Indígenas protestam em Santarém por melhorias na saúde pública

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Indígenas de 13 etnias da região do Baixo Tapajós, entre elas, Munduruku cara preta, Apiaká, Arapiuns, Borari e Tapajós ocuparam por volta de 11h a sede da Casa de Saúde Indígena (Casai), no município de Santarém, no oeste do Pará. Para ter acesso ao prédio do órgão, eles serraram os cadeados. O grupo reivindica melhorias nos atendimentos de saúde.
De acordo com as lideranças indígenas, até o momento a Casai não efetivou o cadastro dos indígenas junto ao Sistema Único de Saúde, o que tem dificultado o acesso aos serviços. “Nós não temos atendimento aqui. Nós queremos ter oportunidade de também ser atendido porque a gente não tem o atendimento que pode gerar conforto para nós. Sempre somos barrados. Toda vez que trazemos pacientes somos barrados”, disse o indígena Antônio Pereira, morador da Aldeia Escrivão, no município de Aveiro.
Em entrevista a TV Tapajós, o coordenador da Casai em Santarém, Joaquim Martins informou que os recursos que chegam ao órgão são destinadas para atendimentos das etnias Wai-Wai e Zo’é. “Não tem para o povo do Tapajós. A outra Casai só tem para o povo Munduruku. A gente informou ao Ministério Público, mas Brasília ainda não deu sinal para a gente poder atender eles. Infelizmente essa situação não depende da gente”.
Os indígenas ressaltaram que só encerrarão a ocupação após receberem um posicionamento de Brasília. A Polícia Militar foi acionada ao local para garantir a segurança.

G1 PA

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