Inflação da RMB apresenta queda pelo terceiro mês seguido

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A pesquisa mostra as variações de preços dos bens e serviços que compõem o orçamento das famílias residentes na região

Nesta quarta-feira (6) foi divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental do Pará (Idesp), o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Região Metropolitana de Belém referentes ao mês de julho de 2014. A pesquisa mostra as variações de preços dos bens e serviços que compõem o orçamento das famílias residentes na RMB com renda entre um e oito salários mínimos, o índice alcançou taxa de 0,49%, em julho de 2014, ficando -0,01 ponto percentual abaixo do registrado no mês de maio, quando alcançou 0,50%.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de IPC do Idesp, Maria Augusta Pereira, o comportamento descendente da inflação na Região Metropolitana de Belém pode permanecer caso o grupo Alimentação e Bebidas, que compromete 34,10% do orçamento familiar, mostre-se equilibrado, mesmo diante das já anunciadas altas nos preços da conta de energia elétrica e de combustíveis nos próximos meses. A previsão da coordenadora é de que a RMB termine o ano de 2014 com uma inflação acumulada de 8,5%, abaixo dos 9,59% registrados em 2013.

Dos nove grupos de despesa, seis apresentaram taxas positivas: Educação, Leitura e Papelaria (1,39%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,29%), Habitação (1,13%), Transportes (1,05%), Móveis e Equipamentos Domésticos (0,91%), Alimentação e Bebidas (0,23%). Três grupos tiveram taxas negativas: Comunicação (-0,14%), Despesas e Serviços Pessoais (-0,22%) e Vestuário (-0,59%).

No grupo Educação, Leitura e Papelaria (1,39%), os itens responsáveis pela alta foram livros e revistas técnicas e outros livros (0,59%), livro escolar de 1° e 2° graus (13,75%), artigos de papelaria (4,76%). Em Saúde e Cuidados Pessoais (1,29%), os destaques foram os itens óculos e lentes (4,43%), serviços médicos (0,96%) e pelo subgrupo cuidados pessoais (1,93%). No caso de Móveis e Equipamentos Domésticos (0,91%), os subitens como mobiliários (0,85%), roupas de cama, mesa e banho (3,01%) e os eletrodomésticos e equipamentos (0,50%) tiveram maior influência na taxa do grupo. Já em Alimentação e Bebidas (0,23%), a taxa do grupo foi atenuada pelas taxas negativas na maioria dos hortifrutigranjeiros, porém o subgrupo alimentação fora do domicilio continua a exercer maior impacto no resultado final, registrando no mês taxa de 1,29%.

Já em relação aos grupos que apresentaram baixas em Comunicação (-0,14%) a maior influência veio do único item, aparelho de telefone convencional, que registrou taxa negativa (-18,64%). No grupo Despesas e Serviços Pessoais (-0,22%), destacam-se os resultados negativos de alguns serviços, que no mês em questão promoveram promoções como cabeleireiro (-3,15%), manicure (-3,01%), sapateiro (-3,25) e artigos de recreação (-0,05%). Por fim, no grupo Vestuário (-0,59%), a taxa negativa foi em função das roupas femininas (-0,84%), roupas de criança (-2,25%), acessórios femininos e masculinos (-1,82%), devido a pouca demanda no mês em análise.

Fonte: ORMNews.

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