Eclipse total e maior superlua de 2021 acontecem nesta quarta-feira (26)

(Foto: Julian Stratenschulte/picture alliance via Getty Images) –  O céu desta quarta-feira (26) será iluminado por dois fenômenos simultâneos: um eclipse lunar total e a maior superlua deste ano.

Os eclipses lunares acontecem quando o Sol e a Lua estão exatamente em lados opostos da Terra. Quando esse alinhamento acontece, o nosso planeta impede que parte da luz do Astro-Rei chegue até o satélite natural.

A nossa atmosfera também filtra a luz e dá à Lua um toque avermelhado, motivo pelo qual esse fenômeno é chamado por alguns de “Lua de Sangue”.

A fase total desse eclipse será de curta duração, de cerca de 15 minutos. O melhor lugar para visualizá-lo será do leste da Austrália, da Nova Zelândia e das Ilhas Pacíficas. Já aqui no Brasil, só a fase parcial do eclipse poderá ser vista, a partir das 6h45 (horário de Brasília).

suprer luaFoto: Reprodução/Nasa/Scientific Visualization Studio

Se assistir o eclipse vai ser difícil, a superlua poderá ser vista por observadores de todo o mundo se o céu noturno estiver limpo.

Superlua é o nome dado para luas novas e cheias que acontecem no perigeu, como é chamado o ponto da órbita lunar mais próximo da Terra. Durante esse período, o satélite fica a 363 mil quilômetros do nosso planeta. Por estar mais perto, a Lua parecerá maior e mais brilhante que o normal.

Essa é a segunda e a maior superlua deste ano — na primeira, em 26 de abril, o satélite estava  157 km mais longe que agora.

Segundo a Nasa, as superluas e os eclises são fenômenos diferentes, que nem sempre ocorrem ao mesmo tempo. “Este mês traz uma oportunidade excelente de aproveitar a vista”, diz o site da agência.

Por:Anna Satie, da CNN em São Paulo

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Pará não poderá ver eclipse do Sol nesta segunda, mas chuva de meteoros é atração do dia

Eclipse total do Sol, quando a Lua passa entre o astro e a Terra, poderá ser vistos em poucos pontos do mundo (Foto:Nicolas Lefaudeux)

Moradores de Belém e do Pará estão fora da rota da sombra da lua, que chama atenção em parte da América do Sul

Um belíssimo espetáculo da natureza marcará esta segunda-feira (14) em parte da América do Sul e de outras partes do globo: um eclipse total do Sol.

Os eclipses do Sol ocorrem quando há um alinhamento perfeito entre a Terra, a Lua e o Sol. Ou, dito de outra maneira, ocorrem quando a posição aparente da Lua se sobrepõe à posição aparente do Sol no céu, como explica o professor titular da Universidade Federal do Pará (UFPA), Luís Crispino.

Coordenador do Núcleo de Astronomia (Nastro) da UFPA, Crispino disse que os eclipses do Sol podem ser totais, parciais ou anulares. “O desta segunda-feira é um eclipse total.

Quando ocorre um eclipse total do Sol, como o próprio nome sugere, o Sol fica totalmente encoberto pela Lua”, observou.No entanto, explicou, um eclipse total do Sol é visível como tal, apenas em uma pequena faixa do planeta Terra. “Desta vez, a faixa de visibilidade da totalidade do eclipse passará nos territórios continentais do Chile e da Argentina, mas não no Brasil”, afirmou.

Ainda segundo Luís Crispino, um eclipse total inicia com a Lua encobrindo parcialmente o Sol, até que a totalidade é alcançada. “Durante a fase total, é como se o dia virasse noite. A totalidade do eclipse de hoje durará apenas cerca de dois minutos.

Na fase total, pode-se vislumbrar a coroa solar, que é um envoltório de plasma que fica ou redor do Sol ou, dito de forma mais simples, um envoltório luminoso ao redor do Sol, visível durante um eclipse total”, afirmou.

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Área em azul mais escuro mostra zona onde eclipse pode ser visto (Foto:divulgação)

Outras atrações poderão ser vistas no céu pelos paraenses

Luís Crispino explicou que algumas partes do Brasil, predominantemente na região Sul, poderão acompanhar o eclipse desta segunda-feira, mas os observadores em solo brasileiro só poderão ver uma parte do Sol encoberta pela Lua.“Por esta razão, dizemos que, apesar de se tratar de um eclipse total do Sol, no Brasil este eclipse será visto apenas como um eclipse parcial”, afirmou.

E acrescentou: “Infelizmente, os moradores de Belém e do Pará não poderão ver o eclipse de hoje, nem mesmo como parcial”.Mas, ressalvou, há outras atrações astronômicas que podem ser vistas pela população paraense. “Um acontecimento anual durante o mês de dezembro é a chuva de meteoros Geminídeos, que tem essa denominação por ter seu foco (também chamado radiante), ou origem, na constelação de Gêmeos”, contou.

“Apesar de se tratar de um eclipse total do Sol, no Brasil este eclipse será visto apenas como um eclipse parcial. E infelizmente os moradores de Belém e do Pará não poderão ver o eclipse de hoje, nem mesmo como parcial. Mas um acontecimento anual durante o mês de dezembro é a chuva de meteoros Geminídeos [que ocorre também na noite desta segunda]. Este ano, a observação dos meteoros é promissora, pois a fase da Lua é propícia.

Noites de Lua Nova são as melhores para observar chuvas de meteoros”, explica o físico Luís Crispino
Este ano, esta chuva de meteoros teve maior intensidade na noite deste domingo (13) e para esta segunda-feira (14), mas ainda poderá ser vista nos próximos dias, embora não tão intensa.

“Este ano, a observação dos meteoros Geminídeos é promissora, pois a fase da Lua é propícia. Noites de Lua Nova são as melhores para observar chuvas de meteoros”, explicou Luís Crispino.Ainda segundo ele, outro importante acontecimento em dezembro é a conjunção dos dois maiores planetas do sistema solar: Júpiter e Saturno. “Esta extraordinária aproximação dos planetas ocorrerá no dia 21 de dezembro.

Embora conjunções entre estes dois planetas ocorram com alguma frequência, uma proximidade tão grande como a do dia 21/12 leva séculos para se repetir. Vale muito a pena conferir”.

Por:Dilson Pimentel

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Brasil terá eclipse solar parcial hoje, entre meio-dia e 15h

Fenômeno será mais visível na Região Sul do país; fenômemo não será visível nos estados da região Norte-  (Foto:Rodrigo Garrido / Reuters)

Um eclipse solar poderá ser parcialmente visto nesta segunda-feira (14) no Brasil. De acordo com o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do projeto Astro&Física, Marcelo Schappo, quanto mais ao Sul for feita a observação, maior será a área do Sol encoberta pela Lua. O evento começa a partir do meio-dia e se encerra por volta das 15h.

Schappo, no entanto, alerta que a observação não deve ser feita nem a olho nu, nem com óculos escuros, chapas de Raio X ou filmes fotográficos porque a claridade e o calor do Sol podem danificar seriamente a retina dos observadores.

“Quem quiser fazer a observação deve procurar, em lojas de ferragens ou de materiais de construção, o chamado vidro de solda, e a tonalidade desse vidro deve ser, no mínimo, 14. É esse vidro que deve ser colocado na frente dos olhos para fazer a observação do Sol”, sugere Schappo.

O físico explica que eclipses são resultado de alinhamentos. No caso do fenômeno de hoje, o alinhamento será entre o Sol, a Lua e a Terra. “Veremos a Lua passando em frente ao Sol, obscurecendo uma parte do disco solar.

O horário e a duração do eclipse depende do local onde a pessoa esteja. No Brasil, será mais ou menos entre 12h30 e 15h, no horário de Brasília”.

O físico sugere que as pessoas interessadas em fazer a observação busquem aplicativos como o Stelarium ou o Google Skymap, para saber, de forma precisa, o horário em que o eclipse será visível em sua região. “Quanto mais ao sul do Brasil, maior o encobrimento.

Na Região Sul, cobrirá entre 40 e 60%. Em Brasília, cerca de 10%. Em algumas localidades da Argentina e do Chile ele será total”, informa Schappo.

De acordo como o Observatório Nacional, o eclipse solar de hoje poderá ser visto em boa parte da Região Centro-Oeste e em uma pequena parte das regiões Norte e Nordeste, mas será visível em todo Sul e Sudeste brasileiro, desde que o céu não esteja encoberto.

“No Rio de Janeiro o início será às 12h57min, o máximo às 14h14min e o fim às 15h22 e somente 31% do Sol ficará escuro”, informa o Observatório Nacional.

Por:Agência Brasil

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