Juiz vive sob ameaça após começar a cuidar de caso de PM investigado

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O Juiz Líbio Araújo Moura, titular da 1ª Vara Criminal de Parauapebas, está a frente de dois processos que investigam um capitão da Polícia Militar por fraude em licitações na Câmara dos vereadores do município. O magistrado atua há seis anos na cidade, mas devido as ameaças, ele não concede mais entrevistas e anda com escolta 24h.

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O capitão da PM Dercílio Júlio de Souza está preso em Belém. Além das acusações de fraude ele também responde por envolvimento no assassinato do advogado Dárcio Cunha, em 2013. Ele foi preso na última quinta-feira (8), durante uma operação do Ministério Público do Pará, que investiga as fraudes.
Entre o material apreendido no apartamento no PM, foram achados cheques que comprovariam o esquema do policial com a câmara. Os promotores ainda foram surpreendidos com gravações que revelariam ameaças ao juiz da cidade.
Na conversa o capitão fala com outras duas pessoas e se refere ao juiz. “Eu vou fazer um estardalhaço! Ele tá brincando. Ele mexeu com a pessoa errada, “Vicente”. Todo mundo se c… de medo dele. Não vai ficar de graça! Não vai ficar de graça! Não vai ficar de graça!”, diz a gravação.
Segundo o advogado de defesa do policial militar, Arnaldo Lopes, o réu está sendo prejudicado. “Eu não vou entrar no mérito de que a conversa não foi autorizada pela Justiça. Ele nas condições de quem se acha perseguido, está tomando as precações que ele acha que convém. O importante é que são pessoas falando da conduta do juiz que queira ou não atinge direta ou indiretamente o meu cliente”, afirma.

Magistrado

De acordo com a Associação dos Magistrados do Pará, outros 10 juízes que atuam no estado vivem sob ameaça. Um trabalho conjunto com vários órgãos do Estado, garante a segurança do trabalho do judiciário, atualmente.
Para o presidente da associação, Heyder Tavares, a situação é inadmissível. “É inaceitável querer se intimidar um juiz. A comissão de segurança do Tribunal de Justiça funciona. A parceria com a Polícia Civil e a Polícia Militar dá o respaldo para o magistrado trabalhar de forma a cumprir suas obrigações. Nós acompanhamos fazendo cobranças públicas das entidades, que porventura não façam seu papel, para evitar esse tipo de ataque ao poder judiciário e afronta ao estado democrático de direito”, comenta.

G1 PA

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