Menino que vivia acorrentado em barril segue internado no Ouro Verde

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Menino foi encontrado pela polícia e disse que estava com fome (Foto: Divulgação/PM)
Hospital informou que estado de saúde dele é bom; caso foi descoberto no sábado em Campinas e registrado como tortura.
O menino de 11 anos que vivia acorrentado em um barril sem poder se alimentar e que foi libertado ontem por policiais militares no Jardim Itatiaia, em Campinas, segue internado em observação no Hospital Municipal Ouro Verde. Segundo a Prefeitura, ele está bem, mas segue em tratamento devido a um quadro de desnutrição.

A criança foi encontrada sob maus-tratos e com muita fome na tarde de sábado (30) pela PM. Um casal, que seria responsável legal pela criança, e uma jovem de 22 anos, que seria meia-irmã do menor, foram presos em flagrante e o caso foi registrado como tortura.

Nesta segunda-feira (1º) o Conselho Tutelar irá definir o futuro do menino, que não tem previsão de alta do hospital. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

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A criança foi encontrada nua, com correntes nas mãos e pés em um tambor de ferro em um espaço pequeno fechado por uma telha do tipo brasilit e por uma pia de mármore. À polícia, o menino relatou que estava com fome pois não comia há quatro dias. Além de estar acorrentado ao barril, a porta da residência também estava trancada para impedir que ele fosse embora.

Dentro do tonel, também havia fezes e urina da criança, que que sofria com quadro de desnutrição. Segundo a PM, a criança chegou a dizer que consumiu as próprias fezes e que não conseguia ficar outra posição, a não ser em pé. Para retirá-lo do tambor, os policiais cortaram as correntes e cadeados com um alicate.

Segundo a PM, os responsáveis pela criança não são seus pais biológicos, porém eles têm a guarda oficial do menor. Um dos suspeitos afirmou para a equipe que a criança era “muito agitada dentro de casa” e fazia isso para “educar o menor”. Por conta do sumiço da criança, os vizinhos começaram a desconfiar do que poderia estar acontecendo.

Menino estava preso há cerca de um mês dentro de barril, diz polícia
Criança de 11 anos foi encontrada nua e desnutrida em Campinas; indiciados continuam sob custódia da polícia

Momento em que policial corta corrente da vítima (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Momento em que policial corta corrente da vítima (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

O menino de 11 anos preso pelo pai adotivo dentro de um barril em Campinas estava no local há um mês, segundo a investigação da Polícia Civil. Além de amarrado, a criança estava trancada dentro do tambor de metal que era coberto por uma pia sem poder sair do local, além de quase não conseguir se mexer. A informação foi divulgada na tarde deste domingo pelo delegado da 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas. O caso aconteceu no Jardim Itatiaia.

O caso foi descoberto pela Polícia Militar na tarde deste sábado (30) quando a corporação conseguiu fazer o resgate da criança que estava nua e com fome. Segundo os policiais, quando retiraram o menino do local, ele quase não conseguia se mexer. Ele estava com a cintura, braços e pés acorrentados, além dos pés inchados.

Segundo a PM, o menino estava há pelo menos quatro dias sem se alimentar e os responsável legais colocavam para ele comer casca de banana e fubá cru.

Menino foi encontrado pela polícia e disse que estava com fome (Foto: Divulgação/PM)
O menino morava com o pai, a namorada dele e a filha da namorada. Todos foram presos e continuam sob custódia da polícia. O delegado responsável pelo caso acredita que ele estava acorrentado dentro do tambor há um mês. “Desde o começo de janeiro ele estava preso no tambor. Ele teria que ficar em pé nessa amarração. Era feito com os braços presos em cima do tambor”, afirmou o delegado do caso Daniel Vida da DDM que investiga do caso.

Segundo a Polícia Civil, o pai disse em depoimento que o filho é muito agressivo, agitado e fugia de casa. Ele ainda alegou que fez isso para educar o menino. Os vizinhos disseram que os maus-tratos a criança já ocorre há anos e que já denunciaram ao Conselho Tutelar.

O Conselho admitiu que já acompanhava a denúncia de maus-tratos a criança há pelo menos um ano e vai apurar se houve falha.

“Não há nenhum diagnóstico que confirme que o garoto esteja doente. Pode ser hiperatividade normal da idade. Mas, houve uma falha grande em deixar a situação chegar onde chegou”, disse o conselheiro tutelar Moisés Sesion. Amanhã será feita uma reunião com o Conselho Tutelar, o Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) e Caps (Centro de Atenção Psicossocial) para entender o caso.

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Da Redação | ACidadeON Campinas
31/1/2021 22:31

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