Imóveis: Pará registra 500 casos do ‘golpe do aluguel’ em 2020

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Polícia Civil orienta veranistas que pretendem aproveitar as férias de fim de ano (Foto:Fernando Assunção/O Liberal)

A Polícia Civil alerta os veranistas a ter atenção com golpes no aluguel de imóveis neste final de ano. Segundo o órgão, só em 2020, 500 ocorrências desse tipo de crime foram registradas.

A cada 10 dias, quase 20 pessoas se tornam vítimas de estelionatários, mas a fraude pode ser evitada, de acordo com o delegado-titular da Delegacia de Estelionato e outras fraudes (DEOF), Ivens Carvalho Monteiro.

“É preciso desconfiar de preços baixos. É uma forma de atrair vítimas.

É preciso desconfiar também de quem exige rapidez no pagamento, dizendo que têm outras pessoas interessadas, dizendo que esse preço é só até aquele dia. Exija o documento da propriedade e do proprietário, compare os dados e veja se a pessoa é quem ela diz ser”, alertou.

Segundo Ivens, fotos e documentos de água e energia, que eram sinônimos de garantia e segurança, hoje são facilmente falsificados. O delegado ainda afirma que é preciso tomar cuidado com os sites de compra e venda, espaços onde estelionatários podem fazer vítimas.

A recomendação é dar preferência para corretoras e a velha prática da referência é sempre válida. “São comuns os casos de pessoas que encontram imóveis em sites de classificados ou em redes sociais, veem as fotos, depositam o dinheiro na conta de uma pessoa (mesmo sem visitar o imóvel) em função do preço, que geralmente é muito abaixo do mercado.

Feito o depósito, quando a pessoa se dirige até o local para começar o período de locação, a vítima descobre que o imóvel está vazio ou ocupado por pessoas que alugaram de forma legal”, disse o delegado.

Para quem trabalha dentro da legalidade, esse crime prejudica a imagem da categoria e até dificulta a relação com os turistas. Cristina Moreira aluga imóveis na cidade de Salinópolis, no nordeste paraense, há seis anos. Ela diz que casos de estelionatos cresceram muito ao longo dos anos e são comuns no período de veraneio.

“Para quem tem de fato casas para alugar, é ruim, pois fica desacreditado. Eu sou o tipo da pessoa que dou o máximo de informações aos clientes. Eu dou garantias, mostro minhas redes sociais, por exemplo. Eu já vi pessoas que vieram até Salinas para passar o réveillon e tiveram que voltar para a cidade de origem por causa de golpe”, finalizou.

Por:Redação Integrada com informações da Agência Pará

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