Filhote de peixe-boi resgatado em Oriximiná, no PA, é transferido para instituto especializado no Amazonas

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Filhote de peixei-boi vai ser reabilitado no Inpa, em Manaus — Foto: Rômulo D’Castro/Arquivo Pessoal

Animal foi encontrado sozinho em lago na comunidade Santo Antônio, em janeiro, e estava sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente para reabilitação antes da transferência.

Um filhote de peixe-boi resgatado em um lago na zona rural de Oriximiná, no oeste do Pará, iniciou uma jornada que vai além dos limites geográficos. O animal foi transferido nesta segunda-feira (8) para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM), onde contará com estrutura especializada para reabilitação.

A história da peixe-boi, infelizmente, segue o mesmo roteiro de outros animais da espécie resgatados nos rios amazônicos. No dia 17 de janeiro, moradores da comunidade Santo Antônio a encontraram sozinha no lago Cachoeiry. As pessoas acreditam que a mãe tenha sido capturada por pescadores – o que é proibido por lei por se tratar de uma espécie em risco de extinção.

Agentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram acionados e fizeram o resgate da peixe-boi. Desde então, o animal ficou recebendo tratamento no município para ganhar peso e ficar mais forte para transferência, já que ela chegou bastante debilitada.

“A comunidade ficou o dia inteiro vigiando para ver se a mãe aparecia, mas não apareceu. Provavelmente, a mãe tenha sido morta. Vamos levar agora para Inpa para receber todo o tratamento necessário”, disse o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Rubson Rodrigues.

Como o processo para transferência é burocrático, levaram algumas semanas até que fosse autorizada a viagem do Pará ao Amazonas.

Importância ao meio ambiente aquático

Vítimas da predação humana, as mães de peixes-boi são mortas e os filhotes largados ao relento por não terem valor comercial ou cultural. Por serem totalmente dependentes das mães, sozinhos na natureza eles não sobreviveriam. Dessa forma, todos os resgates feitos são de filhotes em idade de amamentação.

O peixe-boi-amazônico é a menor espécie existente. Mede entre 2,8 a 3,0 metros e pesa até 450 quilos. Mesmo assim o tamanho impressiona e, por causa disso, ele passa uma imagem de poucos amigos.

peixe boiPeixe-boi-amazônico é a menor espécie existente. Mede entre 2,8 a 3,0 metros e pesa até 450 quilos — Foto: Instituto Bicho D’água.

Apesar da aparência, ele é dócil e bastante lento em seus movimentos. Talvez seja em razão destas características que este mamífero seja uma espécie vulnerável. E a razão para o risco de extinção também se apoia em alguns fatores como a caça deliberada (apesar de o peixe-boi ser protegido por lei desde 1967), a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e, claro, a degradação ambiental.

Como característica física, tem o corpo escuro e uma grande mancha esbranquiçada ou rosada no peito. Esta diferenciação, mais a ausência de unhas nas nadadeiras peitorais, é o que o distingue do peixe-boi-marinho e do peixe-boi-africano. Ele é também o único a viver exclusivamente em água doce.

Herbívoro, o peixe-boi-da-Amazônia se alimenta de capins flutuantes e tem papel fundamental na cadeia alimentar e no ecossistema aquático da região onde vive. Ele controla não só o crescimento dessas plantas, como também, com suas fezes e a própria urina, fertiliza o solo das águas, contribuindo para a manutenção do ambiente.

Por Geovane Brito, G1 Santarém — Pará

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