Planos de manejo saem a partir de maio
Compromisso Foi o que prometeu a governadora Ana Júlia a empresários do setor florestal
Empresários do setor florestal e o governo do Estado começaram ontem a aparar as arestas da crise criada com a não-liberação, até o momento, dos 300 planos de manejo que possibilitarão o início da atividade de extração de madeira durante a safra de 2007. Em reunião no Palácio dos Despachos, os empresários tiveram do governo a garantia de que, até o final de maio, todos os planos de manejo terão sido apreciados pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam). A boa notícia foi apresentada como parte de um conjunto de 28 ações anunciadas pela governadora Ana Júlia Carepa e que, de acordo com o governo, constituem a fase de transição do processo de gestão florestal do Estado.
'Vamos analisar das medidas e acompanhar a efetiva implantação das ações', disse o diretor executivo da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará (Aimex), Justiniano Neto, ao anunciar que o setor florestal dará 'uma trégua de 15 dias' para o Estado. Justiniano explicou que, em princípio, as medidas apresentadas destravam a crise, mas não são totalmente eficazes para assegurar a atividade de extração de madeira nas regiões oeste e da rodovia Transamazônica, que respondem por 70% da produção florestal do Pará.
'Nessas duas regiões, o grande problema é que a atividade extrativa está pulverizada em áreas de assentamento e em pequenas propriedades, onde há necessidade também de licenciamento do Incra. Talvez seja necessário que o governo coloque a Emater e o Ideflor para auxiliar o órgão do governo federal a analisar mais rapidamente estas licenças. Precisamos de mais informações sobre esse termo de ajuste de conduta que o governo firmará com o Incra para o licenciamento em assentamentos rurais', afirmou o diretor da Aimex.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Walmir Ortega, considerou que a proposta apresenta pelo governo ao setor florestal representa um avanço significativo porque reúne normas que têm como principal objetivo simplificar o processo de apreciação dos planos de manejo. 'Em paralelo com as medidas de âmbito legal, a governadora já autorizou a contratação de servidores e aquisição de equipamentos e veículos para agilizar o processo de análise dos planos de manejo. Também criamos um grupo de trabalho com a participação de representantes do setor florestal para acompanhar a aplicação do plano', afirmou Ortega.
Fonte: O Liberal