Dono de abrigo é denunciado pelo Ministério Público por maus-tratos e morte de 40 cães e gatos no Pará
Homem é denunciado pelo Ministério Público por maus-tratos e morte de 40 cães e gatos em um abrigo no Pará — Foto: Divulgação/Demapa
Suspeito oferecia serviços remunerados como cuidador de animais de estimação em um espaço pago para acolher como lar temporário animais em situação de rua, resgatados por tutores.
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ofereceu denúncia contra um homem, de 30 anos, por maus-tratos e pela morte de cerca de 40 cães e gatos, em um abrigo localizado no município de Benevides, região metropolitana de Belém, no Pará.
Segundo as investigações, o homem oferecia serviços remunerados como cuidador de animais de estimação em um espaço pago para acolher como lar temporário animais em situação de rua, resgatados por tutores.
No entanto, as pessoas que haviam pago ao suspeito para prestar os serviços, tiveram conhecimento de que os animais estavam sendo vítimas de maus-tratos, falta de cuidados necessários e que alguns animais morreram.
O crime foi denunciado a Polícia Civil por uma das tutoras, que deixou 15 animais sob a tutela do homem. O g1 solicitou informações sobre o caso a PC e aguarda retorno.
O MPPA divulgou que segundo a mulher, o suspeito recebia o valor mensal de R$100 para os cuidados por cada animal adulto, além de ainda serem disponibilizar valores avulsos para material de limpeza, ração e custos médicos.
Em determinado momento, a vítima informou que passou a não receber informações sobre o paradeiro de alguns animais e que em uma das visitas ao abrigo, o acusado ofereceu resistência para entregar os animais que ela havia deixado sob os cuidados do denunciado.
Pouco tempo depois, a tutora recebeu um dos cães debilitado, o qual foi levado para tratamento, mas veio à óbito dias depois, devido à anemia.
Preocupada com a situação, a mulher foi buscar os demais animais, conseguindo resgatar apenas 12 cães, sendo que dois estavam desaparecidos.
Segundo o MPPA, na delegacia foram ouvidos o profissional que realizava o transporte e a médica veterinária que atendiam os animais do abrigo.
Ambas as testemunhas confirmaram a relação de prestação de serviço e que alguns desses animais estavam com doenças e não estavam clinicamente bem.
Suspeito continuou o crime
Mesmo depois do crime ser denunciado na delegacia, o homem continuou atraindo novas vítimas, através das redes sociais, onde divulgava o abrigo.
Em muitos casos ele cobrava pelos serviços, mesmo quando os animais já estavam mortos, uma vez que não comunicava os óbitos.
Segundo as investigações, no momento em que era procurado pelos tutores desconfiados, ficava escondido, apropriando-se dos valores recebidos pelas vítimas.
Durante as perícias realizadas em março de 2022, o homem ainda dificultou o trabalho de investigação, e incinerou e sumiu com os demais animais no local.
Os relatos foram informados por moradores das proximidades. O homem limpava o espaço, como forma de esconder evidências de maus tratos.
Denuncia e crimes
A promotora de Justiça Maria José Vieira de Carvalho Cunha ofereceu denúncia contra o homem pelos crimes de estelionato (art, 171 do Código Penal Brasileiro- CPB), apropriação indébita (art. 168/ CPB) e maus-tratos (art. 32 da Lei nº 9.605/98), com agravantes pela morte de 40 cães e gatos.
Além disso, a Promotoria de Justiça requereu reparação indenizatória dos danos que foram causados para as vítimas, conforme o artigo 387 do Código Penal.
A Justiça também informou que foi instaurado procedimento administrativo para verificar a situação dos abrigos, entidades e localidades similares que acolhem animais.
Fonte: g1 PA e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 22/07/2024/15:32:38
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