Covid acelera 62% no Amazonas e mata mais pessoas fora de grupos de risco

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O número de pessoas sem comorbidades que viram a óbito, está crescendo proporcionalmente. – (Foto:Ministério da Defesa/Twitter)

Amédia de óbitos por Covid-19 aceleração no Amazonas, hoje calculada em 62%, segundo o consórcio de veículos de imprensa, baseado nos dados das secretarias estaduais de saúde. As informações são do UOL.

O estado do Amazonas já passou de 8 mil mortes pela doença. Só na última segunda-feira (1), morreu o quarto dos 18 pacientes transferidos do Amazonas para Uberaba (MG). O Estado foi um dos vários que recebeu pacientes amazonenses transferidos após o colapso do sistema de saúde.

Fora do grupo de risco

O que chama a atenção é o crescente número de mortes de pessoas que estão foram do grupo de risco no Amazonas, ou seja, o número de pessoas sem comorbidades que viram a óbito, cresceu proporcionalmente em janeiro em comparação com a média registrada ao longo do ano passado, segundo análise realizada nos dados de mortes por (SRAG) Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Segundo dados registrados no sistema SARG, do Ministério da Saúde, entre os 1.664 mortos de covid-19 entre 1º e 25 de janeiro, 331 (19,9%) deles tinham menos de 60 anos e não sofriam de doenças crônicas.

No ano passado, das 5.303 vítimas de covid-19 no Amazonas, 491 (9,2%) não apresentavam comorbidades — doenças crônicas como cardiopatias, diabetes, pessoas com imunidade baixa, como transplantados, maiores de 60 anos, por exemplo — que são as pessoas com risco aumentado para terem modalidades mais graves da doença.

O levantamento chama a atenção para a média de mortos sem comorbidades foi de 7,3%, em comparação com o restante do país, podendo ser um indicativo de maior letalidade da nova cepa de covid-19 descoberta no Estado.

Os especialistas não descartam também um eventual papel da variante P.1., que é mais transmissível.

Colômbia registra dois casos da variante brasileira

A nova variante do vírus foi detectada na Colômbia, cujo Instituto Nacional de Saúde da Colômbia divulgou no último domingo (31), que dois cidadãos do país foram infectados “com a variante brasileira do coronavírus”: uma mulher de 39 anos e um indígena de 79.
Ela é moradora de Leticia, cidade que faz fronteira com Tabatinga, no Amazonas.

Devido aos temores de transmissibilidade da variante brasileira, a Colômbia mandou suspender os voos de passageiros de e para o Brasil durante um mês, e os voos domésticos de e para Leticia durante duas semanas, porém a cidade colombiana onde foi detectada a nova cepa do vírus faz fronteira terrestre com o Amazonas e é possível atravessar a pé de um lado para o outro.

Com informações do UOL

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