Hospital Regional do Tapajós alerta sobre a importância da vacinação para a prevenção do Sarampo

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A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS e é a forma mais eficaz de prevenção.

 Segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa), em 2020 o estado já ultrapassou mais de 5.372 casos confirmados de sarampo. Isso representa 64,4% do total de casos confirmados no Brasil, colocando o Pará como epicentro da doença.

 A estatística é especialmente assustadora porque o Brasil já tinha sido considerado como “livre de Sarampo” pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O retorno no registro de casos demonstra baixa preocupação com a prevenção e vacinação.

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A médica infectologista do HRT, Cirley Lobato, explica que o sarampo é uma doença de alto risco de contaminação. “O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível e extremamente contagiosa e muito comum na infância. O agente causador atinge as crianças não vacinadas”, afirma.

Ainda segundo a especialista, ficar em locais fechados com pessoas infectadas aumenta ainda mais as chances de contágio. “O vírus do sarampo é altamente contagioso, o número de reprodução efetivo (R) é em torno de 15. Ou seja, uma pessoa que está com o vírus é capaz de contaminar outras 15. Esse risco aumenta principalmente se essas pessoas estiverem em locais fechados sem ventilação”, comenta.

 Transmissão e sintomas

 A transmissão ocorre de forma direta de pessoa a pessoa geralmente por tosse, espirros, através da fala e também da respiração. Os principais sintomas da doença são febre alta, acompanhada de tosse persistente, irritação nos olhos parecido como uma conjuntivite, nariz escorrendo semelhante a uma coriza, porém mais espessa e após o aparecimento desses sintomas surgem manchas avermelhadas no rosto, onde começa nessa região e se espalha pelo resto do corpo em direção aos pés. “O tempo de duração dessas manchas é em torno de três dias e é nesse momento que ocorre o maior perigo de transmissão”, destacou a especialista.

O sarampo é uma doença grave, explica Lobato, e que pode levar à morte, principalmente em pacientes desnutridos, recém-nascidos, gestantes e pessoas portadoras de doenças imunodeficiências que podem vir a evoluir a um quadro grave com complicações pulmonares. Também pode provocar complicações graves como infecções respiratórias e nos ouvidos, pneumonias, comprometimento cerebral com convulsões e olhar fixo, além de lesões cerebrais.

 Tratamento e importância da vacinação

O tratamento para o sarampo é sintomático. “Por ser uma virose não existe um tratamento específico. O tratamento é realizado de acordo com a manifestação clínica que o paciente estiver apresentando”, ressaltou a médica.

A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenção, enfatizou a especialista. As crianças devem tomar duas doses da vacina sendo a primeira aplicada a partir dos 12 meses de idade, por meio da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), e a segunda dose entre 4 e 6 anos. Já em relação aos adolescentes e adultos que não foram vacinados nesses períodos, também devem ser imunizados. “O indicado é que quem tem menos de 39 anos e principalmente os pertencentes ao grupo de risco também sejam vacinados”, finaliza.

 Campanha de vacinação

Devido a baixa procura de vacinação no Pará, a campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogada até o dia 20 de dezembro, em todos os postos de vacinação do estado. De acordo com a Sespa, pouco mais de 877  mil pessoas entre 20 e 49 anos foram imunizadas, sendo a meta vacinar quase 3 milhões e meio de pessoas.

Por:JORNAL FOLHA DO PROGRESSO

Fonte:Ascom/HRT com foto

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