Justiça Federal absolve Lula e Gilberto Carvalho em ação por corrupção passiva na Zelotes

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Justiça Federal absolve Lula por suspeita de receber propina para favorecer montadoras

Políticos e empresários eram réus por suposto favorecimento de montadoras em medida provisória, em troca de propina. Juiz diz que MP não reuniu indícios para fundamentar acusação.

O juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, decidiu nesta segunda-feira (21) absolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Gilberto Carvalho e outros cinco acusados em um processo por corrupção relacionado à operação Zelotes.

A acusação era de que Lula teria editado uma medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de recebimento de propina. De acordo com o Ministério Público, R$ 6 milhões teriam sido prometidos pelos empresários para financiar campanhas do PT.

A denúncia do MP foi aceita em 2017 e, desde então, os sete acusados eram réus no processo – os políticos, por corrupção passiva, e os empresários, por corrupção ativa. Além de Lula, foram absolvidos:

  Gilberto Carvalho (ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula)
    José Ricardo da Silva (ex-conselheiro do Conselho Administrativo da Receita Federal)
    Alexandre Paes dos Santos (lobista)
    Paulo Arantes Ferraz (ex-presidente da MMC – Mitsubishi)
    Mauro Marcondes Machado (empresário)
    Carlos Alberto de Oliveira Andrade (empresário do Grupo Caoa)

Saiba mais abaixo o que as defesas disseram.

Em depoimento no ano passado, o ex-presidente Lula havia negado a existência de favorecimento a montadoras na edição da medida provisória 471, de 2009. Veja no vídeo abaixo:

Na decisão, o juiz da 10ª Vara Federal do DF afirma que o próprio MP apontou à Justiça a falta de provas para justificar uma condenação no caso.

De acordo com o Ministério Público, não há “robustos indícios de favorecimento privado” e nem evidências mínimas do suposto repasse de R$ 6 milhões para Lula ou Gilberto Carvalho.

Para o juiz Frederico Viana, a denúncia recebida em 2017 “carece de elementos, ainda que indiciários, que possam fundamentar, além de qualquer dúvida razoável, eventual juízo condenatório em desfavor dos réus”.

“Tomando por base tais conclusões, mostra-se prudente e razoável o pronunciamento de sentença absolutória antes mesmo da apresentação das alegações finais pelas defesas dos acusados, evitando-se maiores constrangimentos à legítima presunção de inocência destes e promovendo o encerramento de um pleito acusatório que, após longa e profunda instrução, mostrou-se carente de justa causa para fins condenatórios”, diz o magistrado.

Veja, no vídeo abaixo, reportagem de 2017 sobre o recebimento da denúncia pela Justiça Federal:

O que disseram as defesas

O advogado de Lula, Cristiano Zanin, divulgou a seguinte nota: “A sentença proferida hoje para absolver o ex-presidente Lula reforça que o ex-presidente foi vítima de uma série de acusações infundadas e com motivação política, em clara prática de lawfare, tal como sempre sustentamos. Em todos os casos julgados até o momento Lula foi absolvido — inclusive no caso que imputava ao ex-presidente a participação em uma organização criminosa (Caso do “quadrilhão”) — ou as acusações foram sumariamente arquivadas, o que somente não ocorreu em 02 (dois) casos que foram conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro e que foram recentemente anulados pelo Supremo Tribunal Federal em virtude da incompetência e da parcialidade do ex-magistrado. Lula jamais cometeu qualquer crime antes, durante ou depois de exercer o cargo de Presidente da República.”

Os advogados Pierpaolo Cruz Bottini, Leandro Racca e Stephanie Guimarães, que defenderam Gilberto Carvalho na ação, afirmaram em nota que “a decisão chancela o que a defesa sempre sustentou: não existiu qualquer ato ilícito na conduta de Gilberto Carvalho, que sempre agiu na mais estrita legalidade e na proteção do interesse público”.

Daniel Gerber, advogado de Alexandre Paes dos Santos, declarou: “Era a decisão aguardada por representar o mínimo de justiça para o caso inconcreto.”

Por Márcio Falcão e Mateus Rodrigues, G1 — Brasília

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