Polícia tem 10 dias para concluir investigação das mortes no massacre de Altamira

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Policiais no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRA) (Foto:Bruno Cecim / Agencia Para)

De acordo com o delegado-geral de Polícia Civil do Pará, Alberto Teixeira, faltam 10 dias para a conclusão do inquérito policial que investiga a morte de 58 presos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no oeste paraense, em 29 de julho de 2019.

Após a prisão, nesta terça-feira (03), de dois agentes prisionais acusados de serem facilitadores da ação da facção Comando Classe A (CCA), que praticamente exterminou os detentos rivais, as diligências seguem para identificar novos possíveis envolvidos e ainda se os agentes presos foram, de fato, foram pagos para agir em favor dos homicidas.

“Nós temos 10 dias para concluir o inquérito policial, fazer o cotejo das provas colhidas, verificar se há outras pessoas envolvidas para pleitear as prisões delas bem como responsabilizá-las”, frisou Alberto Teixeira.

O secretário extraordinário para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, corrobora da suspeita do delegado-geral em relação ao comportamento dos dois agentes presos, nesta terça-feira. A Susipe, segundo Jarbas Vasconcelos, também apura os fatos administrativamente através da sua Corregedoria desde o primeiro momento em os eventos ocorrem em julho, passado.

Vasconcelos informou, em entrevista coletiva na noite da última terça-feira (03), que a Susipe disponibilizou à Polícia Civil todas as informações e as imagens do Centro de Recuperação de Altamira bem como as imagens feitas pelos próprios internos no dia massacre.

“Tudo contribuiu para que a polícia civil pudesse, ouvindo agentes e presos, concluir que sem a participação dos dois agentes prisionais o evento não teria curso. Então a participação deles foi decisiva para que o massacre acontecesse”, disse Jarbas Vasconcelos.

Ele acrescentou ainda que corrobora da ideia do delegado-geral de que os dois agentes podem ter sido contratados e até mesmo pagos para que os presos de uma ala matassem seus concorrentes. “Nesse sentido nós vamos ainda apurar e perquirir (inquirir de maneira minuciosa), mas o fato é que a quebra de protocolo deu causa à morte de 58 internos”, concluiu o secretário extraordinário para Assuntos Penitenciários.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup), 86 pessoas estariam envolvidas no massacre.

Por:Redação Integrada

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