Óbitos por covid-19 subiram 95% em dois meses no Pará

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Pará passa por toque de recolher após aumento no número de óbitos (Foto:Igor Mota/O Liberal)

Primeiro bimestre de 2021 registrou 1074 mortes pela doença

Os meses de janeiro e fevereiro de 2021 apresentaram um aumento de 95% no número de óbitos por covid-19 no Pará, em comparação com os dois meses anteriores, dezembro e novembro de 2020.

Enquanto 548 pessoas morreram em decorrência do vírus no último bimestre do ano passado, 1074 morreram no primeiro bimestre de 2021.O salto é maior do que o número nacional, que apresentou um aumento de 76% no número de óbitos dos dois primeiros meses de 2021 comparados com os dois meses anteriores.Até o fim de fevereiro, a aceleração no número de óbitos no Pará foi, portanto, 24% maior do que no resto do Brasil, que registrou 34.093 mortes nos meses de novembro e dezembro e 60.042 em janeiro e fevereiro.

Nos números de casos, o Pará teve um pequeno aumento na mesma comparação: foram 48.224 em dezembro e janeiro de 2020, o que indica uma taxa de letalidade de 1,13% no período.

Já em janeiro e fevereiro de 2021, 48.668 casos foram registrado, o que aumentou a taxa de letalidade da doença no estado para 2.20%.O pouco aumento de casos e o crescimento acentuado de óbitos pode estar relacionado com a nova cepa do coronavírus, a P1, identificada inicialmente no Amazonas e que migrou para o Pará a partir da região Oeste do estado.

Apesar das especulações dos especialistas, não há evidência científica para esta afirmação, já que o Instituto Evandro Chagas ainda está realizando estudos sobre o impacto desta nova variante no território paraense.

A P1 já foi diagnosticada em 17 estados brasileiros.Além da maior transmissibilidade e da maior chance de agravamento do quadro do paciente, um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas e Universidade de Oxford sugere que a variante é capaz de driblar a capacidade neutralizante dos anticorpos produzidos por quem já pegou covid-19 e por quem já recebeu duas doses da Coronavac, o que obrigaria governos a administrar uma terceira dose do imunizante.

Por:Eduardo Laviano

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