Cueva joga, mas São Paulo só empata com o Botafogo no Pacaembu

Fonte: Gazeta Esportiva (foto: Sérgio Barzaghi/ Gazeta Esportiva) – Não adiantou ‘perdoar’ Cueva. Mesmo com o peruano em campo no segundo tempo, o São Paulo não passou de um empate sem gols contra o Botafogo nesse domingo e chegou ao quatro jogo seguido sem vitória. Com Hernanes suspenso, faltou criatividade ao time de Dorival Júnior, que pouco criou com Lucas Fernandes e Shaylon na armação da equipe. Mesmo assim, Lucas Pratto ainda teve a bola do jogo, mas acabou carimbando a trave. Dessa forma, agora a duas rodadas do fim do Campeonato Brasileiro e com 46 pontos, o Tricolor já não corre mais risco de rebaixamento. Por outro lado, o Botafogo segue firme na briga por uma vaga na próxima Libertadores da América ao alcançar os 40 pontos mesmo com a fase ruim. Agora são três partidas sem saber o que é vencer.

Antes da bola rolar, surgiu uma notícia que mexeu com os torcedores são-paulinos. Cueva, que havia ‘sumido’ no sábado, chegou na Capital Paulista de madrugada, se apresentou e, depois de uma conversa com a comissão técnica e a diretoria tricolor, foi integrado ao grupo às pressas. Dorival, no entanto, manteve a formação inicial intacta e deixou o peruano no banco de reservas.

Sem seu camisa 10, o São Paulo iniciou o jogo desatento e por pouco não pagou caro por isso. Antes do primeiro minuto de jogo, Pimpão roubou a bola de Bruno Alves na meia-lua e exigiu a primeira intervenção de Sidão, que enfrentou seu ex-clube pela primeira vez.

A marcação alta atrapalhou os planos do time de Dorival Júnior, que até tentava distribuir o jogo sem o famoso bicão, mas encontrava muitas dificuldades e ainda deixava o torcedor aflito nas arquibancadas.

A primeira boa chegada dos mandantes foi um chute de fora da área de Shaylon. Gatito voou para espalmar. No mais, São Paulo e Botafogo fizeram um primeiro tempo digno da garoa fria que caia no Pacaembu.

Jair Ventura e Dorival Júnior preferiram não mexer no intervalo e o segundo tempo começou idêntico a etapa inicial. Novamente o São Paulo se viu em apuros nos primeiros segundos. Dessa vez Lindoso isolou de frente para o gol.

A torcida, então, não quis saber de castigo ao seu camisa 10. Certo ou errado por não ter se apresentado na data programada depois de ajudar a classificar sua seleção à Copa do Mundo, Cueva teve o nome gritado já aos 10 minutos. A má atuação de Lucas Fernandes contribuiu muito para a manifestação. E, aos 15, o técnico tricolor acatou o desejo da massa.

Com o armador em campo, o São Paulo melhorou, acelerou o jogo e só não abriu o placar porque Lucas Pratto não teve faro de gol. Livre de marcação, cara a cara com Gatito, o argentino recebeu passe de Edimar e carimbou a trave.

O desperdício da oportunidade de gol mais clara do jogo mexeu com o time são-paulino, que novamente caiu de rendimento e ainda levou alguns sustos com os contra-ataques do Glorioso. Quando precisou, principalmente depois de boa finalização de Pimpão de média distância, Sidão trabalhou bem.

Dorival ainda postou em Júnior Tavares e Gilberto nas vagas de Shaylon e Pratto, respectivamente, como cartadas finais. Jair respondeu com Marcos Vinicius no lugar de Léo Valencia, mas a verdade é que o jogo em si não engrenou mais. Menos mal para o Botafogo, que arrancou um ponto importante longe de seus domínios. Ao São Paulo, a luta para evitar um inédito rebaixamento já não preocupa mais, mas a vaga na Libertadores ficou  mais complicada de ser alcançada.

Com apenas mais seis pontos em disputa no Campeonato Brasileiro, o Tricolor terá pela frente o Coritiba no domingo, fora de casa, e o Bahia, dia 3, no retorno ao Morumbi. Já o Botafogo visitará o Palmeiras na próxima segunda e fechará sua campanha diante do Cruzeiro, no Rio de Janeiro.
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