‘Quem fizer denúncias falsas de crimes eleitorais pode pegar até 8 anos de prisão’, alerta delegado da PF em Santarém

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Delegado da Polícia Federal Gecivaldo Vasconcelos, durante coletiva — Foto: Geovane Brito/G1

Apesar de ser garantido o anonimato do denunciante, a Polícia tem meios de descobrir quem fez a falsa denúncia para prejudicar determinado candidato.
Em sua participação no programa Mesa Redonda, da rádio 94 FM, na manhã desta quinta-feira (5), o chefe da Delegacia da Polícia Federal de Santarém, no oeste do Pará, delegado Gecivaldo Ferreira disse que os cidadão podem e devem fazer denúncias de crimes eleitorais, mas alertou que as denúncias devem ser reais, pois em caso de informações falsas com o objetivo de prejudicar determinado candidato ou coligação, há penalidades que podem levar à prisão.

“O anonimato é garantido ao denunciante, mas é importante destacar que uma denúncia falsa de crime eleitoral que leva à abertura de um procedimento, inquérito e até mesmo um processo judicial pode resultar em penalidades pesadas, entre elas a prisão de 2 a 8 anos. E a Polícia Federal tem meios para descobrir e localizar quem fez a denúncia falsa”, alertou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado Gecivaldo Ferreira, em pleitos anteriores já aconteceu de pessoas ligadas a algum candidato fazerem denúncia contra opositores só para desviar a atenção da Polícia Federal para determinado lugar, quando na verdade o crime eleitoral estava acontecendo em outro.

“Nós vamos investigar todas as denúncias de crimes eleitorais que chegarem até nós. Compete à Polícia Federal investigar os crimes eleitorais e esse é um trabalho que demanda efetivo e diligências para o levantamento das informações. Nem sempre é possível a gente chegar aos locais mais distantes no momento em que somos acionados, por isso é importante que os cidadão anotem informações como placas de veículos, endereços, façam fotos e até vídeos. E que não façam denúncias falsas porque isso gera prejuízo ao trabalho dos órgãos de segurança e á Justiça Eleitoral”, enfatizou Gecivaldo.

Drones

Nas eleições deste ano, a Polícia Federal vai utilizar drones para monitoramento das áreas onde estão concentrados os locais votação e também onde houver denúncia de boca de urna e compra de voto.

“Com o uso dos drones a gente espera aumentar a segurança no pleito eleitoral e inibir os crimes eleitorais. A tecnologia será também nossa aliada para flagrar e identificar quem estiver praticando ilícitos eleitorais, como, por exemplo, distribuição de algum bem (cestas básicas, combustível, dinheiro, etc) e também distribuição de santinhos de candidatos, a famosa boca de urna”, disse o delegado Gecivaldo Ferreira.

Por Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA

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