Corpo de Bombeiros do Pará celebra 143 anos com entrega de viaturas e reconhecimento a militares da COP 30

Foto Reprodução| O Governo do Pará celebrou, nesta segunda-feira (24), os 143 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMPA) com uma cerimônia especial realizada na sede da corporação, na Avenida Júlio César, em Belém.

O evento contou com a presença do governador Helder Barbalho, da vice-governadora Hana Ghassan, do comandante-geral do CBMPA, coronel Jaime Benjó, além de autoridades civis e militares.

Durante a solenidade, o governador destacou a importância da corporação para a segurança da população e para a proteção ambiental. “Hoje estamos celebrando os 143 anos de uma instituição fantástica, que salva vidas, combate incêndios e contribui de forma decisiva para a preservação da nossa floresta”, afirmou Helder Barbalho. “O Corpo de Bombeiros cumpre um papel fundamental na segurança da nossa população e na proteção do meio ambiente.”

Entrega de novas viaturas para combate a incêndios florestais

Um dos destaques da programação foi a entrega de sete viaturas adaptadas para o combate a incêndios florestais, adquiridas com recursos do BNDES e por meio de emenda parlamentar do senador Jader Barbalho. O investimento ultrapassa R$ 8 milhões, ampliando significativamente a capacidade de resposta da corporação em áreas de floresta.

“Com esses investimentos, chegamos agora a nove viaturas florestais, que se somam a outras 14 viaturas urbanas já entregues”, detalhou o governador. “Isso representa uma estrutura sólida e moderna, que permite à corporação atuar de forma eficaz tanto em áreas urbanas quanto em áreas florestais, chegando onde for necessário.”

O comandante-geral, coronel Jaime Benjó, ressaltou que a entrega representa um marco para a corporação. “Graças ao trabalho extraordinário de civis e militares, conseguimos conter rapidamente aquele foco de incêndio. Foram 40 segundos para estabilizar o ambiente e, em 6 minutos, o fogo já havia sido totalmente controlado”, destacou Helder Barbalho. “Isso demonstra a competência e a eficiência da nossa tropa.”

Ao encerrar a programação, o governador Helder Barbalho reafirmou o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da segurança pública. “O Corpo de Bombeiros do Estado do Pará é formado por trabalhadores e trabalhadoras que estão sempre prontos para proteger a população com coragem, preparo e dedicação”, afirmou.

Fonte: Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 26/11/2025/13:26:25

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Brindes da COP30 viram “ouro” na OLX e preços geram polêmica

Foto Reprodução| Na internet, enquanto a COP30 ainda mobiliza debates sobre seus relatórios finais e o legado deixado para Belém, um fenômeno paralelo ganhou força nas redes e plataformas digitais: a corrida pelos brindes do evento.

Na OLX, onde a economia da conveniência costuma ditar o ritmo, itens simples como garrafas, pins e bolsas oficiais, ou não, têm aparecido com preços considerados absurdos – e o contraste virou assunto após o criador de conteúdo Dan Contro publicar um vídeo em seu perfil no Instagram, denunciando o surto inflacionário em torno dos souvenirs.

Na postagem, ele destaca anúncios que chegam a desafiar a lógica. Um dos exemplos é uma garrafa com a logo do Curupira, mascote da conferência, vendida por R$ 300.

Há ainda um pin da China pelo mesmo valor e outra garrafa, vinda do Catar, oferecida por R$ 200. De forma irônica, o influenciador brinca que o pin do Curupira, anunciado por “apenas” R$ 100, estaria desvalorizado por ser nacional- uma provocação que expôs o humor e o desconforto diante da especulação.

Fonte: Portal Debate Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/11/2025/17:51:36

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COP30: 19 projetos vão recuperar 3,3 mil hectares em terras indígenas

Foto Reprodução| Os 19 projetos contemplados pelo edital de seleção do programa Restaura Amazônia para Terras Indígenas foram anunciados nesta sexta-feira (21), em Belém.

A divulgação ocorreu durante o encerramento do Pavilhão dos Círculos dos Povos, na Zona Verde da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Ao todo, concorreram 44 projetos para restauração de áreas degradadas e fortalecimento da cadeia produtiva sustentável, dos quais foram selecionados 19. Juntos, irão recuperar mais de 3,3 mil hectares em territórios indígenas, com 5,7 milhões de árvores plantadas e a geração de 1.420 empregos.

Os projetos contemplados concorreram no terceiro edital do Restaura Amazônia, uma política pública para estabelecer o Arco da Restauração na região mais devastada do bioma. Serão investidos R$ 123,6 milhões em recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“A gente vem hoje a público dizer que 26 terras indígenas serão contempladas nos estados de Rondônia, Amazonas, Acre, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Maranhão.

Ou seja, a gente vai ter 26 territórios indígenas, muitos deles recém-desintrusados, num esforço profundo de trabalho”, destacou o superintendente de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Kadril.

Segundo a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, o anúncio fecha o ciclo de consolidação de ações climáticas anunciadas pelo governo brasileiro na COP30, contemplando as demandas de demarcação, proteção, gestão e restauração das terras indígenas.

“Deixamos claro que não há como pensar soluções para a crise climática, se não incluir todos e todas que protegem os territórios, que cuidam da biodiversidade, que cuidam da mãe Terra. Não tem como encontrar soluções efetivas se não incluir essas diferentes vozes”, apontou a ministra.

O programa Restaura Amazônia é parte de um esforço do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para recuperar 12 milhões de hectares no Brasil, dos quais 6 milhões já foram recuperados a partir de iniciativas de replantio e restauração natural.

“A retomada do Fundo Amazônia chega em mais de 600 organizações da sociedade civil, em três de cada quatro municípios da Amazônia, em projetos de restauração ecológica para reconstruir o antigo Arco do Desmatamento, onde o reflorestamento construirá um verdadeiro cinturão verde no território de sete estados amazônicos”, ressaltou a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA.

Fonte: Agência Pará. e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/11/2025/13:18:11

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COP30 é encerrada com o Pacote de Belém aprovado por 195 países

A ministra Marina Silva sendo ovacionada na plenária final da COP30, em Belém (PA). – Foto: Foto: Rogério Cassimiro/ MMA

A COP30 chegou ao fim neste sábado, 22 de novembro, com a aprovação por 195 países do Pacote de Belém (PA). As 29 decisões aprovadas por consenso na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima incluem avanços em temas como transição justa, financiamento da adaptação, comércio, gênero e tecnologia. O texto renova o compromisso coletivo com a ação acelerada, de modo a tornar o regime climático mais conectado à vida das pessoas.

“Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como início de uma década de mudança”, afirmou o brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP30. “O espírito que construímos aqui não termina com o martelo batido. Ele permanece em cada reunião governamental, em cada conselho de administração e sindicato, em cada sala de aula, laboratório, comunidade florestal, grande cidade e cidade costeira”, completou.

Na plenária de encerramento, em que foi aplaudida de pé por mais de três minutos, a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) fez um balanço dos trabalhos, entre desafios e conquistas. Para ela, em que pese o fato de não ter havido um consenso global em torno da proposta de estabelecer um Mapa do Caminho da transição energética para um mundo sem combustíveis fósseis, a ideia ficou sedimentada no cenário internacional, com adesão de mais de 80 nações, e houve avanços significativos.

“Demos um passo relevante no reconhecimento do papel de povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes. A transição justa ganhou corpo e voz. Lançamos o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mecanismo inovador que valoriza aqueles que conservam e mantêm as florestas tropicais”, lembrou Marina. “Cento e vinte e duas Partes apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, com compromissos em reduzir emissões até 2035. Faltam outras Partes, mas esses resultados são ganhos fundamentais para o multilateralismo climático”, listou.

VITÓRIAS SIGNIFICATIVAS – Em coletiva de imprensa no fim da Cúpula do G20, neste domingo, na África do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) também comentaram os resultados da COP30. Para o chanceler brasileiro, o evento no Brasil teve vitórias significativas em três dimensões.

“A primeira foi a vitória do multilateralismo climático, que vinha sendo questionado com recuos recentes no tratamento da mudança do clima. A segunda é que se triplicou os recursos para adaptação, para ajudar populações ao mesmo tempo mais vulneráveis e menos responsáveis pela mudança do clima, o que é essencial. E, terceiro, a criação de apoio aos países em transição justa”, disse o ministro.

Para o presidente Lula, o evento teve ganhos tanto do ponto de vista político quanto de legado para a cidade. “Estou muito satisfeito com o sucesso da COP em Belém. Foi um sucesso extraordinário. Aprovou-se um documento único, o multilateralismo saiu vitorioso e Belém ficou maravilhosamente bonita para o povo do Pará”, disse o presidente, que reforçou a importância do Mapa do Caminho para o fim dos combustíveis fósseis como uma ideia que deve ganhar força gradativa.

“O que quisemos e conseguimos foi começar um debate sobre uma coisa que todo mundo sabe que vai ter que acontecer. Se é verdade que os combustíveis fósseis estão responsáveis por mais de 80% da emissão de gás de efeito estufa, é verdade que nós precisamos dar uma solução nisso. O que nós colocamos é o seguinte: é possível”.

FINANCIAMENTO – As decisões aprovadas no Pacote Belém incluem o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento. As partes concluíram o Roteiro de Adaptação de Baku, que aprova e estabelece o trabalho para 2026-2028, até o próximo Balanço Global do Acordo de Paris.

59 INDICADORES – A conferência climática finalizou um conjunto abrangente de 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. Os indicadores envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência, e integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação.

 PESSOAS NO CENTRO – As Partes aprovaram também um mecanismo de transição justa que coloca as pessoas e a equidade no centro da luta contra a mudança do clima. A iniciativa pretende aprimorar a cooperação internacional, a assistência técnica, a capacitação e a partilha de conhecimento.

GÊNERO – Dentre outros documentos, os países aprovaram um Plano de Ação de Gênero, que aprimora o apoio ao ponto focal nacional de gênero e mudanças climáticas. A iniciativa amplia o orçamento e o financiamento sensíveis ao gênero e promove a liderança de mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais, entre outros tópicos.

AMBIÇÃO COLETIVA – Outro documento, a Decisão Mutirão, reafirma a determinação em aumentar a ambição coletiva ao longo do tempo, passando das negociações para a implementação, agora que o Acordo de Paris e seus ciclos estão em andamento. Os seguintes mecanismos de implementação ajudarão a acelerar esse processo:

● O Acelerador Global de Implementação: Uma iniciativa colaborativa e voluntária lançada sob a liderança das Presidências da COP30 e COP31 para apoiar os países na implementação de suas NDCs e Planos Nacionais de Adaptação (PNAs).

● A Missão Belém para 1,5 °C é uma plataforma orientada para a ação sob a liderança da COP29-COP31, visando promover maior ambição e cooperação internacional em mitigação, adaptação e investimento.

“A Decisão Mutirão define o espírito da nossa COP: uma mobilização global contra as mudanças climáticas que celebra o 10º aniversário do Acordo de Paris e abre caminho para mais ambição durante esta década crítica”, disse Corrêa do Lago. Ele lembrou que o trabalho ainda é longo, já que o Brasil seguirá presidente da COP até novembro de 2026. Ele reafirmou o compromisso do Brasil em avançar em três pilares principais da COP30: fortalecer o multilateralismo e o regime climático, conectar as iniciativas climáticas à vida diária das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris.

COP DA IMPLEMENTAÇÃO – Uma série de anúncios e iniciativas de impacto sob a Agenda de Ação demonstrou como a implementação já está em curso:

● A iniciativa FINI (Fostering Investible National Implementation) foi lançada para tornar os Planos Nacionais de Adaptação mais atraentes. Ao reunir países, bancos de desenvolvimento, seguradoras e investidores privados, a FINI pretende desbloquear USD 1 trilhão em projetos de adaptação dentro de três anos, com 20% mobilizados pelo setor privado. Uma mudança estrutural do desenho de planos para a entrega de resiliência com velocidade e escala.

● O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Verde para o Clima (GCF) destacaram vários mecanismos que já existem para avançar a adaptação, e a Fundação Gates prometeu USD 1,4 bilhão para apoiar pequenos agricultores.

● O Plano de Ação de Saúde de Belém, endossado por mais de 30 países e 50 organizações, elevou a saúde como prioridade climática. Apoiado por USD 300 milhões do Fundo de Financiadores do Clima e Saúde (Climate and Health Funders Coalition), ele fortalecerá sistemas de saúde, hospitais, vigilância e prevenção de doenças resilientes ao clima, especialmente no Sul Global.

● Dez países anunciaram apoio ao Acelerador RAIZ, nova iniciativa para restaurar terras agrícolas degradadas e mobilizar capital privado. Baseado nos programas brasileiros Caminho Verde e EcoInvest, que mobilizaram quase USD 6 bilhões para restaurar até 3 milhões de hectares, o RAIZ ajudará os países a mapear paisagens prioritárias e a conceber soluções de blended finance para escalar a restauração e proteger florestas.

FUNDO FLORESTAS TROPICAIS PARA SEMPRE – O lançamento, pelo Brasil, do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF) criou um mecanismo inédito para pagamentos de longo prazo e baseados em resultados a países com florestas tropicais pela conservação verificada de florestas em pé. O mecanismo já mobilizou mais de USD 6,7 bilhões em sua primeira fase, com o endosso de 63 países.

O TFFF cria um novo modelo de financiamento climático: países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Enquanto isso, os investidores vão recuperar os recursos investidos, com remuneração compatível com as taxas médias de mercado.

Na prática, o fundo cria uma nova economia baseada na conservação, tornando a floresta em pé uma fonte de desenvolvimento social e econômico. Os investidores não farão doações. Em vez disso, terão retornos ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação florestal e a redução de emissões de carbono.

OCEANOS – Dezessete países aderiram ao Desafio Azul NDC (Blue NDC Challenge), comprometendo-se a integrar soluções oceano-clima nos planos nacionais. Os cinco Avanços Oceânicos (Ocean Breakthroughs) lançaram um Plano Conjunto para Acelerar Soluções, alinhando conservação marinha, energias renováveis oceânicas, alimentos aquáticos, transporte marítimo e turismo com os objetivos da Convenção do Rio. Através da Parceria Um Oceano (One Ocean Partnership), os parceiros se comprometeram a catalisar USD 20 bilhões até 2030 para paisagens marinhas regenerativas e gerar 20 milhões de empregos azuis, incorporando a equidade oceânica na resiliência climática.

PARTICIPAÇÃO SOCIAL – A COP30 cumpriu as ambições de aproximar o regime climático da vida das pessoas. A participação sem precedentes de mais de 900 Povos Indígenas na Zona Azul, a força pacífica da Marcha Climática de Belém e o lançamento do Balanço Ético Global sublinharam a ligação inseparável entre justiça climática, dignidade e solidariedade intergeracional.

OLHAR PARA O FUTURO – A presidência brasileira da COP30 reafirmou o compromisso em levar o impulso de Belém a marcos futuros — por meio de um alinhamento mais forte entre resultados da negociação e implementação no mundo real e de uma cooperação aprofundada, ancorada no espírito inclusivo do Mutirão Global. “Continuamos capazes de cooperar, de aprender e de reconhecer que não há atalhos e que a coragem para enfrentar a crise climática é resultado de persistência e esforço coletivos. Seguimos persistindo no compromisso de empreender a jornada necessária para superar nossas diferenças e contradições no urgente enfrentamento da mudança do clima”, concluiu Marina Silva. A próxima edição da COP será realizada na Austrália.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/11/2025/10:07:11

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Navios de cruzeiro deixam Belém após COP 30, e despedida reúne população em Outeiro

Último navio a zarpar do porto de Outeiro. — Foto: Juliana Alvarez / TV Liberal

Durante quase três semanas, os navios abrigaram aproximadamente 6 mil hóspedes de 73 países diferentes. A presença das imponentes embarcações atraiu visitantes e virou até cenário de fotos de casamento.

Os dois transatlânticos que serviram de hospedagem para participantes da 30ª Conferência das Partes (COP 30) em Belém zarparam neste sábado (22), marcando o fim de 18 dias que transformaram a paisagem e a rotina da praia da Brasília, no distrito de Outeiro.

Durante quase três semanas, os navios abrigaram aproximadamente 6 mil hóspedes de 73 países diferentes. A presença das imponentes embarcações atraiu centenas de visitantes e virou até cenário de fotos de casamento de moradores. Nas proximidades, milhares de pessoas de diversos bairros de Belém se deslocaram para ver de perto os cruzeiros.

Cada transatlântico pesa mais de 180 toneladas, mede 330 metros de comprimento e cerca de 70 metros de altura, o equivalente a um prédio de 23 andares. O tamanho e a imponência das embarcações fizeram com que não passassem despercebidas na baía.

Essa presença incomum explicou a intensa movimentação na praia da Brasília, que oferecia uma vista privilegiada dos cruzeiros. Mesmo com um acesso que não é dos mais fáceis, a curiosidade levou muitos belenenses e turistas ao local. A distância da praia para o centro de Belém é de mais de 20 km.

A praia da Brasília, conhecida por ser tranquila, viveu um período de efervescência impulsionado pelos transatlânticos. Agora, a expectativa dos moradores de Outeiro é que essa movimentação e a valorização que ela trouxe se mantenham mesmo após a partida dos navios.

Primeiro navio de cruzeiro a zarpar. — Foto: Juliana Alvarez / TV Liberal
Primeiro navio de cruzeiro a zarpar. — Foto: Juliana Alvarez / TV Liberal

Fonte: g1 PA Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 23/11/2025/07:46:41

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Com negociação travada, COP30 entra em seu 13º dia

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago | Imagem: Anderson Coelho/Reuters.

A insatisfação após a publicação do segundo rascunho do documento final foi percebida em todos os cantos desta COP30. A ministra da Espanha, Sara Aagesen, considera o momento “difícil” e defende que as equipes trabalhem mais numa versão mais robusta. As principais críticas são a ausência no rascunho de uma proposta para o fim da queima dos combustíveis fósseis e falta de clareza de financiamento para adaptação dos países mais vulneráveis.

Ao longo do dia, observadores da sociedade civil e cientistas criticaram o rascunho do documento liberado pela manhã, mas evitaram o pessimismo. “A solução não é ir embora, jogar fora, acabar tudo. A gente tem que trabalhar. A gente tem tempo ainda para encontrar um texto que seja melhor”, disse à DW Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

Os temas que emperram o texto final são combustíveis fósseis, financiamento para adaptação, medidas unilaterais de comércio relacionadas ao clima e a insuficiência das NDCs — os planos nacionais de ação climática. “O esforço é para que se alcance os melhores resultados, mas o tempo não pode ser o impedimento para que se faça o debate necessário em algo tão complexo que tem que ser decidido por consenso”, disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ontem à imprensa.

A pressão por uma linguagem mais forte sobre combustíveis fósseis tem acirrado o clima. União Europeia, Colômbia, Chile e Panamá defendem um mapa do caminho para superar a dependência desses combustíveis, enquanto países árabes resistem a qualquer menção ao tema. A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, afirmou na manhã de ontem que os países que estão mobilizados pela inclusão do mapa do caminho para abrir mão de petróleo, carvão e gás no acordo final da COP30 não irão abrir mão desta demanda.

O mapa do caminho rumo ao abandono do petróleo ganhou força após uma provocação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso de abertura na COP30. A ideia cresceu ao longo da conferência e foi abraçada pela Colômbia, que formou uma coalizão para pressionar os negociadores e ganhou adesão de 80 países. Ministros e ministras da Alemanha, Dinamarca, Austrália, Tuvalu e Ilhas Marshall apoiam publicamente a proposta.

Países em desenvolvimento criticam falta de financiamento. Em paralelo, a Índia, falando pelo bloco LMDC (dos países em desenvolvimento com pensamento semelhante, em livre tradução), reforçou críticas à falta de financiamento e afirmou que países em desenvolvimento não podem seguir o mesmo ritmo da Europa. Já a China adotou um tom mais político, pedindo “consenso” e um sinal de que o multilateralismo ainda funciona.

COP30 pode acabar sem acordo, alerta comissário da UE. A União Europeia afirmou ontem que não descarta a possibilidade de a COP30 terminar sem acordo, após o novo rascunho apresentado pela presidência brasileira retirar qualquer referência ao abandono dos combustíveis fósseis. “O que está sobre a mesa agora é inaceitável”, disse o comissário europeu para o Clima, Wopke Hoekstra. “Estamos muito longe de onde deveríamos estar e isso pode acabar sem acordo.”

Apesar do cenário de impasse, um ponto avança sem resistência: o mapa do caminho do desmatamento. Ele é considerado consenso entre os blocos, embora o texto ainda não detalhe como será implementado.

Fonte: UOL e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/11/2025/10:26:19

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Incêndio atinge Pavilhão dos Países na COP30; organização diz que fogo foi controlado

Foto: Reprodução | Fogo na Zona Azul começou pouco depois das 14h. A organização da Conferência do Clima diz que as chamas foram controladas em seis minutos e que 21 pessoas foram atendidas por inalar fumaça.

Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (20) no Pavilhão do Países, uma das áreas da Zona Azul da COP30, em Belém (PA). No VÍDEO acima, veja o momento em que o fogo começa.

Os primeiros relatos do problema aconteceram pouco depois das 14h. A organização da Conferência do Clima diz que o fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos e que 21 pessoas receberam atendimento médico. Entre os casos, 19 estão relacionados à inalação de fumaça e dois à crise de ansiedade. Doze pessoas tinham sido liberadas no começo da noite.

COP 30: Bombeira civil passa mal e é atendida dentro da Blue Zone, na COP.

Todas as pessoas que estavam na Zona Azul receberam ordem da segurança para deixar o espaço. A medida significa a paralisação dos trabalhos da COP30.

A UNFCCC, entidade da Organização das Nações Unidas responsável pelo evento, informou que os bombeiros realizavam uma checagem de segurança e NÃO há previsão de reabertura da Zona Azul antes das 20h.

A Zona Azul, também chamada de Blue Zone, é o principal espaço da Conferência do Clima. Ela é a área onde estão as salas onde se reúnem os negociadores e ministros.

Também é o espaço onde países montam seus stands para divulgar projetos e iniciativas. Foi nesta região que o fogo foi registrado (veja o mapa abaixo).

Veja local do incêndio na COP30 — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

Veja local do incêndio na COP30 — Foto: Kayan Albertin/Arte g1

O governador do Pará, Helder Barbalho, informou para a jornalista Andréia Sadi que as equipes trabalham com duas hipóteses iniciais para o incidente na COP30: falha em um gerador ou um curto-circuito em um stand.

Críticas da ONU à estrutura em Belém

Há uma semana, a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou ao governo brasileiro uma reação rápida para solucionar falhas de segurança e problemas estruturais. A demanda foi feita em uma carta enviada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) a Rui Costa, ministro da Casa Civil (que coordena as atividades relacionadas à cúpula), e a André Corrêa do Lago, presidente da conferência.

No documento, o secretário-executivo Simon Stiell relata que a tentativa de invasão ocorrida na noite de terça-feira, quando um grupo estimado em 150 ativistas entrou no pavilhão, deixou feridos, causou danos e expôs “brechas graves” no controle do evento.

O texto descreve ainda uma série de vulnerabilidades, entre elas estavam:

  • portas sem monitoramento,
  • contingente de segurança abaixo do necessário
  • e ausência de garantias de resposta rápida das forças federais e estaduais.

A ONU também chamou atenção para problemas de infraestrutura:

  • calor excessivo em pavilhões,
  • falhas de climatização,
  • infiltrações provocadas pelas chuvas
  • e riscos associados a água próxima de instalações elétricas.
 O que é o Pavilhão dos Países?

O pavilhão dos países é a área da COP30 dedicada às exposições oficiais das delegações nacionais e de organizações internacionais. Localizado na entrada da Blue Zone, o espaço reúne estandes onde são realizados debates, mesas temáticas e apresentações de projetos ligados à agenda climática.

Ali não atuam os negociadores formais dos países, mas sim observadores, representantes técnicos e instituições parceiras. Além dos governos, também estão presentes organizações como a ONU e a OTCA.

Esses pavilhões funcionam como vitrines para que cada país apresente suas estratégias, soluções e iniciativas, servindo de palco para painéis, encontros bilaterais e atividades paralelas relacionadas às negociações climáticas.

Fonte: G1 e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/11/2025/07:44:51

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Após cobranças e ação do MPF, governo do Pará regulamenta política estadual para migrantes

Foto: Freepik.com| Decreto publicado nesta quarta (19) define diretrizes de atendimento; medida ocorre semanas após MPF destacar urgência em razão da COP30

Duas mãos seguram recortes de papel coloridos em forma de pessoas em círculo ao redor de um pequeno globo terrestre

Após mais de um ano de cobranças intensas por parte do Ministério Público Federal (MPF), órgãos do sistema de Justiça e coletivos sociais, o governo do Pará publicou, na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (19), o decreto que regulamenta a política estadual para a população migrante. O Decreto nº 5.045/2025 formaliza a Política Estadual para Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas e institui o Conselho Estadual voltado a esse público.

A medida ocorre semanas após o MPF apresentar uma ação judicial contra o estado, a União e o município de Belém, apontando “inércia administrativa” e cobrando urgência na estruturação de políticas de acolhimento diante da proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre na capital paraense de 10 a 21 de novembro.

Histórico de cobranças e judicialização – A Lei Estadual nº 9.662, que instituiu a política para migrantes, foi publicada originalmente em julho de 2022, mas permaneceu sem regulamentação por mais de três anos, o que impedia sua aplicação prática.

A mobilização pela regulamentação intensificou-se em junho de 2024, quando o MPF, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Defensoria Pública da União (DPU), a Defensoria Pública do Estado (DPE-PA) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) reuniram-se para cobrar prioridade do governo estadual.

Em dezembro de 2024, o MPF promoveu uma audiência pública para escutar a população migrante e discutir o tema. Na ocasião, representantes do governo estadual não compareceram. No Dia Internacional dos Migrantes daquele ano (18 de dezembro), a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no Pará expediu recomendação dando prazo de 60 dias para a regularização do Conselho Estadual.

Diante da ausência de resultados, em 5 de outubro de 2025, o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Sadi Machado, ajuizou uma ação com pedido de decisão urgente (liminar), pedindo à Justiça Federal, além da regulamentação imediata, a condenação do estado ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo. A ação destacava a necessidade de reativação de serviços essenciais e enfrentamento ao tráfico de pessoas, citando a estimativa de fluxo de mais de 50 mil pessoas em Belém durante a COP30.

No final de outubro, a Justiça Federal realizou uma audiência de conciliação. A pedido do MPF, houve a participação de organizações e coletivos sociais de defesa dos migrantes. A Justiça estabeleceu prazo para que os entes públicos prestassem informações objetivas sobre as medidas tomadas.

O que diz o decreto – Assinado pelo governador do estado, Helder Barbalho, o decreto define os procedimentos para a implementação da política no âmbito do Poder Executivo. Entre os pontos principais, destaca-se a criação efetiva do Conselho Estadual de Migrantes, Solicitantes de Refúgio, Refugiados e Apátridas.

O Conselho será um órgão colegiado, deliberativo e paritário, vinculado à Secretaria de Estado de Justiça (Seju). Ele será composto por 22 membros titulares: 11 representantes do Poder Público Estadual (incluindo pastas de Justiça, Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, entre outras) e 11 representantes da sociedade civil (coletivos, associações de migrantes ou de apoio a essa população).

Além disso, organismos internacionais como Acnur, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e órgãos como MPF, DPU e DPE terão assento reservado como observadores.

O decreto também estabelece diretrizes específicas para diversas áreas:

• Documentação: órgãos estaduais devem aceitar documentos oficiais do país de origem ou protocolos de solicitação de refúgio para identificação e acesso a serviços públicos.

• Educação: a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) deverá facilitar a matrícula de crianças e jovens, flexibilizando exigências documentais e promovendo avaliação para nivelamento escolar.

• Saúde: a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) deve assegurar acesso ao SUS independentemente da situação migratória, respeitando especificidades culturais.

• Atendimento Especializado: o texto prevê a manutenção e supervisão do “Espaço do Refugiado e do Migrante” pela Seju, focado em regularização documental, orientação e encaminhamento para cursos e emprego.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará  e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/11/2025/16:01:31

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nuncia nova sede da Secretaria de Povos Indígenas Helder Barbalho reforça protagonismo indígena e adurante visita à Aldeia COP30

Foto Reprodução| A Aldeia COP30, organizada pelo Governo Federal com apoio do Governo do Pará, se consolidou como um dos principais espaços de diálogo da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém.

Durante visita ao local, o governador Helder Barbalho destacou que sediar o evento na Amazônia marca um novo ciclo para o Brasil, ao garantir protagonismo às populações que vivem e protegem a floresta.

“Estamos vivendo história. Haverá um momento antes da COP30 e um momento depois da COP30”, afirmou o governador, ressaltando que a realização da conferência no Pará superou resistências e discursos preconceituosos que buscavam afastar a COP da Amazônia.

Fortalecimento institucional e protagonismo indígena
A secretária de Estado dos Povos Indígenas, Puyr Tembé, reforçou a importância da articulação entre o Governo do Pará, o Governo Federal e as organizações indígenas para consolidar o espaço.

“A Aldeia COP30 é um território construído a muitas mãos. Aqui, cada povo foi ouvido, cada liderança foi respeitada. Ter esse espaço reconhecido dentro da COP mostra que o Pará está abrindo portas e garantindo que os povos indígenas sejam protagonistas, não visitantes da agenda climática”, destacou.

Ela também agradeceu o apoio do governo estadual no processo de homologação de territórios e na ampliação da estrutura voltada às políticas indigenistas.

Representando a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, o secretário-executivo do Ministério, Eloy Terena, pontuou o esforço conjunto para assegurar a presença de representantes de todos os biomas na conferência.

Movimento indígena entrega carta de prioridades ao governo
Durante a programação, o governador recebeu de Ronaldo Amanayé, representante da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa), uma carta com prioridades estruturantes definidas pelo movimento indígena.

Helder Barbalho afirmou que as demandas serão tratadas como pauta estratégica da gestão. “Temos reivindicações pontuais e estruturantes. O papel do Governo do Pará é transformar isso em política pública, com prazos, caminhos e respostas claras”, afirmou.

“Quando a COP acabar, a chave será entregue para a secretária Puyr Tembé. Aquilo será a casa dos povos indígenas do Pará. Quem manda lá são vocês”, declarou o governador, sob aplausos.

Bioeconomia, mercado de carbono e educação indígena
Durante a visita, Helder Barbalho conectou o debate sobre os direitos dos povos indígenas aos temas centrais da COP30, como bioeconomia e mercado de carbono. Para ele, o desenvolvimento sustentável da Amazônia depende da inclusão direta das comunidades tradicionais.

“A ancestralidade precisa ser remunerada. O conhecimento vem das comunidades tradicionais, e isso deve ser reconhecido. Floresta viva tem que valer mais do que floresta morta — e quem protege a floresta precisa ser beneficiado”, reforçou.

O governador também destacou a importância da aprovação, pela Assembleia Legislativa, da Política Estadual de Educação Indígena, construída a partir de escutas regionais realizadas pelo Governo do Pará.

Pará reafirma liderança ambiental e indigenista
Ao concluir a visita, Helder afirmou que a COP sediada em Belém consolida o Pará como referência internacional na construção de políticas ambientais conectadas às realidades amazônicas.

Fonte: Agência Pará e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/11/2025/15:39:34

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Mulheres assumem protagonismo na COP30 com destaque no enfrentamento da crise climática

Foto Reprodução| No Dia de Gênero da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), o evento “Mulheres: vozes que guiam o futuro” reuniu na manhã desta quarta-feira (19), lideranças nacionais e internacionais para reafirmar o papel decisivo das mulheres na ação climática global. Em um auditório lotado na Blue Zone, a primeira-dama Janja Lula da Silva, enviada especial para mulheres na COP30, abriu o encontro com um chamado contundente: “Não existe política climática efetiva sem a presença, o conhecimento e a liderança das mulheres.”
A fala marcou o tom do evento, que apresentou resultados concretos de iniciativas lideradas por mulheres no Brasil e no mundo, abordou desafios estruturais e destacou caminhos para consolidar a perspectiva de gênero no centro das decisões climáticas.
Janja dividiu com o público a experiência de ter percorrido os seis biomas brasileiros — Amazônia, Caatinga, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa — em uma série de escutas com mulheres de territórios tradicionais e comunidades vulneráveis. Agricultoras familiares, quilombolas, indígenas, ribeirinhas, pesquisadoras e gestoras relataram os impactos cotidianos da crise climática e apresentaram soluções já em curso em suas comunidades.
“Mesmo convivendo com perdas, com escassez e desigualdades, essas mulheres seguem criando soluções para proteger a vida e garantir direitos”, destacou. Para a primeira-dama, o Brasil demonstra ao mundo que gênero não pode ser um “anexo das decisões”, mas precisa estruturar toda a ação climática de forma transversal, interseccional e integrada.

“Balanço ético global”

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reforçou a importância do trabalho liderado por Janja e conectou as escutas nos biomas ao Balanço Ético Global — uma iniciativa inédita liderada pelo presidente Lula e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
Segundo Marina, essa abordagem ética busca responder questões fundamentais: “É ético comprometer-se com algo e não cumprir? Por que, mesmo com evidências científicas alarmantes, não fazemos o necessário para enfrentar a emergência climática?”
A ministra detalhou que o balanço envolveu consultas em todos os continentes, mobilizando mulheres, jovens, empresários, trabalhadores, líderes religiosos e povos indígenas. Os resultados, entregues à ONU, apontam que grande parte das soluções técnicas já existe — falta direcionar recursos financeiros, tecnológicos e humanos para combater simultaneamente pobreza, desigualdades, perda de biodiversidade e a crise climática.
Ao elogiar o trabalho das mulheres nos biomas, Marina destacou que essas experiências configuram um “balanço ético autogestionado”, que agora fará parte da plataforma global.
“A contribuição das mulheres é essencial para um novo padrão civilizatório”, afirmou. “As mulheres sabem compartilhar autoria, realização e reconhecimento. O mundo precisa desse conhecimento compartilhado.”

Mais mulheres nas decisões

A enviada especial da COP30 para a América Latina e ex-secretária-executiva da UNFCCC, Patrícia Espinosa, reforçou a urgência de colocar as mulheres no centro das decisões. Ela lembrou que, apesar de décadas de resoluções sobre gênero no regime climático internacional, mulheres ainda são sub-representadas. “Em 2019, apenas 35% das pessoas nas delegações eram mulheres. Isso não é aceitável”, disse ela.
Patrícia ressaltou que as negociações climáticas refletem as desigualdades do mundo real — desigualdades que hoje vêm sofrendo retrocessos significativos. Ela apontou a necessidade de apoio a projetos liderados por mulheres e de fortalecer iniciativas comunitárias financiadas por mecanismos como o Adaptation Fund.
“Estamos avançando, mas é preciso acelerar. O exemplo brasileiro, com a liderança de Janja e o fortalecimento institucional do tema, é inspirador”, concluiu.

“Gap de Belém”

A embaixadora Vanessa Dolce, alta representante para temas de gênero do Itamaraty, destacou que esta COP marca a transição do discurso para a implementação — o que o presidente Lula vem chamando de “COP da verdade”.
Ela defendeu que o plano de ação de gênero da UNFCCC, conhecido como Gender Action Plan, passe a ser chamado de “Gap de Belém”, simbolizando o avanço que o Brasil busca consolidar nesta conferência.
Vanessa também ressaltou que gênero não pode ficar isolado como um item de nicho nas negociações: “Enquanto o gênero ficar restrito a uma sala, a ação climática não será transformadora”, opinou.
A diplomata defendeu o aprofundamento de dados desagregados para medir desigualdades de maneira mais precisa e destacou um déficit importante: a falta de reconhecimento da contribuição de meninas e mulheres afrodescendentes no regime climático — um ponto que o Brasil está trabalhando para incluir.
Ela lembrou ainda duas declarações inéditas lançadas pelo governo:
•Declaração dos Líderes sobre Racismo Ambiental
•Declaração sobre Fome, Pobreza e Ação Climática
Ambas colocam desigualdades no centro da agenda climática — algo essencial, afirmou a diplomata.

Mulheres africanas restauram florestas

A ativista camaronense Cecile Ndjebet, referência global em silvicultura social, reforçou que os desafios enfrentados por mulheres brasileiras são semelhantes aos vividos pelas africanas: falta de acesso à terra, poucos recursos, restrições legais e ausência de confiança institucional.
Ela ressaltou que, apesar disso, as mulheres lideram os esforços de restauração e proteção florestal: “Em dois anos, mulheres restauraram 2 mil hectares de florestas e manguezais e produziram 1 milhão de mudas. Elas fazem, mas não recebem os recursos.”
Cecile fez um apelo direto aos países e financiadores internacionais para garantir acesso direto aos recursos climáticos para mulheres rurais e comunidades tradicionais, sem intermediários.

Um encontro que aponta para o futuro

O evento “Mulheres: vozes que guiam o futuro” consolidou-se como um dos momentos mais marcantes da COP30. Em meio a negociações complexas, as falas reforçaram que a saída para a crise climática passa necessariamente pela liderança feminina — nos territórios, na diplomacia, na ciência e na política.
O Brasil, anfitrião da conferência, apresentou ao mundo uma agenda que une justiça climática, igualdade de gênero e combate às desigualdades sociais e raciais. A mensagem final, ecoada por todas as lideranças presentes, foi clara: sem as mulheres, não haverá futuro possível para o planeta.

Fonte: Portal Debate e  Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/11/2025/14:29:06

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