Pará soma cem mil jovens com direito a votar
Votar ou não votar?. Uma questão que percorre a cabeça dos jovens de 16 e 17 anos, que mesmo sem serem obrigados a comparecer às urnas, exercem o seu direito democrático de eleger os responsáveis pelo país, Estado e cidade onde vivem. Muitos, claro, enfrentam filas para tirar seu documento por algum tipo de imposição (serviço militar, vestibular etc). Mas se engana quem pensa que eles são maioria. O mais importante é que a juventude, de alguma forma, sabe do seu papel no jogo democrático e como é importante exercer sua cidadania.
Walmir Neto, 16 anos, estudante de convênio, sempre foi envolvido com a vida política. Daí a vontade de portar o seu título de eleitor. “Meu pai é advogado. Trabalha com alguns políticos. Sempre conversamos e eu gosto de participar de questões políticas”, afirma. Para Walmir, a juventude já tem mudanças no seu conceito de participação política. “Se o jovem tiver uma ideia clara sobre isso, acho importante ele participar de tudo que envolve a democracia”.
Allan Wanzeler, 16 anos, também já está portando o seu título na carteira. “Na verdade, eu juntei dois motivos. O primeiro foi o fato de eu precisar para matrícula na universidade, caso eu passe no vestibular. O outro é ter a oportunidade de votar o mais cedo possível”, explica. Allan diz que sempre participou de debates entre jovens e foi incentivado pelos pais a se interessar pela política. “Eu vejo que realmente os jovens precisam estar mais nos debates. Só realmente deve votar quem tem consciência do que está fazendo e que participa das mudanças no nosso país”.
Apesar de concordar que a televisão e a internet trouxeram mais informação às pessoas, ele lembra que elas também são culpadas por diminuir o interesse dessa mesma juventude pela realidade. “Os jovens ainda estão muito alienados. Eles não estão mobilizados. Nós perdemos o foco. O que é muito diferente das outras gerações, que participaram das grandes lutas do país, como a resistência à ditadura”.
(Diário do Pará)