Criança de 7 meses da etnia indígena Warao, refugiada da Venezuela, morre vítima de pneumonia em Belém

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Criança vivia em abrigo quente e abafado e foi levada para o hospital bastante debilitada. Ela passou três dias internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu. (Foto:Reprodução)

Uma criança de sete meses, da etnia indígena Warao, refugiada da Venezuela em Belém, morreu no último fim de semana vítima de pneumonia. A criança vivia em um abrigo quente e abafado e foi levada para o hospital bastante debilitada. Ela passou três dias internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.

A morte foi confirmada nesta segunda (3) pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que informou que a menina teve infecção generalizada, em consequência de pneumonia.

A família vive em uma pensão alugada pelos indígenas. Cerca de 120 pessoas, entre adultos e crianças, se amontoam em quartos. A situação se torna ainda mais precária com a ausência de luz e ventilação.

Segundo o indígena Orlando Warao, um médico da prefeitura foi até o local na última semana para realizar consultas, especialmente com as crianças, e falou que todos estão bem. O indígena saiu de Manaus, capital do Amazonas, há pouco mais de um mês, com a mulher, filhos, neta e divide quarto pequeno com mais três famílias. A família de Orlando paga R$25 por dia pelo aluguel e quer se mudar para um abrigo maior.

A Prefeitura de Belém informou que cerca de 600 indígenas venezuelanos vivem na cidade. Em nota, a Sesma disse que desenvolve cronograma semanal de atendimento de saúde aos indígenas venezuelanos e afirmou que a condição social deles, seus costumes e hábitos colaboram para o agravamento de saúde.

Na última semana, uma criança foi vista tomando banho com água da rua. Um vazamento afetou o abastecimento na área e os indígenas passaram a usar a água suja nas tarefas domésticas. Em janeiro, uma venezuelana de 59 anos morreu com suspeita de tuberculose no posto de saúde do Tapanã.

Por G1 PA — Belém

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