Pesquisador na UFAM tenta estabelecer o comércio legal.
Comunidades defumam a carne para conservá-la por mais tempo.
Famoso entre ribeirinhos, porco-do-mato tem caça para consumo permitida
Pesquisador na UFAM tenta estabelecer o comércio legal.
Comunidades defumam a carne para conservá-la por mais tempo.
Lembrado por Jorge Amado em Dona Flor e Seus Dois Maridos, o porco-do-mato ("carne com sabor de selva e liberdade") é muito apreciado por quem vive na floresta.
conhecido pelo amazonense como catitu, o porco-do-mato é um mamífero que geralmente vive em bandos e se alimenta de frutos, folhas, sementes, raízes e insetos.
A carne é uma importante fonte de proteína para as comunidades ribeirinhas, principalmente na época de cheia dos rios, quando a pesca é mais difícil. A necessidade faz com que a legislação ambiental autorize a caça de subsistência, mas não a venda dos animais.
O caititu é o quarto animal de caça mais consumido no Amazonas. Apenas a paca, a capitvara e a tartaruga são mais procurados. O cultivo do animal em cativeiro é permitido, mas a alimentação dos bichos é muito cara.
O milho e o farelo de soja, base da ração tradicional, são caros e escassos na região. Por isso, a Universidade Federal do Amazonas mantém um criatório autorizado pelo Ibama para testar rações variadas à base de ingredientes regionais. Paulo Andrade, agrônomo responsável pelo projeto, acredita que viabilizar os criatórios de caititu no estado é fundamental. “O pessoal gosta. Tem uma demanda muito grande. E a venda ilegal ainda é muito alta. Tendo um produto legalizado no supermercado, com certeza vai diminuir a concorrência com o ilegal”, diz Andrade. Outro grupo da universidade estuda o valor nutricional da carne do caititu. A receita é preparada com a carne defumada, pois assim ela dura mais, o que é importante para ribeirinhas que geralmente não têm geladeira para conservar os alimentos. Veja a receita completa no site do Globo Rural