Força-tarefa em Cametá busca localizar quadrilha responsável pelos ataques-Os criminosos explodiram o cofre errado e nenhum valor foi levado.

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(Foto:Diário do Pará) – Após a invasão de assaltantes de bancos em Cametá, que terminou com a morte de um morador do município, ocorrida na madrugada de ontem (2), o Governo do Estado mobilizou toda a estrutura de Segurança Pública para identificar e prender os criminosos.

“Nós já estamos com toda a equipe da Polícia Militar, Polícia Civil, Centro de Perícias Renato Chaves e o apoio inclusive de peritos da Polícia Federal, para que nós possamos, o mais rápido possível, esclarecer este lamentável episódio ocorrido durante o final da noite e a madrugada aqui em Cametá”, informou o governador Helder Barbalho, que esteve na cidade acompanhando o trabalho de investigação.

O governador ressaltou a redução no número de ocorrências desse tipo desde o ano passado. “Nós comparamos os anos de 2018, 2019 e 2020, observando que tivemos 19 assaltos a banco em 2018, 15 assaltos a banco em 2019, e este é o terceiro assalto a banco, portanto, as ações de inteligência têm inibido e evitado que ações como esta, de quadrilhas especializadas em assalto a banco possam continuar agindo. Agora, claro que nós não estamos imunes a um episódio dramático como viveu a população de Cametá, por isto que estamos com toda a estrutura para repreender e efetivamente fazer com que esta quadrilha possa ser presa e possa não mais ficar em circulação, seja no baixo Tocantins seja em outras regiões do Estado”, ressaltou.

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FRUSTRADO

O caso, registrado na madrugada desta quarta-feira (2), envolveu mais de 20 criminosos fortemente armados, com armas de grosso calibre como fuzis. A ação, que durou mais de uma hora, teve como alvo o Banco do Brasil. Uma pessoa que foi usada como refém foi alvejada pelos criminosos e morreu no local. Outro morador, que foi atingido na perna por arma de fogo, está internado no hospital da cidade, mas sem gravidade. Os criminosos explodiram o cofre errado e nenhum valor foi levado.

O governador afirmou ainda, que nenhum valor foi levado do banco e que a estrutura de segurança se manterá até encontrar a quadrilha. “Nós vamos permanecer aqui com o Bope e Core, com o núcleo de inteligência, com tudo o que há de especialidade, tanto da Polícia Militar, quanto da Polícia Civil, até que este crime seja elucidado. Além disto, nós estamos com dois helicópteros que ficarão aqui em Cametá pela peculiaridade local dos rios que precisam deste monitoramento para esclarecer este evento ocorrido aqui. É importante registrar a quadrilha não logrou êxito, por tanto, não houve qualquer prejuízo para o banco, eles não conseguiram levar qualquer dinheiro o que se por um lado representa um ponto positivo, mas também nós temos que estar alertas porque uma quadrilha como esta, quando faz uma operação desta dimensão, custa muito dinheiro e nós ficaremos atentos, com todo o sistema de segurança para evitar que tentem uma nova ação em outros municípios, em outras unidades bancárias”, destacou.

Durante as buscas ao longo da BR 422, em Cametá, no Km 40, uma caminhonete que teria sido utilizada foi encontrada pelas equipes policiais. Dentro do veículo foram encontrados diversos explosivos. Já no quilometro 80, na cidade de Baião, eles afundaram um carro (contendo explosivos), no rio Itaperuçu. Após a averiguação das equipes, no quilômetro 90, populares informaram que viram os criminosos pela última vez. Há indícios que eles tenham fugido para uma área de mata. Nas investigações, foi constatado que os membros da quadrilha possuem sotaque nordestino, o que levanta a suspeita de serem de fora do Estado.

A Polícia Civil conta com a atuação de equipes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, Delegacia de Repressão de Repressão de Roubo a Banco e Antisequestro (DRBBA) e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). A Polícia Militar também está atuando com as suas equipes especializadas. Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) foi acionada para ir à Cametá. As análises solicitadas envolvem perícia de patrimônio, veículo e local de crime.

Ação criminosa foi planejada com detalhes

O DIÁRIO teve acesso às informações de um relatório de missão do 32º Batalhão de Cametá dando conta que por volta das 23h30min da última terça-feira (1º), um bando criminoso com aproximadamente quinze homens armados sitiou a cidade com um plano montado para explodir e roubar uma agência do Banco do Brasil na rua 13 de maio centro da cidade.

Quatro criminosos portando fuzis, escopetas e uma metralhadora sequestraram vários moradores encontrados em bares e nas ruas e fazendo-os escudo humano, parando em frente ao 32º Batalhão da Polícia Militar e realizando disparos ininterruptos de fuzil e escopetas calibre 12 impedindo qualquer ação da polícia.

Paralelo à situação, parte da quadrilha foi à agência bancária com mais reféns para explodir o cofre da agência. Durante a ação, um dos reféns, o locutor Alessandro Moraes, de 25 anos, foi morto pelos criminosos com um disparo de arma de fogo na cabeça. Após o crime frustrado, a quadrilha fugiu em dois carros com reféns, liberando-os dois quilômetros depois, na rodovia BR-422.

Enquanto o assalto estava em andamento, policiais militares de municípios vizinhos e pelotões destacados das vilas próximas a Cametá foram aos ramais e estradas realizando barreiras na tentativa de frustrar a fuga. Os criminosos furaram duas barreiras e trocaram tiros com policiais. Ainda na madrugada, uma guarnição encontrou um dos veículos usados na fuga abandonado no km-40, próximo à vila Pau Rosa. Moradores informaram que parte do bando abandonou o veículo e seguiu em outro que já os aguardava.

Suspeito de dar apoio logístico à quadrilha foi preso

Uma guarnição da Rotam que participa da missão para localizar a quadrilha que aterrorizou a cidade apresentou na delegacia de polícia local Eraldo Silva Dias, suspeito de dar apoio logístico a quadrilha. No relato, os policiais militares da Rotam, juntamente com uma equipe do Grupamento Tático Operacional e do 32º Batalhão de Cametá, receberam denúncias que Eraldo estava dando suporte aos envolvidos no crime.

As guarnições se deslocaram para a 5ª rua da vila do Araquimbal, no município de Baião, sendo o suspeito abordado em frente a sua residência e ao ser interrogado negou o fato, no entanto disse estar de posse de uma arma de fogo. Foi realizada uma revista na casa do suspeito e em seu guarda-roupas foi encontrado um revólver calibre 38 com seis munições intactas. Ele recebeu voz de prisão pela posse da arma de fogo e no final das buscas foram encontrados vinte cartões de banco em nome de terceiros.

Eraldo Silva Dias foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e vai responder pelos cartões encontrados em sua residência além de ser investigado pela suspeita de fornecer informações à quadrilha.
Diário do Pará
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