Moradores e visitantes exaltam as belezas de Alter do Chão nas comemorações dos 261 anos da vila

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Vista da vila de Alter do Chão, no Pará — (Foto: Geovane Brito/G1)
Não há quem não se encante com as belezas paisagísticas, o banho de água doce e a tranquilidade do lugar.

Cantada em prosa e verso, a vila de Alter do Chão que completou 261 anos de história no dia 6, é motivo de orgulho para moradores e visitantes. Nesta sexta-feira (8), eles se reuniram na Praça Sete de Setembro para o tradicional corte do bolo gigante que marca as comemorações pelo aniversário da vila.

Entre os muitos visitantes que estão curtindo Alter do Chão nesse período de enchente do Rio Tapajós, o G1 encontrou Joze Freitas, natural de Belém. Na vila desde o carnaval, a belenense faz questão de declarar seu amor pelo pequeno povoado.

“Já viajei para muitos lugares, inclusive para fora do país, mas sou apaixonada por Alter do Chão. Já vim aqui umas seis vezes, e se pudesse viria todo ano. Quando a gente entra nesse rio parece que está tomando banho de água mineral. Eu sempre digo para os meus amigos que eles precisam conhecer Alter do Chão, porque é um lugar lindo e o banho aqui é sem igual”, destacou.

Para a moradora Ambrósia Pereira Alves, 78 anos, não tem lugar melhor para morar, apesar das mudanças que a vila sofreu ao longo dos anos. Ela lembra que na época em que era criança não existia ainda a praça Sete de Setembro e nem os bares e restaurantes ao redor. “Agora a frente e o centro da vila estão bem povoados. Está tudo moderno, bem diferente de tempos atrás, mas Alter do Chão continua lindo. Eu nasci, me criei aqui e quando eu morrer quero ser enterrada aqui”, declarou.

Luiza Pereira Sardinha, 77 anos, irmã de Ambrósia e moradora da vila conta que só sai de Alter do Chão para passear. “A gente viaja, passeia, mas sempre volta para cá. Hoje já tem umas coisas que a gente não se acostuma. Antes não tinha ladrão por aqui. Mas Alter do Chão é lindo e merece ser conhecido por todo mundo”, disse.

Tradição

Para celebrar os 261 anos de Alter do Chão, famílias, Conselho Comunitário, clubes Santo Antônio e Luso Brasil, Igreja Nossa Senhora da Saúde, Escola Antônio de Sousa Pedroso, Clube de Mães, CRAS e os botos Cor de Rosa e Tucuxi se mobilizaram para fazer os bolos que juntos somaram mais de 30 metros de comprimento. Após os parabéns, os bolos são cortados e distribuídos para a comunidade e os visitantes.
Este ano, os bolos fizeram lembrança às paisagens, ao patrimônio histórico e cultural, às mulheres pela passagem do seu dia, e aos perigos que as barragens representam ao Rio Tapajós e às populações ribeirinhas.

Cultura

Alter do Chão não é conhecida somente pela praia de água doce batizada de “Caribe Amazônico”. A vila respira cultura com uma das mais tradicionais manifestações de cunho profano e religioso, o Sairé, com suas ladainhas, procissões e rituais. O Sairé resiste há mais de 300 anos e foi introduzido pelos primeiros habitantes da vila, os borari.

Por:Sílvia Vieira, G1 Santarém — Pará

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