Piracema termina e pesca amadora nos rios brasileiros está liberada a partir de segunda-feira
Pescadores devem ficar atentos às normas e à obtenção das licenças de pesca para terem comodidade
Termina neste domingo, 28, o período de proibição da pesca devido à piracema (época de reprodução dos peixes) nos rios brasileiros. A partir de segunda-feira, os pescadores estão livres para tentar fisgar os exemplares favoritos, mas mesmo assim devem ficar atentos às normas regidas pelo Ministério da Pesca e Aqüicultura, que agora gerencia a pesca amadora no lugar do Ibama.
Para ter comodidade, o pescador deve respeitar a cota máxima e o tamanho do pescado permitido de acordo com a bacia correspondente da pescaria. Essas informações podem ser obtidas por meio de consulta à unidade da Polícia Militar Ambiental responsável pela área do local. As bases da PMA possuem todos os dados atualizados.
A licença para pesca amadora é obrigatória para quem for utilizar molinete ou carretilha. Se o pescador não for filiado a qualquer clube ou associação de pesca estará isento do pagamento da licença apenas se for aposentado ou maior de 65 anos (60 anos no caso de mulheres).
Os valores da licença variam: para pesca embarcada R$ 60, desembarcada R$ 20 O pagamento da taxa é anual, a licença de 2009 não será aceita. O formulário pode ser encontrado nas agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, casas lotéricas e também no site do Ibama.
O MPA, por sua vez, avisa que é preferível o pescador obter a licença por meio do site do Ibama, pois os formulários de 2010 ainda não estão disponíveis nos demais locais. O pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária ou casa lotérica.
Piracema
A pesca ficou proibida desde novembro. A piracema é assegura pela Lei n° 7.679, de 23 de novembro de 1988, para garantir a reprodução e a preservação das espécies de água doce.
Piracema, na língua tupi, quer dizer “saída dos peixes para a desova”. As populações indígenas já observavam que alguns peixes saíam dos lagos e baías em movimentos migratórios que culminavam com a reprodução. Por isso a palavra é empregada.
Durante a piracema, o apelo para a preservação das espécies acontece porque os peixes se descuidam de suas estratégias de proteção e tornam-se “presa fácil” para pescadores. A viagem de centenas de quilômetros os deixa extenuados, e por estarem frágeis são capturados em grandes quantidades. Por isso a necessidade de proibir as atividades pesqueiras.
Fonte> Pes e Cia : Lielson Tiozzo Foto/Ilustração: Elizeu Vernillo Júnior Publicado por Folha do Progresso