Ex-delegado consumiu entorpecentes com amigo íntimo antes de morrer no Pará

O ex-delegado morreu dentro de um quarto de hotel em Belém na tarde da última terça (2) (Foto: Reprodução/Google Maps)

Ex-delegado consumiu entorpecentes com amigo íntimo antes de morrer no Pará

Momentos antes de morrer na tarde da última terça-feira (2), em um quarto de hotel, em Belém, o ex-delegado José Arinaldo Pantoja Assunção estava acompanhado de um jovem de 27 anos e os dois teriam consumido entorpecentes. As informações constam em um relatório que o DOL teve acesso na manhã de hoje (3).

O relato diz que a recepção do hotel teria ligado em um primeiro momento para o quarto onde estava Arinaldo e o acompanhante para saber se ficariam mais um tempo, após a primeira ligação, o acompanhante afirmou que fez perguntas ao ex-delegado e, ao não ter respostas, constatou que o mesmo estava roxo e inconsciente.

Ele teria retornado a ligação para a recepção, chamou o gerente que, ao chegar no quarto, confirmou que ele estava roxo, com os braços abertos e, aparentemente, sem sinais vitais. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada até o local e confirmou o óbito.

PASSAGEM PELA POLÍCIA

Ainda segundo o relato, o acompanhante e o ex-delegado se conheciam há oito anos e se encontravam ocasionalmente para manter relações sexuais e consumir entorpecentes.

O último encontro ocorreu na noite de segunda-feira (1), quando foram para o hotel munidos de entorpecentes, latas de cerveja e garrafas de água, “tudo comprado por Arinaldo”, disse o acompanhante que tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma, roubo e associação criminosa.

POLÍCIA NÃO CONFIRMA

O DOL procurou a Polícia Civil para comentar o caso, que afirmou não ter conhecimento dessas informações e espera o resultado do laudo da perícia onde devem constar as informações finais sobre a causa da morte do ex-delegado.

A Polícia Militar também foi procurada para comentar o caso. Em resposta, a PM ressaltou não ter produzido o relatório sobre o caso e que “não informa sobre o uso de entorpecentes, que poderá ser dito após exames periciais cadavéricos”.

Por:(DOL)

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