Sespa envia microscópios a municípios para acelerar redução de casos de malária

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Foto: José Pantoja / Ascom SespaAs secretarias municipais de Saúde de Afuá, Anajás, Breves, Alenquer, Almeirim, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Pacajá e de São Félix do Xingu estão recebendo, da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), microscópios bacteriológicos binoculares que aperfeiçoarão o diagnóstico e tratamento da malária. Os municípios estão entre os que registram casos de malária por P. falciparum no Pará.

Os 38 equipamentos foram adquiridos pela Sespa com recursos do Ministério da Saúde (MS), por meio da Portaria número 2.565, de 25 de novembro de 2016, destinados à aquisição de equipamentos e materiais para combate e controle da malária, conforme preconiza o Plano de Eliminação da Malária Falciparum, proposto pela Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde, na forma de convênio Tripartite. O valor investido foi de R$ 384.940 mil.

O envio dos equipamentos coincide com o momento em que o Estado registra queda de 46% nos casos de malária de primeiro de janeiro a 31 de julho de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Segundo dados do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, foram 10.327 mil casos confirmados neste ano contra 19.068 registrados no ano passado. Em relação ao ano de 2018, que teve 26.098 casos de malária notificados, a redução foi de 27%.

De acordo com a Sespa, 90% dos registros deste ano ocorreram em nove municípios: Anajás (2.142), Itaituba (1.785), Jacareacanga (1.293), Oeiras do Pará (854), Bagre (850), Alenquer (804), Cametá (456), Altamira (452) e Breves (388).

sespaFoto: José Pantoja / Ascom SespaEm relação às áreas prováveis de infecção, houve redução de 70, 7% na área urbana e de 58,3% na área rural. No entanto, houve aumento de 15,2% na transmissão em regiões de garimpo e de 37,1% nos territórios indígenas.

Segundo a coordenadora estadual do Programa Estadual de Controle da Malária, Paola Vieira, a Sespa continua trabalhando pela queda contínua dos casos de malária no Estado, mantendo orientações, monitoramentos e acompanhamento nas diversas Secretarias Municipais de Saúde.  “Promovemos ainda capacitações em diagnóstico e tratamento para técnicos municipais, visando assim a proteção e promoção à saúde da população vulnerável e suscetível para a malária, de forma a dar sustentabilidade a essas ações”, explica.

Sinais e sintomas

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles (mosquito prego), que aparecem principalmente ao entardecer e ao amanhecer.

Os sintomas mais comuns da malária são febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. A doença pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.

É importante ressaltar que a malária é uma doença que tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS).

Por Mozart Lira (SESPA)

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