Prostitutas de Belém organizam ‘Corrida de calcinha’ contra o preconceito

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Atividade faz parte da programação do Dia Internacional da Prostituta, celebrado em 2 de junho.

O Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac) realiza, nesta sexta-feira (2), em Belém, uma programação para chamar atenção para a luta por direitos da categoria: profissionais do sexo convocaram simpatizantes e apoiadores para disputar uma prova de atletismo cujo uniforme é a roupa de baixo.

A “Corrida de calcinha” será às 17h no bairro da Campina, em Belém, e deve percorrer o que as prostitutas chamam de “quadrilátero do amor”, passando pelas ruas da antiga zona de meretrício de Belém. “O evento é aberto para homens, mulheres, cis e trans. Quem quiser pode correr conosco. Basta chegar lá com a sua calcinha e se inscrever na hora”, disse Leila Barreto, do Gempac.

A premiação para os corredores será bem regional. “Além de troféus e medalhas o primeiro lugar ganha um pato. O segundo ganha um frango e o terceiro colocado leva um galo”, detalha Leila.

Luta por direitos

A “Corrida de calcinha” faz parte das atividades do “Puta Dei”, um evento realizado desde 2013 no estado do Pará para marcar o Dia Internacional da Prostituta. Além da corrida, a programação inclui palestras, debates e sessões de audiovisual.

“O ‘Puta Dei’ é uma atividade que o movimento das prostitutas faz para quebrar o estigma que existe com a profissão. Vamos ressignificar o dia internacional da prostituta, e para isso a gente pretende transar entre a esquina e a academia. Todas as pessoas que realizaram alguma tese ou dissertação sobre nós irão apresentar esses conteúdos na área, para que as prostitutas possam acompanhar”, explica Leila.

Em 2017, a comemoração do dia internacional da prostituta marca os 30 anos do movimento no país, e terá como interlocutora Lourdes Barreto, fundadora do Gempac, que irá recontar a história da prostituição no Brasil.

“Eu sou a matriarca dessa história. Seguimos nossa trajetória de luta por identidade e quebra de estigma. Nessa programação a gente envolve a sociedade. Nosso movimento é histórico e existe desde a ditadura militar. Nossa raiz são as mulheres marginalizadas, então discutimos violência, feminismo, sexualidade e autodeterminação. Lutamos pela democracia e somos referência na luta contra a Aids no Brasil”, explica Lourdes.

“Fazemos um trabalho grande, intenso, mas gostoso de fazer e dar continuidade. Acreditamos que é possível mudar o mundo com pessoas honestas, e por isso vivemos a luta constante por direitos”, conclui Lourdes.

Fonte: G1 PA.
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