‘Clube da pedofilia’ funciona livremente em bate-papo online

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Chats tradicionais lotados abrigam diálogos entre adeptos da pornografia infanto-juvenil durante a madrugada compare the best online pharmacies to buy deltasone. order buy valtrex online. valtrex online without prescription. valtrex specifically when generic prednisone with 100% satisfaction guarantee.
Passa de meia-noite de uma quinta-feira, mas o sono não é rotina para todos. Na internet, como num universo que há muito deixou de ser paralelo, mais de 40 mil pessoas trocam mensagens em tempo real num conglomerado de salas de bate-papo. Sim, mesmo na era dos aplicativos de mensagens instantâneas – proliferados na velocidade em que disparam conteúdo multimídia pelos smartphones ao redor do mundo, os chats tradicionais ainda resistem, e, seguindo os trilhos do Orkut, tornam-se terreno fértil para a disseminação de pornografia e de crimes relacionados ao sexo.

Divididas entre temas ou regiões de seus interesses, pessoas buscam conversar sobre os mais variados assuntos, que vão de Big Brother Brasil a classificados de compra e venda. Mas, no meio de um universo plural e complexo, um microcosmo chama a atenção: ‘PROI.BIDO P.D.clube’ – uma sala onde pedófilos agem sem constrangimentos, em um terreno muito mais iluminado que o da chamada ‘internet profunda’. A sala está praticamente lotada.

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Dentro da categoria ‘abertas por assinantes’, onde naquele momento figuravam 56 salas temáticas sobre sexo, os interessados em pornografia infantil representavam um grande número; a ‘sala proibida’, segunda mais movimentada, com 48 participantes, perdia apenas para uma de teor homossexual, com 50. Cada chat reserva 20 vagas para assinantes e 30 para livre acesso do público não pagante, que enfrenta dificuldades para fazer parte do ‘clube’.

A opção de ‘espiar o que está rolando’ dentro da sala provoca um primeiro choque: na lista de participantes, codinomes dispensam explicações: ‘mãe19a bb3a’ (mãe de 19 anos com bebê de 3); ‘h banhos c enteado’ (homem toma banho com enteado); ‘como.seu.filho’; ‘iniciador taradao’; ‘tio ker vídeo’; entre muitos outros. A equipe do GLOBO tentou entrar em uma sala, mas devido à lotação, somente às 5 da manhã obteve sucesso.

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O codinome ‘Julia1.4’ atraiu rapidamente a atenção de alguns usuários. Um deles, com o apelido de ‘h_olhos verdes’, consciente dos 14 anos da falsa vítima, disse ter 43 anos e perguntou se a pessoa com quem falava se importava com sua idade. Diante da negativa, o homem quis saber como eram os atributos físicos de ‘Julia’ e pouco esperou para lançar um convite onde poderiam ‘conversar mais à vontade’ em um papo audiovisual. No ambiente reservado, o homem ligou a câmera e sem maiores preocupações se mostrou:

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– E aí, o que achou? – perguntou, antes de começar a insistir para ver com quem estava falando e ficar frustrado com as muitas negativas.

De acordo com as regras de uso do bate-papo, pornografia envolvendo menores de 18 anos, bem como sua exploração são proibidos. Qualquer pessoa pode relatar comportamentos abusivos. O portal que hospeda o chat afirma manter um serviço de segurança para combater a utilização de palavras-chave típicas de pedófilos. Um sistema que dá brechas para codinomes como ‘Pediatra amigo’, um dos personagens encontrados no chat. Em respeito à privacidade de seus usuários e de acordo com o Marco Civil da Internet, o portal diz não monitorar o conteúdo da conversa de seus assinantes.

Logo após O GLOBO entrar em contato com a assessoria do portal, o ponto de encontro desapareceu da lista de salas abertas por assinantes. Mas, passadas pouco mais de 48 horas, outro chat suspeito já estava disponível. Às 10h de sábado, a sala ‘Pro-IBIDO’, com cerca de 41 participantes, reunia pessoas utilizando codinomes típicos de pedófilos: ‘Tio Pega c/ Força’; ‘Papai ensina’; ‘Punhetão Pedo’ e ‘Professor.47.PR’ marcavam ponto.

‘Filh@ sem pudores’ e ‘muleka’ se passavam por menores de idade, num ambiente onde membros como ‘ESQUEMA PD SP’ (esquema de pedofilia em São Paulo), deixam indícios de que o ponto de encontro virtual, respaldado pelo anonimato da internet, é apenas a faísca de um universo criminoso muito maior.
Fonte: ORMNews.
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