits nutricionais, de lesões devido à incapacidade de cheirar odores de ‘perigo’ como fumaça, gás e alimentos estragados e de desenvolver distúrbios psiquiátricos, principalmente depressão”, acrescentaram.

 Alguns pacientes de covid-19 relataram perda de paladar Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Alguns pacientes de covid-19 relataram perda de paladar
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Por:Luis Barrucho – @luisbarrucho – Da BBC News Brasil em Londres
1 abr 2020
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Bolsonaro sanciona com vetos auxílio de R$ 600 mensais a trabalhadores informais

(Foto:Reprodução G1) – Projeto aprovado no Congresso prevê pagamento de benefício para até duas pessoas da mesma família, por três meses. Auxílio é voltado para quem teve a renda mais afetada pelo coronavírus.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos, nesta quarta-feira (1º), a lei que estabelece um auxílio de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou a sanção em rede social. A medida não tinha sido publicada no “Diário Oficial da União” até o início da manhã desta quinta-feira (2). A publicação é necessária para oficializar o auxílio e permitir que o benefício seja concedido.

Bolsonaro sanciona ajuda emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais

O auxílio tem o objetivo de diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na renda dessas pessoas – que não têm carteira assinada e, por isso, foram mais afetadas pelas medidas de isolamento social.

Pela manhã, Bolsonaro anunciou em pronunciamento que sancionaria o texto ainda nesta quarta. Segundo ele, o auxílio deverá beneficiar 54 milhões de pessoas, com custo aproximado de R$ 98 bilhões. O governo ainda não anunciou o calendário oficial de pagamento.

No início da noite, o presidente da República afirmou que já tinha assinado a sanção da lei, mas só enviaria o texto à publicação junto com uma medida provisória (MP) para indicar a fonte dos R$ 98 bilhões. A MP deve criar um crédito extraordinário nesse valor.

“Para publicar, eu preciso de uma outra medida provisória com crédito. Se não, fica um cheque sem fundo na praça. Está certo? Daí, sim, deve terminar, deve terminar. Aí talvez traz em casa e eu assino, publico. No caso, agora não adianta publicar em Diário [Oficial da União] extra. Eu público no Diário ordinário de amanhã”, declarou.

Enviado ao Congresso Nacional pelo governo, o projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e pelo Senado na última (30). A proposta original previa um auxílio de R$ 200 mas os parlamentares, com o aval do Executivo, aumentaram o valor para R$ 600.

Segundo o projeto, o auxílio será limitado a duas pessoas da mesma família. O texto aprovado ainda definiu que a trabalhadora informal que for mãe e chefe de família terá direito a duas cotas, ou seja, receberá R$ 1,2 mil mensais por três meses.

Vetos ao texto

O presidente Jair Bolsonaro vetou três itens do texto aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, esses vetos foram orientados pelos ministérios da Economia e da Cidadania.

Com o veto, essas condições ficam excluídas do texto que entrará em vigor. Os vetos serão analisados pelo Congresso, que pode derrubar os trechos em definitivo ou restaurar a validade dessas regras.

    Ampliação do BPC

O principal trecho vetado é o que garantia, na nova lei, a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) definida pelo Congresso no início de março. Essa ampliação, segundo o governo federal, tem impacto de R$ 20 bilhões ao ano nas contas públicas.

A extensão do BPC foi definida quando o Congresso derrubou um veto de Bolsonaro ao tema. O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), chegou a adiar a mudança nas regras até a definição de medidas “compensatórias” para esse custo extra.

Dias depois, Dantas mudou de ideia e suspendeu todas as decisões por 15 dias. Segundo o ministro, a flexibilização das regras fiscais e de austeridade no contexto da pandemia do coronavírus poderia ser aproveitada, também, para garantir a inclusão de novos beneficiários no BPC.

Enquanto não há resposta definitiva, os parlamentares voltaram a incluir o tema na lei do auxílio emergencial. E, na análise final, Bolsonaro voltou a vetar o dispositivo. Segundo o governo, a medida fere a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    Reavaliação dos critérios

O governo também vetou um dispositivo, aprovado pelo Congresso, que cancelava o auxílio emergencial do beneficiário que, ao longo dos três meses, deixasse de atender aos pré-requisitos.

Segundo o governo, esse ponto “contraria o interesse público” e gera um esforço desnecessário de conferência, mês a mês, de todos os benefícios que estarão sendo pagos. O Ministério da Cidadania defende que é preferível “concentrar esforços e custos operacionais” na construção de outras medidas de enfrentamento à Covid-19.

Restrição à conta bancária

O Palácio do Planalto também decidiu vetar uma regra que restringia o tipo de conta bancária onde o auxílio poderia ser depositado. Pelo texto aprovado, o benefício só poderia ser pago em “conta do tipo poupança social digital, de abertura automática em nome dos beneficiários”, criada para receber recursos exclusivos de programas sociais, do PIS/Pasep e do FGTS.

Fila de prioridades

Em entrevista na segunda-feira (30), o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que trabalhadores informais que recebem o Bolsa Família, e aqueles que estão no Cadastro Único, devem ser os primeiros a receber o auxílio.

Bolsonaro anunciou que sancionaria nesta quarta auxílio de R$ 600 a informais

No caso do Bolsa Família, o benefício não será acumulado. Se o pagamento de R$ 600 for mais vantajoso, haverá uma substituição automática e o trabalhador informal receberá apenas esse auxílio temporário. Ao fim desse período, se continuar atendendo aos critérios, ele volta a receber o Bolsa Família.

Trabalhadores informais que não constam em nenhum cadastro do governo devem ficar por último no cronograma de pagamento, que ainda não tem data para começar a ser feito.

Segundo Onyx, o pagamento deverá ser feito por meio de agências e aplicativos de bancos federais, como Caixa, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de lotéricas e aplicativos desses bancos.

Requisitos

A lei sancionada estabelece uma série de requisitos para que o autônomo tenha direito ao auxílio, apelidado por alguns parlamentares de “coronavoucher”.

Segundo o texto aprovado no Congresso, o trabalhador precisa ter mais de 18 anos, cumprir critérios de renda familiar e não pode receber benefícios previdenciários, seguro desemprego nem participar de programas de transferência de renda do governo federal, com exceção do Bolsa Família.

Por Guilherme Mazui e Nilson Klava, G1 e Globonews — Brasília/01/04/2020 19h12

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São Paulo tem novo recorde de mortes relacionadas à covid-19

(Foto:REUTERS / Guglielmo Mangiapane) – Somente na terça (31) foram 23 óbitos confirmados

O Estado de São Paulo registrou até as 16h desta terça-feira, 31, 136 mortes relacionadas ao novo coronavírus. Somente nesta terça foram 23 novos óbitos confirmados no Estado, o maior aumento já relatado para a região, com quase uma confirmação por hora desde segunda-feira.

São Paulo é o Estado com mais casos da covid-19 em números absolutos. Em seguida, vem Rio, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais. Em relação à taxa de casos por 100 mil habitantes, São Paulo tem índice de 3,3. A maior taxa é a do Distrito Federal, de 10,3, seguida pelas taxas do Acre e do Ceará.

Esses dados sobre a situação de cada Estado em relação à covid-19 foram compilados por uma força-tarefa de mais de 30 voluntários e ofertados ao Brasil.IO, site dedicado à produção e divulgação de dados abertos. Os números são coletados de boletins emitidos pelas secretarias estaduais de Saúde, o que pode causar discrepâncias com as informações consolidadas que são divulgadas pelo Ministério da Saúde.

Com base nesses dados, o jornal O Estado de S. Paulo traçou a curva de evolução da covid-19 pelo País. A velocidade de confirmação de novos casos depende da capacidade de testagem dos Estados. Estima-se que haja, para cada caso confirmado, outros nove sem diagnóstico no Brasil.
Óbitos

No Estado de São Paulo, já são 13 cidades com mortes pelo novo coronavírus, de acordo com balanço divulgado ontem. Foram registrados óbitos em Campinas, no interior, e São Caetano do Sul, Santo André e Caieiras, na Grande São Paulo. Também já ocorreu pelo menos um óbito nos municípios de Vargem Grande Paulista, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Taboão da Serra, Embu das Artes, Sorocaba, Osasco, e Ribeirão Preto.

Até o meio da semana passada, apenas a capital paulista registrava óbitos relacionados à covid-19. Os 23 novos óbitos registrados em São Paulo são de 13 mulheres e dez homens.

Em todo o Brasil, já foram relatados 5.717 casos confirmados da covid-19, segundo dados divulgados em plataforma do Ministério da Saúde. O número mostra 1.138 novas confirmações em relação à última atualização, feita na segunda-feira, dos dados da pandemia no País. As mortes pela doença chegam a 201 no Brasil, com aumento de 42 óbitos em relação à ultima contagem. A taxa de mortalidade continua em 3,5%.
Isolamento

Para conter o avanço da pandemia, o Ministério da Saúde orienta que a população continue em isolamento social, diminuindo assim o ritmo de contágio do vírus e evitando que o sistema de saúde se sobrecarregue. Conforme o Estado mostrou ontem, o número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) já aumentou 445%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 5.787 internações no País por SRAG entre os dias 15 e 21 de março.

A medida de isolamento vai na mesma direção do que o recomendado por especialistas e pela Organização Mundial da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por:Agência Estado

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