Projeto de piscicultura desenvolvido em Oriximiná é destaque em congresso internacional

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Projeto de piscicultura na comunidade Jacururau, em Oriximiná — Foto: Ascom MRN/Divulgação

Iniciativa que tem parceria da MRN é divulgada em evento técnico-científico para acadêmicos e pesquisadores das áreas ambientais e de sustentabilidade.

O artigo “Projeto Peixe Novo como modelo de educação ambiental para comunidades ribeirinhas na bacia do médio rio Trombetas”, que descreve as atividades de educação ambiental desenvolvidas pelo Projeto de Piscicultura, foi publicado nos Anais do I Congresso Online Internacional de Sustentabilidade 2020 – Um olhar sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O congresso é um evento técnico-científico que reúne acadêmicos e profissionais de grande destaque na área ambiental e em estudos sobre sustentabilidade.

O projeto faz parte do Programa de Educação Socioambiental (PES) da Mineração Rio do Norte (MRN) em atendimento às condicionantes ambientais. A iniciativa é executada pela consultoria INCANTO Piscicultura e pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) por meio do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Ambiental do campus de Oriximiná.

No artigo é apresentado o desenvolvimento de uma nova metodologia de criação do pescado, que agrega valor ao produto e incentiva a conservação ambiental. O trabalho acadêmico também menciona as contribuições gerais do projeto.

“A principal contribuição é capacitar piscicultores através da educação ambiental para novas tecnologias de criação das espécies tambaqui e matrinxã, modificando a alimentação do peixe com substituição da ração tradicional por ração de base natural a partir dos insumos regionais como a polpa do açaí e do camu-camu”, comentou a professora doutora em Neurociência e Biologia Celular Eldra Carvalho, coordenadora do Programa de Ação Interdisciplinar, responsável técnica das atividades de seleção dos estudantes para ingresso no projeto, coautora e orientadora da publicação.

Também assinam o artigo a pesquisadora em educação ambiental Mayara Duarte, bióloga e mestre em Biociências, autora principal; o coordenador do projeto pela Ufopa, Miguel Canto, doutor em Neurociência e Biologia Celular; a professora doutora em Neurociência e Biologia Celular Siany Liberal, coautora e orientadora da publicação e o pesquisador José Delfin, mestre em Biociências e pesquisador em Fisiologia Ambiental.

“Este congresso on-line teve como objetivo difundir o conhecimento, estimular o pensamento científico e discutir os temas atuais sobre a Sustentabilidade e os ODS. A publicação foi de alta relevância, pois se trata de um evento de repercussão internacional, que destacou o projeto num cenário mundial como uma iniciativa inovadora relacionando os ODS às práticas do projeto em curso na região”, relatou a pesquisadora Mayara.

Para a MRN, a divulgação internacional do Projeto de Piscicultura, por meio de artigo científico em um congresso renomado, demonstra o potencial de transformação socioeconômica desta iniciativa.

“Parabenizamos a equipe envolvida no projeto, que, por meio da publicação de artigo neste congresso, compartilhou para pesquisadores de outros países a bem sucedida experiência do projeto, que está garantindo alimentação de qualidade para comunidades do oeste paraense, especialmente neste ano de pandemia”, declarou Genilda Cunha, analista de Relações Comunitárias e coordenadora do projeto pela MRN.

Continuidade

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Família de Tarumã participa do projeto de piscicultura — Foto: Ascom MRN/Divulgação

Realizado nas comunidades Acapuzinho, Bacabal, Tarumã e Jacuraru, em Oriximiná (PA), o Projeto de Piscicultura envolve oito famílias e traça planos para intensificar as ações de educação ambiental. “Vamos criar o grupo de educação ambiental e proporcionar ações de diversificação da atividade rural, oferecendo alternativas de produção para as famílias participantes da ação”, adiantou Miguel Canto, consultor do projeto.

Apesar dos desafios impostos pela pandemia de covid-19, a iniciativa mantém a continuidade ao longo deste ano, seguindo todas as orientações de segurança da Organização Mundial de Saúde, relacionados às visitas técnicas necessárias para garantir o sucesso da iniciativa.

“Foram muitas dificuldades, mas resolvemos dar continuidade, principalmente por entender a importância do projeto em relação a sua capacidade de garantir a segurança alimentar das famílias atendidas e da comunidade no entorno”, comentou Miguel.

Por G1 Santarém — PA

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