Fiscal do Ibama são recebidos a tiros

Fiscal do Ibama recebido a tiros em Altamira no Pará (Foto:Reprodução Reuters)

(Reuters) – Uma equipe de fiscalização do Ibama foi alvo de tiros por parte de garimpeiros durante operação de fiscalização na sexta-feira, perto da Terra Indígena Ituna/Itatá, em Altamira, no Pará, e homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública, que davam apoio à operação, revidaram.

Ninguém ficou ferido na troca de tiros, e os garimpeiros, que se esconderam na mata com a chegada dos fiscais, não foram presos. Os agentes do Ibama destruíram duas retroescavadeiras e três motores usados no garimpo, de acordo com Hugo Loss, coordenador do Ibama responsável pela operação, acompanhada por uma equipe da Reuters.

“Eles (garimpeiros) se esconderam no mato e dispararam contra a equipe”, disse Loss à Reuters por telefone, acrescentando que o desmatamento tem aumentado significativamente na região, especialmente nessa reserva indígena que, de acordo com o coordenador, teve 10% de sua área desmatada somente neste ano.

(Reprodução Reuters)
(Reprodução Reuters)

Loss afirmou que um aumento expressivo da grilagem de terras na área indígena impulsionou a alta de desmatamento na reserva Ituna/Itatá que, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), é destinada a índios isolados, engloba os municípios de Altamira, Anapu e Senador José Porfírio e ocupa uma área de 142.402 hectares.

De acordo com Loss, a demarcação dessa área foi uma das condicionantes para permitir a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A reserva é de restrição de uso, o que significa que nenhuma atividade pode ser desenvolvida na região, e a demarcação visa proteger índios isolados, cujos sinais de presença foram detectados durante a construção da usina.

O garimpo, alvo da operação com troca de tiros nesta sexta, fica a cerca de 50 quilômetros da área indígena, disse o coordenador do Ibama.

“Essa demarcação da terra (Ituna/Itatá) é feita com base em um decreto presidencial. Com a alteração toda que houve na orientação da política ambiental, criou-se uma expectativa de regularização, de desregulamentação dessa terra, de desfazimento desse decreto”, disse Loss.

Por:Reuters-Publicado em 2019-08-31 08:35:01 Atualizado em 2019-08-31 08:35:01
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NOVO PROGRESSO: Pescadores pegam “licença” de líder indígena para pescar e são abordados por agentes do IBAMA.

Um grupo de amigos formados por 17 pescadores, se deslocaram do estado de MG até o município de Novo Progresso, com o intuito de pescar apenas por gostar da prática esportiva. Segundo os mesmos ficaram 02 (dois) dias parados no posto de combustível (Posto Planalto) aguardando a suposta “autorização” que seria fornecida pelo líder indígena Kaiapó By, para serem autorizados à passar por dentro de área indígena e chegar até o local onde esperavam pescar.

Após dois dias, By compareceu e forneceu a “autorização”, os mesmos (pescadores) seguiram viajem, no meio do caminho a ponte que dava acesso estava quebrada, fazendo com que os pescadores voltassem para trás, sendo obrigados a acampar no lado indígena e descer de barco. Obs: versão relatada pelos pescadores.

Após 10 (dez) dias de pescaria, retornaram para Novo Progresso;   quando nossa equipe de reportagem perguntou se os peixes seriam comercializados, disseram que não, eram apenas para as despesas. Os mesmo dizem ter sido enganados,pelo indígena,  pois isso nunca aconteceu com nenhum deles. Todos são cadastrados como pescadores amadores e pescam apenas de molinete e caniço, sem uso de redes ou tarrafas . O local onde foram abordados pelos agentes do IBAMA fica a 140 quilômetros do município de Novo Progresso (Rio Pimenta) já considerada área indígena.

Os peixes que estavam em posse dos pescadores foram levados a sede do IBAMA e os pescadores estavam sendo aguardados para serem ouvidos. (Até o final dessa matéria ninguém havia sido preso ou multado.)

O  Ibama não repassou informações sobre as medidas adotadas em desfavor ao grupo de pescadores.

Da Redação: Jornal Folha do Progresso News/ Jailson Rosa

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Kaiapós se formam no ensino médio

Aconteceu hoje (05/05) pela manhã a formatura dos indígenas Kaiapós no ensino médio.

Se formaram 14 alunos das aldeias Kamau e Bau, a cerimônia da formatura aconteceu na Aldeia Baú, os indígenas estudaram e se formaram no sistema de ensino SOME (modular), aonde professores da SEDUC vinham até as aldeias e passavam um período ensinando cada disciplina.

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Esteve presente na cerimônia de Formatura o vice-prefeito de Novo Progresso Eloido Bertollo (PR), secretario de Educação Jayme Campos, vereadores Sebastião Bueno (PSC) e Nego do Bento (PROS), diretora do colégio estadual Valdemar Lindemayer Ilda Araujo, representante da Saúde, representante do Instituto Kabu e representante dos índios da SEDUC. Após a cerimônia de formatura foi servido um almoço para todos os presentes.

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Fonte: Redação Jornal Folha do Progresso – Fotos: Jayme




Índios Parakanã ocupam sede da Funai em Altamira

Foto- Indigenas acampados na Norte Energia- Grupo protesta contra a nomeação do novo coordenador regional do órgão
A sede da Fundação Nacional do Índio, em Altamira, sudoeste paraense, foi ocupada por um grupo de índios da etnia Parakanã na manhã desta segunda-feira (25).
Os indígenas discordam da nomeação de Gilson Curuaia para o cargo de coordenador regional da fundação. Segundo os índios, o cargo deve ser ocupado por um servidor de carreira da Funai e não por uma liderança indígena indicada pela direção do órgão em Brasília.
Por: Redação ORM News
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