Polícia resgata mulher mantida em ‘quarto do terror’ pela própria filha em cidade do Pará

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“Nua, misturada com fezes, urina, insetos”, assim a delegada descreveu a cena em que a vítima foi encontrada.

Uma mulher de 43 anos, mantida em situação de cárcere privado pela própria filha, foi resgatada pela Polícia Civil em Parauapebas, no sudeste do Estado. De acordo com a delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu, a vítima estava nua, deitada em uma cama imunda em um cômodo coberto de restos de comida, sem iluminação e sem acesso a áreas externas.

“As baratas começaram a sair pela porta, tentei acender a luz e não tinha luz, falei para abrir a janela e não tinha como abrir porque ela (a filha) colocou tábuas de madeira, lacrou a janela. A mãe não tinha acesso à luz do dia e nem à luz artificial, estava em uma situação que chorei; não tive condições de entrar. Estava deitada no colchão, sem lençol, nua, misturada com fezes, urina, insetos, cheia de bolachas de água e sal que acho que era a única coisa que ela se alimentava. No chão tinha urina, fezes, sujeira, garrafas pet”, relembra a delegada.

A polícia chegou ao local por meio de uma denúncia anônima de que uma senhora estava sendo mantida em cárcere privado no Residencial Alto Bonito. Vizinhos ainda teriam confirmado à delegada, que em dois anos e meio a vítima foi vista saindo da casa uma única vez. “Perguntou onde ela iria levar a mãe e ela falou que o cartão da aposentadoria tinha sido bloqueado e que ela ia levar a mãe resolver; ou seja, ela usava o dinheiro dessa mãe”, disse Ana Carolina.

Ao ser resgatada, a vítima, que sofre de esquizofrenia, não consegui ficar em pé, estava desnutrida, magra e desidratada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a mãe encaminhada para o Hospital Geral de Parauapebas, onde a equipe de assistência social tenta contato com outro filho dela ou demais familiares.

Segundo a autoridade, Suzana prestará depoimento e será inicialmente autuada em flagrante pelos crimes de cárcere privado, maus tratos, abandono material e exposição da saúde a perigo. “Nem local de crime de homicídio me deixou chocada como fiquei vendo uma mãe sendo tratada nessas condições”, observa.

No local também estava a filha de Suzana, de apenas 5 anos, que foi encaminhada ao Conselho Tutelar. A criança, afirma a delegada, estava bem vestida e alimentada, sem sinais de maus tratos. “O quarto delas era normal, com luz e claridade. Ela deixava era a mãe abandonada e que ia morrer à míngua se os vizinhos não denunciassem”, conclui.

 

 

Foto: Ronaldo Modesto
Por: O Liberal com informações do Correio dos Carajás

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