Suspeitos da morte do prefeito de Breu Branco são transferidos para presídio em Americano

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Cinco homens foram presos e ainda pode ocorrer uma sexta detenção. Prisões temporárias têm prazo de 30 dias, até encerramento do inquérito.

Os cinco homens presos por suspeita de envolvimento na morte do prefeito Diego
Kolling já estão custodiados no Complexo Penitenciário de Americano. A informação foi confirmada pelo governo do estado, que informou que os suspeitos foram transferidos para o local na noite de sexta-feira (28).

Diego Kolling, ou “Alemão”, como era mais conhecido, era prefeito de Breu Branco. Ele foi assassinado no 16 de maio de 2017 quando andava de bicicleta em um trecho da Rodovia PA-263, que liga as cidades de Tucuruí e Goianésia do Pará.

Os suspeitos de participação no assassinato de Diego Kolling, conhecido como “Alemão”, foram presos na manhã de sexta nas cidades de Breu Branco, Goianésia e Tucuruí. As prisões temporárias têm prazo de 30 dias.

A operação foi deflagrada ainda na madrugada desta sexta, sob a coordenação direta do delegado-geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino. Cerca de 40 policiais, entre civis e militares, participaram da ação que resultou nas cinco prisões. Agentes da Divisão de Homicídios, de Belém, continuam as investigações visando à prisão de um sexto envolvido. Dez testemunhas foram ouvidas e liberadas.

Inquérito

Inicialmente os presos foram levados à Superintendência da Polícia Civil, em Tucuruí, e de lá seguiram para Belém em uma aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Estado (Graesp), juntamente com os delegados Rilmar Firmino, Eduardo Rolo e André Costa. Da sede da Polícia Civil, no centro de Belém, os presos foram encaminhados para o exame de corpo de delito, no Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, e em seguida transportados para o Complexo de Americano.

“Podemos dizer que restauramos o estado de direito neste caso de Breu Branco. Nós vamos, sim, elucidar a morte do prefeito de Tucuruí, Jones Galvão, assim como nesse caso. Vamos dar a resposta devida a partir do trabalho de investigação da Polícia Civil, que está de parabéns”, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Jeannot Jansen.

Motivação do crime

O delegado Rilmar Firmino afirmou que a elucidação do crime está muito clara, principalmente devido à riqueza de provas testemunhais e periciais. Ele contou que a motivação foi econômica e política, uma vez que o presidente Comissão Provisória do Partido Social Democrático do Estado do Pará (PSD-PA) em Breu Branco, Ricardo Lauria, havia apoiado o prefeito Diego Kolling, mas não tinha sido atendido em seus interesses.

“O Ricardo apoiou à candidatura de ‘Alemão’, e por isso tinha pretensões, mas não foi atendido. Por meio de uma empresa ‘laranja’ havia participado de uma licitação para fornecimento de serviço de transporte escolar, mas o processo acabou sendo revogado pelo prefeito, devido à baixa proposta apresentada. E, assim, Ricardo veio arquitetar a morte de Alemão”, explicou o delegado.

“O prefeito morreu porque não compactuou com aqueles que achavam que a prefeitura seria aberta. Esse é o tipo de crime de difícil resolução, pois os que matam, são os que vão chorar com os familiares”, acrescentou.

Segundo as investigações, Ricardo Lauria, conhecido como “Ricardo Chegado”, planejou o crime, executado por Antônio Genival Lima Moura, que confessou a execução a mando de Ricardo. A arma do crime foi mostrada durante a coletiva. Sérgio, Wesley e Maciel teriam dado apoio logístico à atuação do pistoleiro, inclusive com o transporte – uma motocicleta já apreendida pela polícia.

Fonte: G1 PA.
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