Fósseis com mais de 2 milhões de anos são encontrados nas praias de Salinópolis, no Pará

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Fósseis com mais de 2 milhões de anos são encontrados nas praias de Salinópolis, no Pará — Foto: Reprodução/TV Liberal

A coleção reúne ossos de tartarugas marinhas, conchas, peixe-boi e até de baleias, que foram trazidos pelos movimentos das marés até a costa litorânea do estado.

Um morador de Salinópolis possui uma coleção de várias peças de fósseis coletados no litoral do município que fica nordeste do Pará. São partes de animais e crustáceos que morreram há mais de dois milhões de anos.

A coleção reúne ossos de tartarugas marinhas, conchas, peixe-boi e até de baleias que foram trazidos pelos movimentos das marés até a costa litorânea de Salinópolis. Entre as peças há um caracol gigante fossilizado e pedras polidas em forma de machado, ferramenta de povos antigos.

De acordo com Rogério Barros, os fósseis foram encontrados recentemente na faixa de areia que fica entra as praias do Atalaia e Farol Velho.

“Eu sempre fui muito amante da natureza e eu estava passeando aqui pela praia, pelas pedras, e eu comecei a pegar essas peças e ir guardando. Preciso de alguém para fazer uma análise e um estudo desse material” , alertou Rogério.

Os fósseis encontrados em Salinópolis despertou a curiosidade de geólogos. “Há 10 anos eu encontrei um fóssil aqui, que é de um vegetal, que tem meio metro, com diâmetro de 20 centímetros. Sempre me passou pela ideia de ter um estudo mais profundo aqui”, contou Isadir Araújo, geólogo.

Inês Ramos, curadora da coleção paleontológica do Museu Emílio Goeldi, disse que esses fósseis são encontrados na formação Pirabas, unidade geológica com mais de 23 milhões de anos, que envolve o litoral de Salinópolis até São João de Pirabas.

“Aqui temos alguns exemplares, como os gastrópodas, que atinge um tamanho bastante expressivo. Há algum que medem um metro de diâmetro. Aqui temos também os crustáceos, os decápodas, parentes dos caranguejos. E temos também amostras bastante antigas da bacia do Amazonas.

Sue Anne Costa é coordenadora do museologia do Museu Emílio Goeldi. Ela desenvolve pesquisas em museus, acervos e patrimônio da história natural da região amazônica. Ela disse que os restos de animais encontrados na costa de Salinópolis têm grande valor histórico e geográfico, e devem ser preservados para estudos por especialistas.

“(Os fósseis) Possibilitam que a gente compreenda não só como se formou a costa paraense, em termos de geografia, mas também pra gente compreender como é que surge essa biodiversidade. Então esses fósseis são fundamentais para que a gente possa compreender e possa a cuidar de todo o material biológico e geológico que está presente na costa do do Pará”.

“Eles são considerados, legalmente, bens da União. E como bens da União eles precisam ser enviados ou para o Museu ou para uma universidade, que nesses locais você vai encontrar espaços que tem profissionais que podem cuidar desse material, para que se preserve a maior parte do tempo, como esses locais são de acesso público, ou seja, esses fósseis podem ser apresentados para o maior número de pessoas possíveis”, completou

A intenção é de que o acervo seja utilizado para a criação de um museus histórico em Salinópolis.

“Mostrar que temos uma história, nós temos um legado a preservar a partir de hoje, a partir do conhecimento que nós estamos tendo hoje, as descobertas de fósseis estão acontecendo aqui na nossa região”, contou o comerciante Ronaldo Nóbrega.

Por G1 PA — Belém

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