Indústria e comércio efetivaram só 3% dos temporários

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purchase levitra on line vardenafil 100mg 60mg 40mg 20mg 10mg without prescription checked selection … Vendas fracas no Natal e perspectivas ruins para 2015 puxam índice para o menor nível desde 2009

São Paulo- Se 2014 já foi o pior ano da série do Ministério do Trabalho — com menos de 400 mil vagas formais criadas, número 64% menor do que em 2013 —, os primeiros números de 2015 não são nada promissores. Apenas 3% dos 163,6 mil empregados temporários contratados no fim do ano passado pela indústria e o comércio foram efetivados. É a menor variação de efetivações já registrada pela Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenarhtt), que começou a pesquisa em 2009. E foi a primeira variação de apenas um dígito. Antes, o índice mais baixo foi registrado em 2013, quando 12% dos temporários foram efetivados.

‘O que gera emprego é a economia forte, e o Brasil não tem uma economia forte neste momento. Este será um ano de demissões’, disse Vander Morales, presidente da Fenarhtt.

Comparando o número absoluto de pessoas que se mantiveram nas vagas, a diferença do ano passado para os anteriores também é grande: em 2014, 4,9 mil temporários foram efetivados; em 2009, foram 32 mil efetivações. Ou seja, houve uma queda de 84,6%.

Movimento fraco no Natal

Considerando-se apenas o comércio, o fraco movimento de Natal e as perspectivas ruins para 2015 devem fazer com que apenas 15% dos temporários contratados no fim do ano passado sejam efetivados, contra uma média histórica entre 20% e 23%. Essa é a estimativa do economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC) Fabio Bentes. A projeção inicial era de 17%, mas os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na sexta-feira pelo Ministério do Trabalho -de saldo de 180.814 avagas criadas em 2014, frente a 325.823 em 2013-motivaram a revisão pra baixo.

Como lembra o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos, era o setor de comércio e serviços que vinha puxando a geração de vagas formais nos últimos anos. Mas, segundo pesquisa da CNC, o número de vagas criadas no Natal do ano passado cresceu 0,7%, a pior taxa desde 2009. E pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas da Cidade do Rio de Janeiro (CDL-RJ) apontava que 32% dos empresários pretendiam fazer pelo menos uma efetivação após o fim do contrato dos temporários em 2014. Em 2013, eram 52%.

‘O emprego é a aposta nas compras futuras dos consumidores. Como assumir o custo de um funcionário, se há dúvidas?’, diz Bentes.

Perspectiva negativa

Contratada em novembro como vendedora temporária de um loja de roupas no Shopping Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, Isabel Duoro, de 33 anos, ainda não foi efetivada.

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‘Levei meu currículo pessoalmente e acabei sendo contratada temporariamente para trabalhar às sextas, sábados e domingos. Por enquanto, continuo como temporária. Se fosse efetivada, seria positivo. A empresa oferece a possibilidade de crescer na área administrativa, por exemplo’, contou Isabel.

Morales, da Fenarhtt, lembra que os temporários são os primeiros a sentir os ciclos econômicos: quando a atividade cai, são cortados.

‘Primeiro o empresário corta o temporário, depois os efetivos. Essa redução no ritmo de efetivações anuncia as demissões que estão por vir’.

A perspectiva negativa para 2015 também se deve ao ajuste que a nova equipe econômica está fazendo, que não deve reativar a demanda. Por isso, o setor produtivo continuará lento. E, lembra Morales, este já começou o corte no quadro de efetivos. Segundo dados da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), em 2014 foram demitidos 128,5 mil trabalhadores no setor industrial, o equivalente a 4,9% do total de vagas, maior variação anual registrada pela entidade desde o início da série, em 2006.

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O analista da consultoria Tendências Rafael Cortez avalia que, assim como os números mais fracos do Caged, a retração na efetivação dos temporários reflete a desconfiança do empregador diante de um cenário de incerteza:

‘O ambiente econômico é desfavorável para o empresário, que deixa de efetivar o trabalhador temporário’.

‘Não faz sentido contratar’

Para o presidente da Fenarhtt, inevitavelmente a demissão de efetivos vista na indústria chegará ao comércio. Cortez também mostra pessimismo, lembrando que a Tendências revisou sua projeção para a economia este ano de crescimento de 0,6% para retração de 0,5%, o que afetará o mercado de trabalho. Para o índice de desemprego, a consultoria prevê que atinja 6,3% este ano, contra estimativa de 4,9% em 2014.

Esse movimento já é visto no comércio. O quiosque da Touch, loja de acessórios do Grupo Technos, que abriu em dezembro no Shopping Boulevard Rio, começou com quatro vendedores e uma gerente. Agora, há apenas dois vendedores.

‘Estamos procurando um terceiro vendedor, mas, diante do movimento atual, não há necessidade de preencher a quarta vaga por enquanto. É um início de ano fraco’, conta a gerente da Touch, Luciana de Jesus Lima, que trabalha há 12 anos no varejo.’

Substituição de funcionários

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Para Travassos, a efetivação dos temporários neste início de deve ter se dado mais pela substituição de funcionários que pelo aumento do quadro:

‘Não temos números, mas nossa avaliação é que a efetivação de temporários teve papel menor no último Natal que em anos anteriores’.

Essa avaliação é compartilhada pelo presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, que não vê aumento substancial no número de efetivos:

‘Em um cenário econômico que não é favorável ao comércio, não faz sentido contratar’.

A advogada Juliana Oliveira de Lima Rocha, especialista em relações do trabalho e sócia do Trigueiro Fontes Advogados, lembra que, quando a economia fica estagnada, é mais barato para o empregador desligar o temporário do que demitir um funcionário efetivo mais antigo:

‘O ano passado foi complicado, com Copa e eleições. Havia muita incerteza em relação à economia. As empresas estão cortando, e a queda na efetivação dos temporários se explica por isso’.

Fonte: ORMNews.

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