Cobrado, governo se exime por alta de destruição de florestas na Amazônia

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Hamilton Mourão afirmou que a preocupação de estrangeiros com a região reflete interesses comerciais e disputa geopolítica (Foto:TV Brasil)

Pressionado por executivos internacionais pelo avanço do desmatamento na Amazônia, o vice-presidente, Hamilton Mourão, procurou ontem esvaziar a responsabilidade do governo sobre o cenário na floresta e afirmou que a preocupação de estrangeiros com a região reflete interesses comerciais e disputa geopolítica, por causa da força do País no agronegócio.

As declarações foram dadas depois de reunião com representantes de dez fundos estrangeiros, que têm condicionado novos investimentos à mudança da política ambiental do governo. No encontro, eles voltaram a cobrar maior transparência nos dados sobre desmatamento.

“É importante que a gente tenha consciência da disputa geopolítica que existe no mundo de hoje. O Brasil tem um potencial extraordinário, pelas características do nosso território, do nosso povo. Não resta a mínima dúvida que seremos, dentro em breve, a maior potência agrícola do mundo”, disse o vice-presidente.

Mourão deu uma justificativa para cada problema. Sobre o aumento das queimadas, disse que estas ocorrem somente em propriedades privadas, para queima de grama para renovar o pasto. Sobre a falta de recursos na fiscalização, sustentou que os órgãos federais foram sucateados em gestões anteriores à de Bolsonaro. A respeito do aumento do desmatamento, afirmou que há desinformação, apesar de os números oficiais mostrarem o contrário.

Finalmente, pediu recursos aos investidores privados e investimentos em concessões de parques naturais, ao mesmo tempo que os acusou de ter outros interesses na região, que não o de proteger a floresta.

No mês passado, Mourão chegou a dizer que o governo tinha errado no combate ao desmatamento e que, por isso, “perdeu a narrativa” no meio ambiente. Ontem, porém, mudou o tom e chegou a defender a presença de Ricardo Salles à frente do Ministério do Meio Ambiente – alvo de diversos pedidos de afastamento do cargo.

Mourão não é voz isolada na tese de que o interesse internacional ultrapassa o meio ambiente. Na semana passad.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, fez referência a esse discurso. “Existem outros interesses comerciais, que não são algo pontuais e ligados só ao meio ambiente. Por que só o Brasil?”

Dias atrás, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também avaliou que existiria uma campanha de difamação sobre o País no exterior. “Lá fora, há muito oportunista protecionista, como a França, que é uma parceira, investe aqui, mas não quer que exportemos produtos agrícolas para lá. Os Estados Unidos querem entrar com etanol no Brasil e não aceitam açúcar brasileiro lá.”

Por:Agência Estado

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