‘Corremos o maior risco que o planeta já enfrentou desde que existimos como civilização’, diz Carlos Nobre

O cientista Carlos Nobre — Foto: Gabriel Reis/Valor

Um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, Carlos Nobre alerta que a humanidade vive uma corrida contra o tempo contra o aumento da temperatura global

Um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, Carlos Nobre dedica-se há décadas ao estudo da Amazônia e das mudanças climáticas. Pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, ele foi o primeiro a alertar para o risco de a Floresta Amazônica se tornar uma savana. Nesta entrevista, Nobre alerta que a humanidade vive uma corrida contra o tempo: com a temperatura global já tendo ultrapassado 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o cientista traça cenários sombrios — e aponta a bioeconomia como um camininho que pode salvar a Amazônia e o planeta.

O senhor afirma que a humanidade vive o maior desafio de sua história. Em que se constitui o desafio?

Nós corremos o maior risco que o planeta já enfrentou desde que existimos como civilização. Por quase dois anos, a temperatura passou de 1,5°C acima do período pré-industrial. A última vez que houve uma crise climática desse nível foi no último período interglacial, há 120 mil a 130 mil anos. Só existiam alguns milhões de humanos então, na África equatorial. Era um fenômeno natural.

Agora esse aquecimento é totalmente responsabilidade nossa. Jogamos gases de efeito estufa na atmosfera com a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agropecuária, a indústria, resíduos. É o Antropoceno.

Por que esse aumento é tão perigoso?

O máximo que reduziremos até 2030 nas emissões de gases do efeito estufa será 3%. Se fizermos isso e só zerarmos as emissões em 2050, vamos passar de 2°. Nesse nível, ondas de calor, chuvas excessivas, secas, incêndios florestais — acontecerão com mais frequência.

Estamos próximos do ponto de não retorno da Amazônia?

Muito próximos. Em 40 a 45 anos, a estação seca já se prolongou em quatro a cinco semanas. Se continuar assim, em duas ou três décadas, teremos seis meses de estação seca. Não se mantém floresta nessas condições. Na década de 1990, a Amazônia removia até 1,5 bilhão de toneladas de gás carbônico por ano. Agora está na faixa de 200 a 300 milhões de toneladas. Antes, tínhamos uma seca severa a cada 20 anos. Agora tivemos quatro secas super severas: 2005, 2010, 2015-2016 e a maior seca da história da Amazônia em 2023-2024. No ano passado tivemos recorde de fogo na floresta. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram que mais de 85% dos incêndios foram causados por humanos. Como o desmatamento caiu muito — mais de 50% de redução em 2023 e 2024 — agora o crime organizado está usando o fogo para desmatar.

Quais seriam as maiores oportunidades de transformação no Brasil?

O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo. De 18% a 20% de todas as espécies conhecidas estão nos biomas brasileiros. Mas só 0,4% do PIB brasileiro vem de produtos da biodiversidade amazônica. A grande oportunidade do Brasil é uma nova bioeconomia da sociobiodiversidade. Valorizar nossa biodiversidade, manter nossos biomas, usar modernas tecnologias. Temos condição de restaurar a Amazônia, o Cerrado.

Não basta manter o que temos, precisa restaurar?

Restaurar! O governo brasileiro lançou na COP28 o Arco da Restauração: restaurar 240 mil km² de todo o sul da Amazônia. Doações para comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas. Empréstimo de 1% de juros ao ano para o setor privado fazer grande restauração. Hoje, restaurando a floresta, você ganha muito mais que pecuária ou soja, pelo valor do mercado de carbono.

Por que é tão difícil aplicar essas questões na prática?

Globalmente, o setor econômico mais negacionista sobre mudança climática é o agronegócio. No Brasil também. Esse setor quer continuar escondendo. Ele não quer admitir que, se continuar assim, até ele vai ser muito prejudicado. Se passar dos pontos de não retorno, o Brasil vai deixar de ser um grande produtor agrícola. Mais de 50% do Cerrado vai virar Caatinga, com produtividade baixa. Metade da Caatinga vira semideserto. A Amazônia vai ficar uma savana super degradada. Precisamos convencê-los que o risco climático é muito grande para eles.

O que esperar da COP30?

No G20 no Rio, o presidente Lula brilhantemente disse que todos os países têm que chegar a emissões líquidas zero até 2040, não mais 2045. Que a COP30 seja onde se fale: vamos zerar as emissões em 2040. O embaixador André Corrêa do Lago está trazendo o desafio de conseguir o Fundo Verde Clima de US$ 1,3 trilhão. Esse é um desafio global. E convencer a China, que é o maior emissor hoje, a liderar essa busca. China, Brasil, Índia, Rússia, países europeus têm que acelerar.

Teria algum motivo para otimismo?

Vejo otimismo porque os jovens do mundo inteiro estão muito preocupados. Eu, vivendo 85-90 anos num país tropical, vou experimentar 15-20 ondas de calor. Um bebê que nasce agora, se a temperatura passar de 2°C, vivendo 90 anos, vai experimentar 60-80 ondas de calor.

Se atingirmos 2,5°C até 2050, explodiremos vários pontos de não retorno. Acelera o descongelamento do permafrost (solo congelado) da Sibéria, norte do Canadá, Alasca. Até 2100, vamos jogar mais de 200 bilhões de toneladas do permafrost – principalmente metano. Só a Amazônia e o permafrost vão para 500 bilhões de toneladas. Impossível baixar a temperatura depois. Podemos chegar a 3-4ºC em 2100, o que torna toda a região equatorial inabitável. O Rio de Janeiro fica inabitável por 120-150 dias ao ano. Se chegamos a 3-4°C em 2100, começamos a liberar metano do fundo dos oceanos. Se isso acontecer, chegamos a 8-10°C em 2150. Só o Polo Norte, Polo Sul e topo dos Alpes, Andes e Himalaias serão habitáveis.

Tivemos seis extinções em massa de espécies. Todas foram fenômenos naturais. Essa seria a primeira extinção em massa causada por uma espécie.

 

Fonte: André Duchiade  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 28/07/2025/15:20:48

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Na Amazônia, o São João é perfumado: conheça a tradição do banho de cheiro que atrai amor, sorte e prosperidade

Banho de Cheiro é tradição no São João em Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução

Entre rezas e essências da floresta, paraenses celebram o santo junino com cheiros que prometem abrir caminhos.

No dia 24 de junho, quando São João é celebrado em todo o Brasil como o santo dos pedidos amorosos e casamentos prometidos, a Amazônia resgata uma tradição que perfuma o corpo e fortalece o espírito. Em Belém do Pará, a festa junina também passa pela pele — com o banho de cheiro, ritual ancestral feito com ervas da floresta e sabedoria popular.

Banho de Cheiro é tradição no São João em Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução
Banho de Cheiro é tradição no São João em Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução

A prática, que atravessa gerações e carrega influências indígenas, caboclas e africanas, ganha força nesta época do ano e se espalha especialmente pelo Ver-o-Peso, a maior feira a céu aberto da América Latina e símbolo vivo da cultura paraense. Entre aromas de ervas frescas e essências naturais, as barracas se enchem de fregueses em busca de sorte, proteção, limpeza espiritual — e, claro, amor.

Enquanto o casamento simbólico é destaque em outras festas juninas, na Amazônia os pedidos vão além. São mais de 50 tipos de banhos, com nomes como abre-caminho, atrai-amor, chega-te-a-mim, sai-azar e dinheiro no bolso. Cada um preparado com um mix específico de folhas, raízes e intenções.

“Cada planta tem uma força. E quem prepara o banho com fé, sabe que ele limpa a alma, protege e atrai coisa boa”, explica dona Beth Cheirosinha, erveira que há mais de 50 anos mantém a tradição no Ver-o-Peso.

Cheiro, fé e floresta

O banho de cheiro é montado com ingredientes como arruda, manjericão, alecrim, jasmim, patchouli, alfazema e a típica priprioca — uma raiz amazônica de perfume terroso e poderoso. As misturas são feitas com água morna ou álcool de cereais, às vezes com toques florais ou cítricos, e acompanhadas de instruções precisas: o melhor horário do dia, a oração ideal, a forma de aplicar.

A movimentação nas barracas aumenta na véspera e no dia de São João. Em poucos minutos, a feira se transforma num grande corredor de aromas. Famílias inteiras compram seus banhos já preparados ou levam as ervas para fazer em casa, seguindo as receitas ensinadas por mães, avós e vizinhas.

“Tem banho pra atrair cliente, pra tirar cansaço, pra acalmar criança. É a floresta ensinando como viver melhor”, comenta uma das erveiras, entre um maço de folhas verdes e garrafas de essência artesanal.

Banho de Cheiro é tradição no São João em Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução
Banho de Cheiro é tradição no São João em Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução

Tradição viva, identidade forte

O banho de cheiro é mais que um costume: é um símbolo de identidade, resistência e fé. Ele carrega o saber das mulheres que aprenderam a reconhecer o poder de cada folha, e traduz o modo como a cultura amazônica se relaciona com a natureza — não como cenário, mas como fonte de cura, proteção e renovação.

Alguidá, espécie de bacia de barro, com o banho antes de ser engarrafado: folhas, paus, cipós e essêsncias diversas compõem a mistura. — Foto: G1
Alguidá, espécie de bacia de barro, com o banho antes de ser engarrafado: folhas, paus, cipós e essêsncias diversas compõem a mistura. — Foto: G1

Além do São João, o banho é também ritual comum em datas como o Círio de Nazaré e a virada do ano, ou em momentos pessoais de recomeço. Mas no 24 de junho, ele ganha um brilho especial. É o dia em que o santo casamenteiro encontra as rezas da floresta. É quando tradição e perfume se unem para celebrar o que há de mais profundo: o desejo de viver bem.

 

Fonte:g1 Pará — Belém e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/06/2025/07:00:29

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Fóssil de tartaruga gigante de 13 milhões de anos é descoberto na Amazônia; veja fotos

Pesquisadores encontram fóssil raro de tartaruga gigante na Amazônia. (Arquivo do Laboratório de Paleontologia da Ufac)

O animal, da espécie Stupendemys geographicus, foi localizado às margens do Rio Acre e será levado para estudo na Universidade Federal do Acre (Ufac).

Pesquisadores descobriram um fóssil raro e bem preservado de uma tartaruga gigante que habitou a região amazônica há cerca de 13 milhões de anos. O achado ocorreu às margens do Rio Acre, na comunidade de Boca dos Patos, localizada no município de Assis Brasil, interior do Acre, próximo à divisa com o Peru.

A espécie identificada é a Stupendemys geographicus, uma tartaruga pré-histórica considerada uma das maiores que já existiu. O animal viveu durante o período Mioceno, que compreende uma era geológica entre 23 milhões e 5,3 milhões de anos atrás. O fóssil foi encontrado como parte das ações da Iniciativa Amazônia+10, que reúne pesquisadores voltados à paleontologia e história natural da região.

De acordo com os cientistas, a espécie provavelmente habitou áreas do que hoje corresponde ao norte da América do Sul, entre 13 e 7 milhões de anos atrás. O fóssil está em boas condições de preservação e deverá ser levado para análise detalhada na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

Pesquisadores encontram fóssil raro de tartaruga gigante na Amazônia. (Arquivo Pessoal/Professor Edson Guilherme)
Pesquisadores encontram fóssil raro de tartaruga gigante na Amazônia. (Arquivo Pessoal/Professor Edson Guilherme)

Atualmente, o material está em um acampamento montado próximo ao local da descoberta. O transporte até a capital acreana tem enfrentado dificuldades logísticas. O trajeto entre a área urbana e o ponto de escavação pode durar até cinco horas, com trechos realizados de barco e carro. Uma tentativa de remoção com caminhonete no último fim de semana não teve sucesso devido ao tamanho e peso do fóssil. A equipe agora aguarda um caminhão da universidade para efetuar o transporte.

Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/06/2025/08:05:04

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COP30: com redução de 55% no desmatamento, Pará leva resultado inédito

(Foto: Reprodução) – Dados do INPE confirmam a maior queda proporcional da década na Amazônia Legal

O Pará reduziu em 55% a área desmatada entre 2021 e 2024, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) — de 5.238 km² para 2.362 km².

Trata-se da maior queda em área dos últimos anos na Amazônia Legal, resultado de uma estratégia combinada de repressão a crimes ambientais, tecnologia de monitoramento e políticas públicas que estimulam a mudança de uso dos recursos do solo e da floresta.

A curva de desaceleração se manteve firme em 2024, com uma queda de 28,4% na taxa anual de desmatamento.

O estado também reduziu a participação nos alertas da Amazônia Legal: de 31% (2024) para 17% (2025), o menor índice em anos recentes (no acumulado entre agosto a maio, ano Prodes 2025: 38% e 29%).

“Essa redução não é retórica. É resultado de uma presença constante do Estado onde antes só havia omissão. Estamos mostrando que é possível proteger a floresta e gerar desenvolvimento sustentável com base em resultados”, afirma o governador Helder Barbalho.
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Monitoramento, fiscalização e políticas públicas conectadas

Os números são sustentados por iniciativas articuladas no Plano Estadual Amazônia Agora, que reúne programas como o Plano de Bioeconomia (PlanBio), o sistema jurisdicional de REDD+, Regulariza Pará, o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, a política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), entre outros.

Esse pacote de ações conecta comando e controle ambiental com alternativas econômicas viáveis para os territórios mais pressionados pelo avanço da destruição, reforçando a lógica de valorização da floresta viva.

Curupira: repressão em campo com presença permanente

A Operação Curupira é uma das âncoras da estratégia paraense no enfrentamento ao desmatamento.

Com bases fixas em São Félix do Xingu, Novo Progresso e Uruará — regiões historicamente marcadas pela pressão ambiental —, a operação atua de forma integrada com as forças de segurança pública e promove ações contínuas de fiscalização e repressão a ilícitos.

“A implementação da Operação Curupira representou uma inflexão estratégica no enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia, com a intensificação das ações de fiscalização em áreas classificadas como prioritárias devido à elevada pressão por desmatamento”, destaca o secretário de Meio Ambiente, Raul Protázio.

“Os resultados já indicam uma tendência de redução consistente nos índices de desmatamento nessas regiões. Paralelamente, o governo do Estado tem avançado na execução de um conjunto integrado de políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos florestais e do solo, promovendo alternativas produtivas viáveis que conciliam desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, complementa.

A presença fixa do Estado também provocou queda nos índices de criminalidade nos municípios monitorados.

“Há uma correlação direta entre destruição ambiental e violência. Ao combater o desmatamento, protegemos também a vida das pessoas”, reforça o secretário de Segurança Pública, Ualame Machado.

Combate às queimadas

Para a prevenção e o enfrentamento às queimadas, o Pará lançou no Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano o programa estadual “Pará sem Fogo”, uma iniciativa inédita, que amplia a estratégia do Estado a partir de medidas prioritárias.

A partir dos monitoramentos de cenários, a Semas identificou que as florestas estão cada vez mais inflamáveis e criou novas estratégias de atuação.

“Faremos um zoneamento para identificação das áreas prioritárias e, a partir disso, a definição das regiões onde concentraremos a nossa atuação”, explica o secretário.

“Vamos formar também uma estrutura de brigadistas para que façam o combate no local, de forma mais rápida e eficiente, além de garantir todo o equipamento necessário para o combate às queimadas e incêndios florestais, em parceria com o setor privado e com uma rede de órgãos estaduais”, acrescenta.

 

Fonte Metropoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/06/2025/14:11:45

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Primo de Chico Mendes e de Marina Silva são atacados após operação do ICMBio

Gado sendo detido na Operação Suçuarana, feita pelo ICMBio, na Resex Chico Mendes, no Acre. (Foto: Divulgação/ ICMBio)

Órgão está retirando gado ilegal de áreas da Reserva Extrativista Chico Mendes, a 5ª Unidade de Conservação mais desmatada da Amazônia

Desde 5 de junho, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deflagrou a Operação Suçuarana, que apreende gado ilegal na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre.

A atuação do órgão gerou manifestações contra o instituto, além de ataques à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ao seringueiro Raimundo Mendes de Barros, conhecido como “Raimundão”, e a Júlio Barbosa, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

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A operação ocorre em propriedades que atuam de forma irregular e têm histórico de desmatamento, incluindo uma área conhecida como Maloca, no sul da Resex. Até esta sexta-feira (13), dois fazendeiros já haviam sido alvo: Josenildo de Souza e Gutierrez Rodrigues. Mais de 300 cabeças de gado foram apreendidas.

“Essa ação visa atingir alvos muito específicos, onde já houve ações reiteradas de notificação para retirada de invasores, de ocupantes irregulares, de retirada de gado. Então, ela tem um caráter educativo. De forma contínua, o ICMBio vem identificando áreas com infrações ambientais, cujos pedidos de retirada de gado não têm sido atendidos”, disse a gerente regional do ICMBio, Carla Lessa.

Já houve ações reiteradas de notificação para retirada de invasores, de ocupantes irregulares, de retirada de gado. Então, ela tem um caráter educativo. De forma contínua, o ICMBio vem identificando áreas com infrações ambientais, cujos pedidos de retirada de gado não têm sido atendidos.

As famílias dos dois fazendeiros vivem na Resex há mais de uma década e são conhecidas nas comunidades. Além da retirada do gado, a operação também determinou que Josenildo deixasse a fazenda, conforme decisão judicial recebida pelo ICMBio.

“Ele não é um beneficiário da Reserva Chico Mendes, ele é um invasor, invadiu a unidade e colocou o gado acima do permitido. Recebeu todo o trâmite administrativo. Ainda assim, um oficial de Justiça foi à casa dele, pediu para ele se retirar e ele ignorou. Dessa vez, veio a medida mais enérgica do Estado”, informou a assessoria de imprensa do órgão federal.

Já Gutierrez, de acordo com a assessoria do ICMBio, permanece na área porque ainda tem um recurso pendente no processo judicial.

Ataques nas redes sociais

Em vídeos publicados nas redes sociais, os fazendeiros aparecem lamentando e chorando a perda do patrimônio, além de pedirem que o ICMBio devolva os animais. As imagens geraram comoção popular e têm incentivado outros fazendeiros a disseminar discursos de ódio na internet.

Esses ataques miram o órgão ambiental e culpam defensores do meio ambiente no estado, como a ministra Marina Silva; Raimundão, defensor ambiental e primo de Chico Mendes; e Júlio Barbosa, presidente do CNS, seringueiro e ex-prefeito de Xapuri, município onde está situada a Resex.

Em um áudio que circula em grupos de WhatsApp, uma mulher não identificada faz ameaças ao seringueiro.

“Eles querem viver a vida deles de malandro, igual ao parente deles. Por isso que morreu o Chico Mendes. Porque a vida deles era curtir preguiça e perseguir a vida dos outros. Portanto, ele chegou até a pegar uma balada nos peitos, ou foi na cara, eu não sei porque não foi no meu tempo. Mas hoje, se ele fosse vivo, talvez a mesma coisa se repetisse, assim como está para se repetir com eles. Porque a vida deles é comprar fiado e não pagar. Por isso, eles não querem trabalhar e ainda perseguem quem trabalha. Pessoal fodido esse do Raimundão”, diz.

O vereador de Xapuri, Alcemir Teodózio (União), foi gravado enquanto conversava com policiais da Força Nacional que atuam na operação, acusando Raimundão de crimes ambientais.

“Não é punindo o Zé (Josenildo) que vai resolver o problema. Punir o Zé é simplesmente enxugar gelo. Então, vai lá no Raimundo, que tem uma serraria. Vamos lá no Júlio Barbosa, que tem uma fazenda na terra deles. Porque são eles que levam daqui pra lá essas questões. Porque são eles os líderes de Marina e Lula”, disse o vereador.

A reportagem também encontrou comentários nas redes sociais com ataques à ministra. “Isso é a Marina se vingando do povo do Acre”, “Esse é o legado de Marina, que criou esses institutos para atrasar o desenvolvimento”, entre outros comentários.

A ministra publicou um post nas redes sociais nesta quinta-feira(12), defendendo a operação. “Importante lembrar que as ações não se dirigem às comunidades extrativistas regulares, legalmente reconhecidas e comprometidas com o uso sustentável da floresta, mas sim a grileiros e criadores de gado irregulares, que vêm expandindo ilegalmente a pecuária na região, gerando desmatamento, degradação ambiental e conflitos sociais”.

A Resex Chico Mendes é a 5ª Unidade de Conservação mais desmatada da Amazônia, com 549 km² desmatados, considerando o período de 2008 a 2024, de acordo com dados do Programa de Monitoramento por Satélite do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste ano, o desmatamento chegou a 43,48 km² e supera em 25% o resultado de todo o ano de 2023, quando foram registrados 34,81 km².

‘Não tenho medo’

Em entrevista à InfoAmazonia, Raimundão disse que está de cabeça erguida e que não vai deixar de proteger o território. Ele informou que a família está preparando as provas das ameaças para registrar uma queixa-crime

A queixa-crime é a petição inicial que dá início a uma ação penal privada, proposta diretamente pela vítima ou seu representante legal. Ela é utilizada nos casos em que a lei exige a manifestação da vontade da vítima para que o processo penal seja iniciado. Deve conter a descrição dos fatos, a autoria e o pedido de condenação do acusado.

“Nós criamos as nossas regras para que a gente possa viver dentro da reserva sem devastar. Nós sabemos a importância que isso tem, não só para a sobrevivência, mas também para ajudar no ecossistema, que hoje está ameaçado. Essas populações novas, não todas, mas parte delas, vêm destruindo de várias maneiras, não só fazendo grande desmatamento, mas vendendo as propriedades para gente de fora. E, quando são abordados para não fazer isso, se irritam e acham que estão certos”, diz Raimundão.

Não é a primeira vez que Raimundão é vítima de ataques e ameaças. Na época em que seu primo, Chico Mendes, foi morto, ele já sofria ameaças de morte, estando na linha de frente da defesa da reserva.

“Quando há uma apreensão de animal ou de madeira, os multados ficam nos acusando de sermos nós que denunciamos, e isso e aquilo. Porque a gente, como protagonista dessa luta, permanece dentro da floresta. Eles ficam com raiva e ficam fazendo ameaças”, contou.

O presidente do CNS, Júlio Barbosa, também relatou que está sofrendo ataques nas redes sociais. O CNS estima que existam entre 200 e 300 famílias vivendo ilegalmente no território, com invasões intensificadas a partir de 2016.

“Para trazer a reserva para o ordenamento jurídico legal dela será necessário retirar toda essa gente. Você já imaginou? Nós temos uma situação grave. Nossa posição é de que precisamos defender a integridade física das nossas reservas e garantir o direito das populações tradicionais que, de fato, precisam da reserva para trabalhar”, disse.

Raimundão afirma que há muita teimosia por parte da população em sair. Eles se recusam a deixar o espaço. Esse é um dos motivos da comoção social que os dois fazendeiros estão causando. Existe o receio de que o mesmo aconteça com outros invasores. O ICMBio não revelou quantas outras pessoas devem ser alvo da operação.

Questionado se está com medo das ameaças, Raimundão nega: “se eu tivesse medo, já tinha cavado um buraco e me enterrado”.

Em entrevista à InfoAmazonia, Gutierrez chorou, disse que deseja se regularizar e afirmou que a criação de gado é sua única forma de sustento. Seu rebanho é de 150 cabeças. Ele vende os bezerros a atravessadores — pessoas que compram e depois revendem — e a frigoríficos.

“Ao longo desses anos todos, fomos botando esse roçado. A gente que mora no campo vive disso. Bota um roçado, bota um negócio e vai indo. Tem uma coleçãozinha de gado, entendeu? Porque a gente não sobrevive sozinho. Nós não temos mais castanha. Nós não temos mais borracha. Você não vê mais extrativismo”, diz.

Ele também pediu ajuda da ministra Marina Silva e deseja que a área da Maloca seja retirada da reserva, para ser destinada ao uso de quem já trabalha com gado.

“Estamos pedindo ajuda para a própria Marina vir aqui. Quero que eles [ICMBio] convoquem uma audiência pública, venham aqui, conheçam a realidade. Vejam se alguém vive de extrativismo aqui. Ninguém. Não tem uma pessoa que compre uma geladeira, uma bicicleta, que seja do extrativismo”, disse.

Na Resex, a criação de gado é permitida apenas para subsistência. De acordo com o ICMBio, a quantidade de 150 cabeças ultrapassa o limite permitido. Após a retirada desse rebanho, o órgão destinará os animais a governos e prefeituras para aproveitamento em programas de alimentação em escolas e centros sociais.

A reportagem também conversou com Renata Mayara de Souza, filha de Josenildo, que perdeu seu gado e foi retirado da fazenda. Ela diz que o pai comprou a área já desmatada e pediu tempo para rever as decisões.

“Pedimos a suspensão imediata dessas operações punitivas e que se abra um canal de diálogo entre as autoridades. Queremos soluções, não mais problemas. Acreditamos que o caminho é o diálogo, o respeito às famílias que vivem há décadas na reserva e a busca por uma regularização justa e participativa”, disse.

Eles negam participação em ataques a Raimundão e Júlio Barbosa.

 

Fonte: Gazeta Rondônia – Voz da Terra e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 16/06/2025/14:31:54

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11 municípios do PÁ e 16 estados vão receber brigadas temporárias para combater queimadas

Pará e mais 16 estados vão receber brigadas temporárias para combater queimadas  – (Foto>Reprodução)
Estado recebe reforço para evitar novo aumento de incêndios florestais como ocorreu em 2024

O Governo Federal autorizou o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) a contratar brigadas federais temporárias para atuar em 17 estados. Além do Pará, todos os estados da Amazônia Legal serão atendidos pela medida (Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins).

De acordo com a portaria, os municípios paraenses atendidos serão: Altamira, Belém, Santarém, Itaituba, Moju, Monte Alegre, São Geraldo do Araguaia, Pau D’Arco, Novo Progresso, Oriximiná e Placas.

A estrutura das brigadas depende  da realidade e a complexidade do combate aos incêndios nos municípios, variando de equipes com 15 a 29 brigadistas.

Em 2024, o Pará teve 56.070 focos de queimadas, o que representa uma alta de 34% em relação a 2023. Com isso, o estado liderou o ranking da degradação por meio do uso do fogo no país, com o equivale a 20,1% de todas as ocorrências de incêndios florestais.

Fonte:Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/05/2025/10:51:59

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Amazônia: alerta de desmatamento cresce e mobiliza governo

(Foto: Polícia Federal/MS)

Inpe identificou tendência de alta em abril; acumulado tem queda

Corumbá-MS 20/09/2024 Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (20/9) a Operação Prometeu para combater os crimes de incêndio, desmatamento, exploração ilegal de terras da União, entre outros, na região de Corumbá/MS. Foto Polícia Federal/MS

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou uma tendência de aumento do desmatamento na Amazônia, a partir dos alertas do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), disponível na plataforma TerraBrasilis. Segundo os dados apresentados nesta quinta-feira (8), o mês de abril teve aumento de 55% nos alertas de supressão florestal, na comparação com abril de 2024. Apesar do acumulado entre agosto do ano passado e abril desse ano apontar queda de 5% no desmatamento na Amazônia, o aumento registrado no último mês está mobilizando as autoridades do governo federal.

“Nós estamos identificando uma possível reversão na curva de queda do desmatamento. E o mês de abril chama atenção porque foi um aumento significativo em relação à série que vínhamos tendo. Então, [houve] uma reunião da comissão interministerial [de controle e combate ao desmatamento] para conhecer esses números em detalhe e convocar o conjunto dos órgãos para, nos próximos dias, temos aí cerca de duas semanas, segundo combinamos, para organizar e reajustar as medidas, identificando os principais focos onde isso ocorreu, onde estão concentrados, quais são os principais vetores e fazer os ajustes para manter o desmatamento em queda”, apontou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, em entrevista à imprensa. “O objetivo é chegar em 31 de julho com o desmatamento em queda em relação ao ano anterior”, acrescentou.

De acordo com o Inpe, a maior parte dos alertas de desmatamento recente ocorreram em áreas do Amazonas, Mato Grosso e Pará. Antes desse repique de alta, a queda no desmatamento, entre janeiro e abril deste ano, já vinha mostrando desaceleração, caindo apenas 1%. Já em relação ao acumulado dos últimos anos, na comparação entre 2024 e 2022, a queda do desmatamento chega a 45,7%. “O nosso compromisso é termos uma queda consistente e duradoura do desmatamento”, destacou a ministra Marina Silva, ao ressaltar o envolvimento de 19 ministérios na coordenação de esforços para monitorar o aumento do desmatamento pelas próximas semanas.

“A gente não quer esperar fechar a taxa anual com um pouquinho mais de desmatamento para poder reavaliar e ver o que que é preciso fazer no ano seguinte. Como a gente tem essa ferramenta, que nos permite identificar tendências, nós identificamos que estamos ainda com um saldo positivo, estabilizou nos últimos quatro meses teve um pequeno pico em abril. Pode ser apenas um pico que se reverte no mês seguinte, mas pode não ser”, observou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

Cerrado e Pantanal

No Cerrado, o Inpe também identificou aumento dos alertas de desmatamento em abril, e 26%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado de agosto do ano passado até abril deste ano, a situação é queda consistente, em torno de 25%. A taxa oficial de desmatamento do Cerrado no ano passado teve 25,7% de queda, a primeira queda em cinco anos.

Já no Pantanal, o Deter registrou queda de 77% nos alertas de desmatamento em abril, com nenhum foco de incêndio anotado.

Novos planos

Após a reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, a ministra Marina Silva também anunciou a aprovação dos planos de prevenção e controle dos desmatamentos da Mata Atlântica e do Pampa, que são os dois planos que faltavam. Os demais biomas do país já tem seus planos em vigor.

Sistema de alerta

Segundo técnicos do Inpe e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Deter faz um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura vegetal na Amazônia e no Cerrado. Esse levantamento é considerado o principal instrumento de fiscalização e controle do desmatamento e da degradação florestal, realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e demais órgãos ambientais.

Apesar disso, a plataforma não tem a finalidade de medir com precisão as áreas desmatadas, o que é feito pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), elaborado pelo Inpe anualmente, entre agosto de um ano a julho do ano seguinte, compreendendo os períodos de maior seca dos dois biomas monitorados.

 

Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 09/05/2025/17:36:32

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Pará estreia como expositor na maior feira de cruzeiros do mundo e projeta Santarém e Alter do Chão como destinos estratégicos da Amazônia

Foto: Divulgação | Em Miami, estado paraense  é representado por uma empresa portuária e leva atrativos amazônicos ao centro das discussões do setor do turismo náutico de luxo.

Pela primeira vez, o Pará participou como expositor na Seatrade Cruise Global, maior feira mundial da indústria de cruzeiros, realizada entre os dias 7 e 10 de abril, em Miami (EUA). A presença inédita foi protagonizada pela Concessionária Portuária Rio Tapajós, sediada em Santarém, que integrou a comitiva oficial da Embratur ao lado de representantes de grandes portos brasileiros e de órgãos de turismo estaduais.

No estande, o Pará apresentou ao mercado internacional os atrativos naturais e logísticos da região amazônica, com foco em dois destinos que vêm ganhando destaque mundial: Santarém e Alter do Chão. A beleza natural, a biodiversidade e o potencial turístico da região chamaram a atenção de armadores, operadores portuários e autoridades internacionais, levando ao centro do debate global as joias naturais da Amazônia brasileira.

“Participar da Seatrade é uma chance única de dialogar com os principais players do setor e mostrar que o Pará está pronto para receber mais escalas e investimentos. Levamos conosco os encantos de Alter do Chão, o potencial de Santarém e a força da Amazônia”, afirmou Carlos Alexandre, diretor administrativo da Rio Tapajós.

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A Rio Tapajós foi uma das representantes brasileiras ao lado dos portos de Santos (SP), Rio de Janeiro (Pier Mauá), Itajaí, e dos órgãos estaduais de turismo da Bahia e Amazonas. A participação incluiu reuniões técnicas com armadores internacionais e painéis sobre infraestrutura, sustentabilidade e novas rotas na América do Sul.

Entre os momentos mais aguardados da programação, esteve a visita técnica ao novo Terminal de Passageiros da MSC Cruises em Miami, considerado um dos mais modernos do mundo. O evento contou com a participação de representantes do Brasil, Chile, Uruguai e Argentina, além de gestores de destinos turísticos, operadores portuários e autoridades — entre eles, os representantes da Rio Tapajós.

Temporada 2025/2026: desafios e articulações

A temporada 2025/2026 enfrentará uma redução no número de cruzeiros navegando pela Amazônia, impactando diretamente destinos como Santarém e Alter do Chão. O principal fator é o elevado custo da praticagem na região, considerado um dos mais altos do mundo, o que torna as operações turísticas menos competitivas e afasta possíveis escalas de cruzeiros na região.

Além disso, a exigência de vistos para tripulantes estrangeiros, prevista para entrar em vigor em julho de 2025, pode impactar negativamente o setor. A medida, fundamentada no princípio da reciprocidade, requer que tripulantes de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália obtenham vistos para trabalhar em embarcações que operam no Brasil. Representantes do setor de cruzeiros expressam preocupações de que essa exigência possa desestimular as companhias a incluir portos brasileiros em seus roteiros, especialmente devido aos custos adicionais e à burocracia envolvida.

Apesar desses desafios, a Concessionária Rio Tapajós mantém um trabalho ativo de articulação com as principais operadoras internacionais. Como resultado, Santarém e Alter do Chão permanecem entre os destinos escolhidos por cruzeiros relevantes que farão escala na região. Já para a temporada 2026/2027, que se mostra ainda mais promissora, conseguimos antecipar a captação de novas embarcações e seguimos empenhados em consolidar o crescimento sustentável do turismo náutico na Amazônia”, destacou Carlos Alexandre.

A expectativa é de avanços significativos nas negociações para as próximas temporadas, que já prevê o retorno de grandes embarcações com mais de 3 mil passageiros a Santarém.

Temporada 2024/2025

A temporada 2024/2025 de cruzeiros já comprova o impacto positivo do setor na economia local. Santarém e Alter do Chão receberam 23 navios de cruzeiro, totalizando cerca de 17 mil turistas desembarcados. Com um gasto médio estimado em R$ 750 por visitante durante o dia de permanência, a movimentação gerou uma injeção direta de aproximadamente R$ 12,7 milhões na economia da região, beneficiando empreendedores locais dos setores de gastronomia, artesanato, transporte, guias turísticos e demais serviços relacionados à cadeia do turismo.

Futuro
A presença da concessionária no evento reforçou o protagonismo da região na agenda internacional do setor. A participação ocorre em um momento em que Santarém e Alter do Chão vêm ganhando destaque entre os destinos amazônicos mais procurados, sobretudo pela atuação da Rio Tapajós no fortalecimento da infraestrutura e na articulação com companhias internacionais.

Serviço: A Concessionária Portuária Rio Tapajós administra os terminais hidroviários de Santarém, Santana do Tapará, Alter do Chão e os píeres da orla de Santarém, por meio de contrato de concessão firmado com a Prefeitura Municipal.

Fonte: Comunicação Porto Rio Tapajós e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 11/04/2025/13:40:03

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COP30 -‘O elefante branco da Amazônia’

(| Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial) – Por:André Burger: ‘O elefante branco da Amazônia’

A COP 30 (Conferência das Partes) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) ainda não tem uma data definida, mas é esperado que ocorra em 2025.
O Pará é o estado oficial para sediar a COP 30.
# Importância da COP 30
A COP 30 será um evento crucial para discutir e acordar ações globais para mitigar as mudanças climáticas e adaptar-se aos seus efeitos.

Elefante Branco do Lula
Lula decidiu promover a COP30 em Belém, onde há os piores índices de saneamento básico do país — e, para isso, gastará cifras bilionárias
Naturalmente que várias obras de adequação estão previstas em Belém, pois irão maquiar as graves carências de infraestrutura da cidade para receber as esperadas 60 mil pessoas entre representantes da ONU e de diversos países durante os 11 dias do encontro.

Os governantes do Brasil têm o infeliz hábito de iniciar obras que não terminam, inaugurar obras inacabadas e inaugurar o que já não era mais novo. Tudo com muita pompa. O mais raro é concluírem os projetos. Podemos mencionar muitos deles. Dariam um livro volumoso sobre como desperdiçar o dinheiro do pagador de impostos. Foi assim, por exemplo, o Estádio do Maracanã. Idealizado em 1946, quando foi definido que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 1950, iniciadas as obras em 1948, inaugurado para a Copa, mas só foi concluído em 1965.

Nada muito diferente das obras para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Há uma linha do metrô em São Paulo que era para ficar pronta para essa Copa e, ainda hoje, 11 anos depois, não está operando. Muitas obras para atender esses grandes eventos estão inconclusas ou abandonadas. Existe uma página na internet dedicada as obras inacabadas da Copa de 2014 que merece uma visita. Juntam-se a essas obras as que, mesmo concluídas, em pouco tempo deixaram de ter uso, como a vila olímpica em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. O que parece menos importar aos governantes é o gasto público, o dinheiro que é usado para bancar essas obras, inacabadas ou não, que provavelmente não é o melhor investimento para os que pagam a conta no final. Por vezes, a soma desses arroubos de gasto dos governantes é tão elevada que seu pagamento ultrapassa gerações, como a construção de Brasília pelo perdulário Juscelino Kubitschek.

O elefante branco de Lula

Contudo, o governante da ocasião, Lula, não perde oportunidade de anunciar novos eventos com os quais fará mais gastos. Afinal, gasto é vida. Neste ano de 2025, acontecerá de novo e em grande monta, pois pequenos maus gastos acontecem todos os dias nos municípios, Estados e Federação. O Brasil sediará, em novembro, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). Será em Belém do Pará, por ser considerada a porta de entrada da Amazônia. Ora, saneamento básico é essencial para a preservação ambiental. Pois bem, o Estado de que Belém é capital tem um dos mais baixos índices de saneamento do país: apenas 45,5% da sua população tem acesso a água tratada e 7,7% a rede de esgotos. Dos seus 144 municípios, apenas 55 são atendidos pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). Para efeito de comparação, no Brasil, em média, 98,8% têm acesso à água tratada e 54,9% à rede de esgoto. A mazela do Pará não fica por aí: das 20 piores cidades para se viver no Brasil, oito delas se localizam no Estado. A situação não é muito melhor na capital, Belém, onde apenas 17% da população de 1,3 milhão de habitantes é atendida por esgoto. Os 83% restantes são jogados in natura no Rio Guamá e na Bacia do Uma, de onde segue para o oceano. A cidade também esteve na lista das 50 cidades com mais assassinatos no mundo: em 10º lugar em 2017 e 12º em 2018. Quanto melhorou?

Favela em Belem-Foto-Donatas-Dabravolskas-Shutterstock
Favela em Belem-Foto-Donatas-Dabravolskas-Shutterstock

Naturalmente que várias obras de adequação estão previstas em Belém, pois irão maquiar as graves carências de infraestrutura da cidade para receber as esperadas 60 mil pessoas entre representantes da ONU e de diversos países durante os 11 dias do encontro. Estimam-se gastos da ordem de R$ 6 bilhões para esses melhoramentos. Entre os usos desses recursos, estão a construção de dois hotéis, pois a cidade tem menos da metade dos leitos necessários para o evento, a construção de um parque, a dragagem de canais e melhoria de portos e ruas. Pontualmente, para trazer segurança a uma cidade conhecida pela violência, estimam-se gastos de R$ 31 milhões pela Polícia Federal e R$ 17 milhões pelo Ministério da Defesa.

Como em outras ocasiões, o discurso oficial é que o evento deixará um grande legado para a cidade. O que se viu de acontecimentos anteriores é que os gastos se realizam, mas o legado não, deixando elefantes brancos para os moradores e contas por pagar. Como em todos os eventos dessa magnitude, o uso dos recursos também tem aspectos pouco transparentes, como a contratação, sem licitação, da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) para planejar o evento, por R$ 478 milhões.
+ A COP30 e sua vila da insensatez

As fontes de recursos nunca são completamente detalhadas, mas se sabe, no caso do financiamento da COP30, que o usual gastador de dinheiro, BNDES, aportará R$ 2,3 bilhões. Outros R$ 1,3 bilhões virão da Itaipu Binacional, que, mesmo não fornecendo energia para a Região Norte, contribuirá com a gastança, e R$ 1,4 bilhão do governo do Pará.

Vale notar que as despesas com a realização da COP30 em Belém (R$ 6 bilhões) superam o orçamento da cidade (R$ 5 bilhões) para 2025 — ou 12% do orçamento do Estado do Pará (R$ 49 bilhões). Para colocar em perspectiva, os gastos com a COP30 superam os cortes realizados no orçamento do Ministério da Saúde em 2024, de R$ 4,4 bilhões.

Como conclusão, mais uma vez, Lula e o PT são céleres em realizar um evento que cria mais despesa num país que gasta mais do que arrecada, aumentando o déficit fiscal e desviando recursos que poderiam ser utilizados em necessidades mais urgentes da população. Aqueles que afirmam que salvar o planeta e corrigir os desequilíbrios climáticos têm preponderância sobre as demais despesas do governo é porque não vivem sem saneamento básico nem acesso a saúde, por exemplo. Aliás, é postura comum de alienados da realidade do Brasil acostumados com as facilidades civilizadas da Faria Lima e Leblon.

Contudo, posso estar me precipitando e essas conclusões serem descabidas, pois há sinais de que Lula indicará Janja para um dos principais cargos da organização da COP30. E, então, teremos um evento excepcional, sem falhas ou desvios.

André Burger é economista e conselheiro superior do Instituto Liberal

Fonte:revistaoeste.com/André Burger: ‘O elefante branco da Amazônia’/Jornal Folha do Progresso  e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 17/03/2025/17:28:53

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Pará reduz alertas de desmatamento em 15% na Amazônia

Essa diminuição de 7 km² em termos absolutos reforça a continuidade da redução das taxas de desmatamento no território estadual. | Pedro Guerreiro/Agência Pará

Números consolidam o Pará na liderança da conservação da Amazônia, evidenciando uma trajetória positiva que já dura três anos consecutivos

O Pará segue demonstrando resultados expressivos na luta contra o desmatamento. Segundo dados oficiais do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado registrou uma redução de 15% no acumulado entre agosto de 2024 e janeiro de 2025.

Neste período, foram registrados 808 km² de área sob alertas de desmatamento, o que representa uma redução de 148 km² em comparação ao mesmo período do ano anterior, e quase o dobro do registrado na Amazônia, que registrou 79 km² de diminuição.

Ainda de acordo com os dados do Inpe, em janeiro de 2025, o Pará também obteve uma redução significativa, com 25 km² de área sob alertas de desmatamento, o que corresponde a uma queda de 22% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registrados 32 km². Essa diminuição de 7 km² em termos absolutos reforça a continuidade da redução das taxas de desmatamento no
Tais números consolidam o Pará como um exemplo de liderança na conservação da Amazônia, evidenciando uma trajetória positiva que já dura três anos consecutivos. Em 2022 e 2023, o estado registrou uma redução de 21% na taxa anual de desmatamento, segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite. Em 2024, a queda foi ainda mais significativa, com uma diminuição de 28,4%, refletindo o compromisso do governo estadual com a proteção do meio ambiente.

O governador Helder Barbalho destacou que os resultados alcançados são fruto de um esforço contínuo para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. “Esses números refletem o trabalho constante do Estado para reduzir o desmatamento e a degradação florestal, essenciais para o futuro das populações tradicionais e para a preservação do planeta. O Pará continuará avançando em suas metas de conservação ambiental”, afirmou.

O Pará tem se destacado ainda mais ao se preparar para sediar a COP 30 em 2025, reforçando o papel do estado na luta global contra o desmatamento e as mudanças climáticas. As políticas ambientais do Pará, como o Plano Estadual Amazônia Agora, o Plano de Recuperação da Vegetação Nativa e iniciativas voltadas para a bioeconomia, seguem sendo fundamentais para garantir o equilíbrio ecológico da Amazônia e o desenvolvimento sustentável da região.

O secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Raul Protázio, reforçou a importância do trabalho da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) nesses resultados. “Em um momento de importante visualização da vulnerabilidade ambiental, o Estado tem avançado de forma contínua e significativa. Estamos comprometidos em manter a floresta em pé, como demonstra a redução do desmatamento nos últimos anos”, afirmou.

Os avanços revelam a viabilidade da combinação entre a conservação da floresta e o desenvolvimento sustentável, estabelecendo o Pará como exemplo na redução do desmatamento e na promoção de soluções para os desafios ambientais globais.

 

Fonte: DOL – Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 07/02/2025/15:27:52

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