Pará se aproxima de 1 milhão de mortos em 40 anos; veja números

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(Foto/ Reprodução ) –  Nesta segunda-feira (2), foi comemorado o Dia de Finados, um feriado nacional. A data, segundo a tradição religiosa católica, é derivada do 1º de novembro, quando se celebra o Dia de Todos os Santos, aqueles que morreram em estado de graça, com os pecados perdoados, mas que não tiveram a oportunidade de serem canonizados ou que não são lembrados em orações por ninguém.

Mas, afinal, quantos são os mortos no Pará que mobilizam uma histórica tradição de ir aos cemitérios levar flores, acender velas e rezar por eles? A resposta é complexa, mas o Blog do Zé Dudu resolveu lançar luz a partir de dados oficiais da série histórica do Ministério da Saúde, que computa o total de óbitos no país desde 1979. Em 40 anos, de 1979 a 2019 (último ano com dados totais completos), o Pará sepultou 997.476 pessoas. É a primeira vez que dados compilados da série histórica oficial de óbitos são divulgados.

A título de comparação, o contingente de quase um milhão de pessoas enterradas aqui no estado em quatro décadas é equivalente a um cemitério do tamanho de quatro cidades e meia de Parauapebas. Atualmente com 8,69 milhões de habitantes, o Pará seria mais populoso que os estados do Ceará (9,19 milhões) e Pernambuco (9,62 milhões), se não tivesse visto morrer tanta gente.
Mortes nos municípios vão de 300 a 300 mil

A capital paraense lidera o número de enterros (aproximadamente 300 mil), tendo sepultado mais gente em 40 anos que a população viva inteira do município de Marabá. O número exato de óbitos na metrópole é de 296.974. O vizinho Ananindeua registra 59,8 mil mortos no período, um “cemitério” quase do tamanho da população total de Jacundá.

Santarém, com 46,2 mil mortes em quatro décadas; Marabá, com 34,5 mil; Castanhal, com 27,9 mil; e Abaetetuba, com 20,2 mil, também computam grandes volumes de óbitos. Isso pode ser explicado pelo fato de esses municípios serem antigos e com registros desde que o Ministério da Saúde começou a consolidar os números nas bases de dados, na década de 1970.

A situação deles é diferente, por exemplo, da de Parauapebas, que, embora seja hoje o 5º município mais populoso do estado, contabiliza apenas 12,9 mil mortes — menos, inclusive, que as registradas em Altamira (17,8 mil), Itaituba (17,3 mil), Bragança (17,2 mil), Tucuruí (13,6 mil) e Cametá (13,6 mil). Ocorre, porém, que Parauapebas foi emancipado de Marabá em 1988 e seus dados de óbitos só passaram a ser lançados em 1989, ano de sua instalação oficial.

Apenas em 2019, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, 812 cidadãos foram enterrados em Parauapebas, o maior volume desde a sua emancipação. Em 1989, três décadas antes — e quando o município tinha apenas 30 mil habitantes —, foram sepultadas apenas 105 pessoas. Na capital do minério, 59% dos óbitos ocorreram nos últimos dez anos, uma disparada que acompanhou o crescimento populacional local.

O centenário Marabá, por seu turno, atingiu suas primeiras mil mortes em 12 meses em 2001, mas desde 2004 não falha um ano sequer sem sepultar mil pessoas, chegando ao pico de 1.429 óbitos em 2018. Nos últimos dez anos, o principal município do sudeste do Pará enterrou cerca de 14,2 mil habitantes, 41% do volume de enterros dos últimos 40 anos.

Por outro lado, há quatro municípios que ainda não atingiram 500 sepultamentos, seja por serem emancipadamente novos, como é o caso de Mojuí dos Campos, seja por serem pouco populosos, a exemplo de Bannach, que tem menos moradores no estado. Bannach sepultou apenas 306 pessoas, seguido de Sapucaia, que enterrou 421; São João da Ponta, que velou 445; e Mojuí, que deu adeus a 468.

Fonte: ZÉ DUDU.

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