Venda de automóveis cresce 4,91% no Pará

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(Foto:Claudio Pinheiro / Arquivo O Liberal) – O mercado de veículos novos começou o ano em alta no Pará, especialmente o segmento de veículos leves

O mercado de veículos novos começou o ano em alta no Pará. Foram vendidas 7.924 unidades no primeiro mês de 2020, elevação de 0,03% ante janeiro do ano passado, em comparação que considera todos os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implemento rodoviários.

Se considerar apenas os veículos leves, que somam os segmentos de automóveis e comerciais leves e que representam 41,13% do mercado do Estado, a alta neste período foi de 4,91% – de 3.258 em janeiro de 2019 para 3.418 em janeiro de 2020. Em compensação, em relação ao último mês de 2019, que tradicionalmente é mais aquecido, houve recuos de 32,90% e de 37,11%, respectivamente.

Os números foram divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entidade que representa as concessionárias de veículos. Os dados apontam que a recuperação observada no Pará está na contramão do desempenho nacional neste início de ano, que apresentou queda de 1,61% no total de vendas de veículos novos em relação a janeiro do ano passado .

No primeiro mês de 2020 foram vendidos 298.417 veículos, ante 303.295 do mesmo período do ano passado.

Nos segmentos de automóveis e comerciais leves foram comercializadas 184.125 unidades, queda de 3,42% na comparação com igual mês de 2019 e de 26,88% em relação ao último mês do ano passado. A Fenabrave divulgou no início de janeiro que espera expansão do mercado total de 9,6%, para 3,05 milhões de unidades. Apesar da queda no primeiro mês do ano, a estimativa está mantida. A projeção para o segmento de veículos leves para o ano é de alta de 9%.

A venda de veículos novos é considerada um dos principais termômetros do nível de confiança na economia. Dentre vários fatores, o resultado reflete as facilidades para crédito tanto para o consumidor adquirir o seu automóvel quanto para o empresário comprar uma nova frota.

“Vamos ter um ano de 2020 bastante superior ao de 2019. A disponibilidade de crédito está suficiente para abastecer o mercado, a taxa de juros está extremamente baixa e a inadimplência também”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. “O que vende carro é juro baixo, o que vende caminhão é PIB e o que vende moto é emprego”, acrescentou.

O presidente da Fenabrave afirmou que a cada 10 pedidos de financiamento de compra de automóvel novo, sete estão sendo aceitos pelos bancos, um sinal positivo ante uma situação de três anos atrás, em que apenas três eram aprovados. Em motocicletas, a situação evoluiu de duas para quatro fichas a cada 10 pedidos de crédito. No Pará, foi justamente o segmento de veículos leves que puxou o resultado positivo.

Entre os pesados, por exemplo, os emplacamentos de caminhões voltaram a sofrer recuo, interrompendo os bons resultados dos últimos meses de 2019. Foram comercializados 158 caminhões no último mês contra 171 de janeiro de 2019 (-7,60%) e de 188 de dezembro passado (-15,96%).  No País, foi anotado neste segmento a única variação anual positiva de janeiro: 3,66%, contabilizando 7.186 vendas. Já a variação mensal indicou decréscimo de 13,71%.

No caso dos ônibus, os licenciamentos no Pará caíram 56,10% entre janeiro de 2020 e o mesmo mês de 2019, alcançando 18 vendas no mês passado. Na passagem de dezembro e janeiro últimos o recuo foi de 47,06%. No Brasil, as variações foram de -2,27% no ano e de -11,54% no mês.
Venda de motos cai 3,98%

As vendas de motocicletas no Pará, que tem a maior participação das vendas do mercado paraense (54,22%), somaram, em janeiro, 4.124 unidades, uma retração de 30,18% sobre dezembro de 2019, que alcançou 5.907 unidades. Na comparação com as 4.295 unidades emplacadas em janeiro do ano passado, o resultado do primeiro mês de 2020 representa recuo de 3,98%.

Em todo o País, a venda de motocicletas zero-quilômetro subiram 1,08% em janeiro. Foram 91.689 unidades emplacadas, contra 90.713 no mesmo período do ano passado.

Na comparação com dezembro de 2019, quando foram comercializadas 94.108 unidades novas, foi anotada uma redução de 2,57%. “Além dos fatores que influenciaram o setor como um todo, a produção de modelos de até 300 cc, de todas as marcas, não foi suficiente para a demanda do mercado nesse mês”, afirmou Carlos Porto, vice-presidente do Segmento de Motocicletas da Fenabrave.

Por:Thiago Vilarins, da Sucursal

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