Na política, quem consegue seu 'lugar ao sol' é muito bem recompensado. Além dos salários - nada modestos para a realidade social do país -, presidente, governadores, senadores e deputados têm à sua disposição inúmeros benefícios e gratificações, que os fazem querer ficar eternamente presos a uma vida de regalias .
Cada um dos 17 parlamentares paraenses que atuam na Câmara dos Deputados, em Brasília, por exemplo, pode movimentar despesas de até R$ 60 mil por mês, ou R$ 780 mil por ano, pagando até 25 assessores. Já no Senado, o total mensal da verba de gabinete é de R$ 82 mil, o que pode gerar gastos de até R$ 1 milhão ao ano, por parlamentar.
As despesas pessoais também não são problemas para os políticos. Ao contrário de grande parte dos cidadãos brasileiros, que brigam com a calculadora para não deixar os gastos com aluguel do imóvel ou transporte comprometerem o orçamento familiar, os parlamentares não têm dor de cabeça com jantares, hospedagens ou aluguel de veículos. Tudo isso pode ser incluído na chamada verba indenizatória. Os parlamentares têm direito, ainda, a auxílio-moradia e a cota telefônica.
Somados os três itens, o dinheiro 'extra' no salário chega a R$ 267 mil por ano, ou R$ 22 mil por mês, para cada senador. Neste caso, os deputados contam com ainda mais recurso: R$ 24 mil por mês para 'gastos extras' - em torno de R$ 288 mil ao ano. Isso sem contar o salário mensal de R$ 16 mil que deputados federais e senadores recebem 15 vezes ao longo de um ano. Ou seja, cada congressista ganha, por ano, R$ 247 mil, apenas com salário.