PRF do Pará aponta falta de recursos

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Em 2016, os recursos eram de R$ 780 milhões no País, segundo sindicato

A redução de R$ 420 milhões para R$ 220 milhões feita na semana passada no orçamento deste ano da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Brasil impactou também diretamente as ações da PRF no Pará. Em 2016, os recursos eram de R$ 780 milhões no País. É o que afirma o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais dos Estados do Pará e Amapá (SinPRF-PA/AP), com sede no bairro do Marco, em Belém.

Segundo o diretor de comunicação da PRF no Pará, Waldemir Cei de Sousa, a diminuição dos recursos teve grande impacto nas ações da PRF no País e no Pará. “O governo diz que não tem dinheiro e com dos R$ 220 milhões já não tem mais nada neste mês, então, estamos com recursos zero. Com isso, todos nossos serviços estão prejudicados. As viaturas ficam paradas e saem para atender somente casos com vítimas. Os acidentes que tiverem só danos materiais é a própria pessoa faz o Boletim de Ocorrência pela internet e os agentes não se deslocam mais até lá”, disse.

Além disso, Sousa ressaltou que a PRF no Pará não pode fazer convocações de agentes para atuar nessas férias de julho, para ajudar nas ações da polícia. “Sempre íamos buscar pelo menos 70 agentes em outras quatro delegacias da PRF no Pará que estavam de folgas para ajudar nas ações das férias e do verão onde há maior movimentação, mas este ano conseguimos somente 10 agentes para nos ajudar na primeira delegacia da PRF, que fica em Benevides, porque não tem recursos para pagar as diárias deles. É necessário esse reforço sempre porque muita gente só respeita as normas quando se deparam com os agentes”, informou o dirigente sindical.

Ainda segundo ele, como não há convocações, todas as operações no País estão suspensas. Com isso, o mais prejudicado é a população, porque com a falta de operações pode aumentar os casos de acidentes nas estradas federais. “Diante de toda essa situação, não temos como atuar na fiscalização, na engenharia de trânsito (infraestrutura) nem na educação. Apostamos somente na educação da população para evitar com que os acidentes e outros problemas nas estradas federais ocorram, porque a situação está insuportável. Pedimos apoio e consciência dos nossos políticos para que sensibilizem o governo de que precisamos de recursos para que nosso trabalho de prevenção e fiscalização não seja prejudicado, porque salvamos vidas. Caso contrário, deverão aumentar os casos de vítimas no trânsito e de outras situações nas quais a PRF tem atribuições, além das ações que damos suporte para outros órgãos, como a fiscalização do tráfico de drogas, da prostituição, do trabalho escravo e outras ações feitas nas rodovias federais”, explicou o diretor de comunicação da PRF no Pará.

Hoje são cerca de 400 agentes que atuam nas cinco delegacias da PRF no Pará, dos quais 150 estão na primeira delegacia, que tem atuação de Ananindeua até a entrada de Salinópolis, no nordeste paraense. Há cerca de dois anos, havia 21 postos da PRF no Pará e, com a crise econômica, caiu para 10 postos. A tendência, segundo o sindicato, é reduzir ainda mais.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
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Fonte: ORMNews.
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