Defesa Civil se mobiliza para prevenir queimadas no Pará

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Estiagem já é motivo de alerta constante em regiões do Pará

Os meses de estiagem e o consequente aumento das queimadas, em algumas regiões do Pará – do final do primeiro semestre até o mês de outubro, quando começa o período chuvoso – em consequência da passagem do sol pela linha do Equador em direção ao Hemisfério Norte, causando uma progressiva redução das chuvas em todo o Brasil, coloca a Defesa Civil do Estado em alerta nesse período.

De acordo com Antônio Sousa, meteorologista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em relação ao primeiro semestre, os índices mensais de chuva agora mostram uma significativa redução. Segundo o prognóstico definido na reunião de Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH), realizada em agosto, o mês de setembro tende a registrar um baixo índice de chuvas no sul do Pará. Já na região nordeste do Estado, a distribuição de chuvas nos meses de agosto, setembro e outubro será irregular, ficando abaixo do esperado.

“A sensação de tempo abafado, devido às temperaturas elevadas do ar e à baixa umidade relativa, tende a impactar em algumas atividades, como a agricultura, pecuária, transporte fluvial e a mineração. O tempo seco, a falta de chuva e o calor excessivo contribuem como combustível para o desencadeamento e a propagação de fogo na vegetação”, explica Antônio Souza.

Por conta desse cenário, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-PA) começou, neste mês, uma série ações de prevenção e combate a incêndios florestais típicos deste período do ano, em várias regiões do Estado. Técnicos da Defesa Civil estão sendo enviados aos municípios para fazer uma triagem de cada região, analisando o panorama climático e os níveis dos rios. Os dados servirão para que o órgão trace um plano de metas e ações de prevenção de incêndios.

De acordo com o capitão William da Silva, chefe de Operações da Cedec-PA, as queimadas não decorrem apenas das condições climáticas. Também resultam das ações do homem, que invade a floresta e aumenta o risco de incêndios. “Municípios com tradição na agricultura, seja familiar ou comercial, normalmente são os mais atingidos. A invasão das áreas de florestas pela atividade humana acaba potencializando esse quadro, por isso devemos fazer a prevenção, auxiliando no manejo da terra e informando que medidas devem ser adotadas. Vale ressaltar que esses acidentes não causam prejuízos só aos proprietários dessas áreas, mas à fauna e à flora da região”, informou o chefe de Operações da Cedec.

A Defesa Civil vai atuar em parceria com as autoridades de segurança dos municípios, fazendo um plano contingencial, de acordo com as necessidades. “Cada localidade tem suas particularidades, e aquelas que têm maior incidência de focos de incêndio receberão um reforço no efetivo, para que possamos instruir a população a combater os acidentes”, informou o capitão.

Além de auxiliar as pessoas sobre que medidas devem ser adotadas ao menor sinal de incêndio, o capitão William também alerta para os riscos da prática de queimada após a limpeza de quintais. “Aconselhamos a população a procurar a prefeitura de sua cidade e solicitar ao órgão competente que faça a coleta do entulho, pois a queimada do lixo pode provocar um incêndio de grande proporção”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros pede à população que evite por fogo na vegetação ou em entulhos, e aos motoristas, em especial, que não joguem pontas de cigarro pela janela dos veículos, principalmente em rodovias, pois em contato com a vegetação seca essas pontas acesas podem provocar incêndios e a obstrução da visibilidade nas estradas.

Ao menor sinal de queimada, a população deve telefonar para o número 190, em qualquer região do Pará. O Corpo de Bombeiros encaminhará uma equipe ao local para fazer uma análise técnica e, caso necessário, mobilizará os demais órgãos de proteção civil. A Sema disponibiliza os relatórios de monitoramento meteorológico em todas as regiões paraenses, por meio do site www.sema.pa.gov.br/previsao.

Por: O Liberal

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