Prefeito acusado de corrupção é preso em Mato Grosso em ação do NACO e GAECO

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O prefeito do município de Rondolândia ( 1 mil km de Cuiabá), Agnaldo Rodrigues de Carvalho, foi preso, esta manhã, preventivamente, por ordem do desembargador Marcos Machado, atendendo ao pedido formulado pelo coordenador do NACO, procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda, com base nas provas colhidas em inquérito policial que apura suposto crime de corrupção cometido pelo prefeito e, também, pela ex-secretária de Saúde Katia Monteiro.

O Ministério Público informa que “ambos receberam propina do empresário Nélio de Matos Júnior em contrato celebrado entre a empresa F.M. da S. Santos com a prefeitura de Rondolândia, visando o fornecimento de serviços de plantão médico. O empresário estaria pagando aos médicos vinculados à empresa um valor menor do previsto no contrato e a diferença ele repassava ao prefeito e à ex-secretária de Saúde”.  Os valores não foram informados.

Em agosto, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão policiais do NACO (Grupo Operacional do Núcleo de Ações de Competência Originária) e do GAECO conseguiram apreender com Nélio de Matos Júnior, uma agenda e anotações constando a “contabilidade” da propina que era paga, bem como comprovantes de depósitos feitos em contas correntes de terceiros indicados pelo prefeito e pela ex-secretária.

Segundo o delegado Rodrigo Azem, que comanda o Grupo Operacional do Naco, depois de ser apreendido esse material o empresário resolveu confessar o esquema criminoso. “Ele não teve como negar que pagava a propina desde o início do contrato que foi firmado entre a empresa dele e a prefeitura, embora, muita coisa ele deixou de revelar, porém estamos apurando tudo”, afirmou.

Na ocasião em que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, segundo ele, o prefeito Agnaldo Rodrigues de Carvalho “fugiu da cidade ao perceber a movimentação dos policiais em Rondolândia. Na sua casa foram apreendidos não apenas documentos, mas, também armas e munições irregulares”.

A ordem judicial prevê que a prisão preventiva busca garantir a ordem pública, evitar a reiteração criminosa, assegurar a aplicação da lei penal e, também, por conveniência da instrução criminal.

Segundo o coordenador do Naco, procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda, o inquérito policial deverá ser encerrado com a prisão e o interrogatório do prefeito e de outras pessoas envolvidas no esquema. Depois disso, no prazo máximo de quinze dias, será apresentada a denúncia criminal contra os envolvidos perante o Tribunal de Justiça.

O município de Rondonlândia foi criado em 1998 sendo desmembrado do município de Aripuanã e tem 3,5 mil habitantes.

Por:Só Notícias (foto: João Vieira/arquivo)

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