Federação de artesãos do Pará aponta que categoria deve perder R$ 8 milhões com mudanças no Círio 2020

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Pesquisa do Dieese apontou que réplicas de cera trazidas por promesseiros nas procissões do Círio de Nazaré e Trasladação, em Belém,sofreram reajuste de até 45,45% neste ano. — Foto: Igor Mota/Amazônia Hoje

Pelo menos 8 mil artesãos serão afetados pelo cancelamento das procissões do Círio 2020. Segundo o Dieese, mais de 60 mil trabalhadores autônomos sofrerão os impactos da crise.

Um levantamento feito pela Federação das Associações e Cooperativas de Artesãos do Pará (Facapa) apontou que pelo menos 8 mil artesãos devem ser afetados pelas mudanças no formato do Círio 2020.

De acordo com o estudo, a categoria deve deixar de arrecadar cerca de R$ 8 milhões em vendas de produtos religiosos durante a quadra nazarena. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mais de 60 mil trabalhadores autônomos sofrerão os impactos causados pelo cancelamento das procissões.

Por conta da pandemia de Covid-19, a edição 228 do Círio de Nazaré, uma das maiores procissões religiosas do Brasil, não terá peregrinações com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. A programação em novo formato consiste em missas fechadas para o público, transmitidas pela internet, e um passeio de helicóptero com a imagem de Nossa Senhora por hospitais de Belém.

De acordo com o Dieese, os impactos econômicos serão mais sentidos pela ausência de turistas durante o período. Um levantamento feito pelo departamento aponta que o Pará recebeu mais de 80 mil turistas de outros estados do Brasil durante o Círio 2019. Esses visitantes injetaram mais de R$ 120 milhões durante o mês de outubro.
Artesãos sofrem impacto financeiro com mudanças no Círio 2020

Artesãos sofrem impacto financeiro com mudanças no Círio 2020

“Estamos falando de mais de 60 mil pessoas, com uma infinidade de atividades, que vão desde a venda de fitas até o comércio de alimentos. Temos um complexo de pessoas que sobreviviam, ou tinham um acréscimo substancial de renda, devido as atividades desse período”, explica o técnico do Dieese Everson Costa.

Uma das atividades afetadas é a do artesanato. De acordo com a Facapa, pelo menos 30 mil artesãos vivem na região metropolitana de Belém. Cerca de 8 mil deles já sofrem os impactos do cancelamento das procissões do Círio.

“Nesse período do ano passado, eu já teria cerca de 60% das peças prontas para o Círio. Agora a gente produz, mas só por encomenda. A gente não tem mais aquela leva de peças pintadas, que sabíamos que o turista vinha comprar”, explicou a artesã Luziclara Brito, que vende peças religiosas durante o Círio.

Crise chega ao interior

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A expectativa do evento é receber 30 mil visitantes e gerar R$ 300 mil em volume de negócios. — Foto: Ingrid Bico/G1

De acordo com a cooperativa de artesãos de Abaetetuba, no nordeste do Pará, muitos ateliês que trabalhavam na confecção de brinquedos de miriti para o Círio tiveram que parar as atividades devido a baixa procura. Segundo o presidente da cooperativa da região, muitos artesãos já mudaram de atividade devido a falta de retorno financeiro.

“Muitos profissionais da região voltaram para antigas atividades. Eles voltaram a ser feirantes, pedreiros, mototaxistas. Cerca de 25% dos artesãos aqui da região dependiam exclusivamente do artesanato para sobreviver”, conta o artesão Augusto Costa.

Por G1 PA — Belém

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