No lockdown, média de isolamento social no Pará foi de 44,98%, aponta Segup

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Fiscalizações dessa segunda-feira causaram engarrafamentos na Júlio César e Almirante Barroso (Foto:Fábio Costa / O Liberal)
Cinco municípios da Região Metropolitana de Belém seguem em bandeiramento preto até dia 29

O governo do Pará divulgou nesta segunda (22) a média alcançada no isolamento social durante os cinco primeiros dias de lockdown na Grande Belém.

No período de 16 a 20 de março, a manutenção do isolamento esteve em 44,98%, contabilizando os cinco municípios da Região Metropolitana de Belém que estão com bandeiramente preto – além da capital, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara. Já na semana anterior, compreendido entre os dias nove e 13 de março, a taxa de isolamento foi de 35,56%.

A taxa de isolamento de cada município de 9 a 13 de março – ou seja, antes do bandeiramento preto na Grande Belém – foi de 38,62% em Belém, 37,40% em Ananindeua, 34,16% em Marituba, 38,60% em Benevides e 29,02% em Santa Bárbara.

Já na semana seguinte, de 16 a 20 de março, o número computado na capital foi de 48,26%, em Ananindeua 45,74%, em Marituba, 42,76%, em Benevides 46,34% e em Santa Bárbara 41,82%.As restrições seguem sendo fiscalizadas por agentes municipais e estaduais de segurança. Na manhã desta segunda-feira (22), a checagem nas barreiras causaram engarrafamentos na Júlio César e Almirante Barroso, e em vários outros pontos da capital.

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Restrições duram mais uma semana, até dia 29 (Foto:Fábio Costa / O Liberal)

Entre melhores posições no Brasil
Durante os cinco dias de lockdown, Belém esteve por quatro dias consecutivos na primeira posição do ranking nacional das capitais onde a população mais obedeceu ao lockdown.

Na terça-feira (16), o índice foi de 48,10%, quarta-feira (17) 49,30%, na quinta-feira (18), 47,50%, na sexta-feira (19) com 47,80% de isolamento social e no sábado a taxa de isolamento correspondeu a 48,60%.

O Estado do Pará ocupou por quatro dias seguidos a segunda posição no ranking nacional.

Na terça-feira (16) o índice foi de 43,01%, quarta-feira (17) 43,45%, na quinta-feira (18), 43,03%, na sexta-feira (19) também 43,03% de isolamento social e no sábado a taxa de isolamento correspondeu a 48,64%.Com o objetivo de frear a contaminação pelo coronavírus e desafogar o sistema de saúde público e particular, o governo do Pará adotou, desde às 21h da última segunda-feira (15), o lockdown – ou seja, bandeiramento preto nos cinco municípios da Região Metropolitana de Belém. A data para avaliação do cenário estava prevista para esta segunda-feira (22).

Mas, a partir de estudo técnico científico que leva em consideração o período de maior transmissão, a capacidade hospitalar e o índice de isolamento social, por exemplo, foi tomada a decisão de prolongar, por mais uma semana (até dia 29) o lockdown nas cinco cidades.

Medidas surtem efeito, mas média é menor que recomenda a OMS

O funcionamento só está permitido aos serviços essenciais e é obrigatório apresentar declaração de necessidade comprovada para transitar em vias públicas.

Órgãos de segurança pública do Estado e municípios deram início à operação de fiscalização de estabelecimentos comerciais, feiras livres e com pontos de bloqueios para fazer cumprir o que determina o decreto estadual de número 800, que impõe medidas mais restritivas à circulação de pessoas.As medidas surtiram efeito positivo, apesar da média de isolamento ainda estar menor do que a recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Pará, Ualame Machado, o índice de isolamento durante alguns dias da semana demostrou um aumento, porém ainda está muito aquém do que é preciso.

“Nós observamos o índice de isolamento social todos os dias. Eles são utilizados estrategicamente para verificar onde se deve aumentar a fiscalização no intuito de fazer com que as pessoas, primeiro se conscientizem de que o momento ainda requer cuidados e é necessário que todos façam a sua parte e, observando que não há a necessidade da pessoa estar na rua, que não seja para buscar um serviço que seja essencial, como alimentação ou cuidados médicos, ela pode sim ser multada”, disse. Ele destacou a importância da colaboração de cada um.

“A polícia pode fazer muito, mas não pode fazer tudo. Então, é essencial que a população faça a sua parte para que possamos sair o mais rápido possível desse cenário”, afirmou.

E as barreiras de fiscalização prosseguiram em Belém, nesta segunda-feira (22). Os agentes atuaram, por exemplo, na avenida Júlio César, com a avenida Pedro Álvares Cabral e próximo ao viaduto. Isso no sentido do aeroporto para o centro da cidade (com informações da Agência Pará).

Por:Dilson Pimentel

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