Jovem baleado na cabeça em tentativa de assalto sai do coma

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Daniel Brito, 19 anos, baleado na cabeça em tentativa de assalto ocorrido na rua Alcindo Cacela próximo à Oliveira Belo no dia 09 deste mês despertou do coma na última sexta-feira (17). O relato foi feito pelo próprio pai a amigos nas redes sociais, dizendo que o filho apertou as mãos dele e do irmão, no CTI do Pronto Socorro Municipal.

Em tom emocionado, o pai disse na mensagem que o filho ainda não recuperou a fala, mas que sua melhora encheu a família de alegria e esperança. “Daniel tem muitas etapas para sobrepor; e vai vencer, com muita fé em Deus. Sairá firme, forte, são e salvo”.

O caso

Daniel levou um tiro na cabeça durante uma tentativa de assalto no bairro do Umarizal, em Belém, na tarde da quinta-feira (9). Ele estava aguardando o pai quando foi abordada por um assaltante. Câmeras de vigilância espalhadas pelo local gravaram toda a ação. Tudo aconteceu à luz do dia, com vários veículos e pedestres trafegando pela avenida.

Um dia depois, na sexta-feira (10), o acusado de atirar no estudante foi preso. João de Souza pediu desculpas à família da vítima e afirmou à polícia que não tinha intenção de ferir o jovem.

Em entrevista, o acusado disse que esse foi o segundo assalto que praticou na vida e que estava fazendo isso porque precisava de dinheiro. “Peço desculpas para a família do rapaz. Eu não sabia que o tiro ia pegar nele, não sei nem mirar, não queria que isso acontecesse”, tentou se defender, apesar de ter dito anteriormente que possuía a arma há três anos.

O caso gerou revolta até na família do acusado de tentativa de homicídio. Uma tia de João Marcelo, que permaneceu anônima, estava na Seccional da Polícia Civil do Comércio, onde o acusado foi apresentado, e disse que nada justifica o que ele fez. Segundo ela, o rapaz morava no município de Colares, nordeste paraense, com a mãe e os quatros irmãos e lá eles todos trabalhavam em uma loja da mãe, na praia, vendendo artigos diversos.

No entanto, a mãe morreu há cerca de 8 meses e os filhos vieram para Belém, para morar com a avó. “A avó sustentava todos eles. É mentira quando ele diz precisar roubar. Na verdade, não tinha motivo nenhum para ele fazer isso. Não dá para entender”, afirmou.

A tia ainda contou que questionou João sobre as razões de fazer o que fez e ele respondeu a ela que “dezembro está chegando e precisava de umas roupas novas”, o que, para ela, é uma resposta inaceitável. À imprensa, o acusado disse que atirou por desespero e que não sabia o que estava fazendo. Se for julgado culpado, ele pode ser condenado a uma pena que varia entre 7 e 15 anos de reclusão.

(Com informações do Repórter Diário)

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