Minas Gerais anuncia caso suspeito de coronavírus em Belo Horizonte

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Passageiros com máscaras embarcam no Aeroporto Internacional de Yangon, em Myanmar Foto: MLADEN ANTONOV / AFP

Para Ministério da Saúde, caso da brasileira não se enquadra nos critérios de risco definidos pela OMS porque ela viajou a Xangai, onde ainda não há registro de contaminação

RIO e BRASÍLIA — Uma brasileira de 35 anos que viajou a Xangai, na China, foi internada na última terça-feira em Belo Horizonte com suspeita de infecção pelo coronavírus, que já deixou 17 mortes no país asiático. A informação foi divulgada nesta tarde pela Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais.

ENTENDA: O que se sabe até agora sobre o coronavírus?

Segundo o órgão, a paciente desembarcou na capital mineira no último dia 18 com sintomas respiratórios que seriam compatíveis com a pneumonia misteriosa causada pela nova cepa de vírus na Ásia. Ela teria informado os médicos que não esteve em Wuhan, megalópole chinesa que está no epicentro do surto, nem entrado em contato com pessoas suspeitas.

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que o caso investigado em Minas “não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus”. Isso porque de acordo com  a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Whuan.

A nova cepa pertence à mesma família de vírus que foi responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers). Na China, quase 1,4 mil pessoas estão sob observação.

As autoridades de saúde mineiras identificaram o caso em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Belo Horizonte, e a brasileira foi transferida para o Hospital Eduardo de Menezes, também na capital. O estado de saúde dela seria “clinicamente estável”, ainda segundo a nota da secretaria de Saúde.

Uma mulher com uma criança no colo usa máscaras de proteção no aeroporto internacional de Daxing, em Pequim. Número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 17 nesta quarta-feira Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP
Uma mulher com uma criança no colo usa máscaras de proteção no aeroporto internacional de Daxing, em Pequim. Número de mortes causadas pelo coronavírus na China chegou a 17 nesta quarta-feira Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP


“O caso foi notificado como suspeito. Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo coronavírus, que é microorganismo de alerta sanitário internacional, considerando o potencial pandêmico com alto risco à vida e impacto assistencial”, afirmou o governo de Minas Gerais em um trecho do comunicado.

Medidas de prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, o governo brasileiro tem realizado monitoramento diário da situação com a OMS. Também foram adotadas medidas de acordo com orientações da organização, como ” a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias”.

Para reduzir o risco geral de  infecções respiratórias agudas, o ministério informa que  entre as orientações são: evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

O ministério informou também que, assim que houver uma definição de emergência por parte da OMS, tomará as “medidas cabíveis

A secretaria de Saúde de Minas não divulgou a identidade da brasileira nem o município de sua residência. O complexo hospitalar é o mesmo que recebeu as vítimas do caso de intoxicação por dietilenoglicol em Minas Gerais.
Por:O Globo
22/01/2020 – 15:47 /
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